Investigação -

Laudo descarta hipótese de suicídio e conclui que PM Gisele Alves Santana foi assassinada em SP

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio da soldado Gisele Alves , da Polícia Militar, de 32 anos, concluindo que a morte foi um homicídio e que uma segunda pessoa participou do crime. O documento, divulgado na última terça-feira (1), identificou divergências entre a versão inicial apresentada e os vestígios físicos encontrados, além de um estudo detalhado das manchas de sangue que invalidaram categoricamente a hipótese de suicídio.

Foto: ReproduçãoLaudo descarta hipótese de suicídio e conclui que PM Gisele Alves Santana foi assassinada em SP
Laudo descarta hipótese de suicídio e conclui que PM Gisele Alves Santana foi assassinada em SP

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do tenente-coronel da reserva Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio pela morte da esposa, com o ministro Reynaldo Soares da Fonseca concluindo que a decisão anterior está amparada diante do "risco concreto à regular produção da prova" e das condutas do acusado para eliminar vestígios e alterar a cena do crime. A defesa havia pedido habeas corpus, mas o pedido foi indeferido. O interrogatório do tenente-coronel, adiado duas vezes, está previsto para 8 de setembro no Fórum Criminal da Barra Funda.

O caso ocorreu em 18 de fevereiro, quando Gisele foi encontrada gravemente ferida no apartamento do casal no Brás, sendo socorrida ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois. Inicialmente tratado como suicídio, o caso foi reclassificado como morte suspeita após avanço das análises periciais. A Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel em 17 de março, executada no dia seguinte em São José dos Campos. O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo do acusado que esteve no apartamento no dia do crime, não foi arrolado como testemunha por acusação e defesa.

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