Registrada em nome do ex-presidente -

Militar do Exército é liberado após ser flagrado com arma de Bolsonaro

Um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio, foi liberado após prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal por estar com uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado pela coluna e segue sob investigação. As informações são do Metrópoles.

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoBolsonaro
Bolsonaro

O militar foi abordado durante uma blitz da Polícia Militar na região do Pistão Norte, em Taguatinga, e encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos. Apesar da condução, ele não chegou a ser preso em flagrante, mas a pistola foi apreendida.

Segundo o registro da ocorrência, o sargento se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro.

Em depoimento, ele relatou que teria retirado o armamento para realizar um reparo no percussor, após identificar uma falha mecânica. De acordo com sua versão, o serviço seria finalizado e a arma devolvida ao ex-presidente no dia seguinte.

O fato chamou a atenção dos investigadores porque a pistola estava registrada em nome de Bolsonaro, mas era transportada por um terceiro no momento da abordagem.

A Polícia Civil do DF apura se houve alguma irregularidade na guarda, no transporte ou na transferência temporária da arma. A documentação apresentada pelo militar também será analisada ao longo da investigação.

O episódio ocorre enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e outros.

A medida prevê monitoramento por tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação, após quadro de saúde que incluiu broncopneumonia aspirativa.

Até o momento, a Polícia Civil não apontou envolvimento direto de Bolsonaro na ocorrência. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias em que a arma foi encontrada com o sargento durante a fiscalização.

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