
Albino nega assassinato de Mikaele e afirma ter sido "possuído" por arcanjo
O réu Albino Santos de Lima negou, nesta quarta-feira (7/10), ter assassinado Mikaele Leite da Silva e afirmou, durante o julgamento em Maceió, que recebeu uma suposta ordem do "Arcanjo Miguel" para cometer o crime. A declaração foi dada durante o interrogatório, quando o juiz Geraldo Amorim questionou quem seria o responsável pela morte da vítima e Albino respondeu: "Quem? Miguel. Arcanjo Miguel". Ele também disse não se lembrar de onde teria encontrado o suposto arcanjo nem quando teria recebido a ordem, e afirmou que não conhecia Mikaele.
A versão foi contestada pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, que apresentou uma narrativa diferente para a aproximação entre os dois. Segundo o Ministério Público, eles não mantiveram um relacionamento. A acusação afirma que a aproximação começou durante uma transmissão ao vivo na internet, quando Albino, usando o perfil @guerracomanf e uma imagem de Arcanjo Miguel, teria oferecido R$ 250 para manter relações sexuais com Mikaele. A jovem teria recusado a proposta e, a partir disso, Albino passou a investigar a vida dela e a persegui-la até o momento do assassinato.
A defesa de Albino mencionou a figura do "Arcanjo Miguel" durante sua manifestação. O advogado Geoberto Luna afirmou que o próprio réu teria relatado ter sido "possuído" por essa figura e questionou a capacidade mental de Albino, classificando-o como "absolutamente incapaz". A promotoria rebateu o argumento e afirmou que o réu foi considerado imputável após avaliação psiquiátrica, que concluiu que ele tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos. O MP pediu aos jurados a condenação de Albino pela morte de Mikaele, e a promotora afirmou que o julgamento representa uma oportunidade de dar uma resposta à família da vítima.












