Investigação -

Grupo criminoso usava documentos falsos e sócios interpostos para fraudar programa de crédito em SP

A Polícia Civil de São Paulo realiza, na manhã desta quinta-feira (3), a 2ª fase da Operação Avaritia, que mira um grupo criminoso suspeito de criar e usar empresas de fachada para fraudar o programa de créditos Desenvolve SP durante a pandemia, com prejuízo estimado em R$ 70,4 milhões. As investigações apontam que o grupo utilizava alterações societárias simuladas, sócios interpostos e documentos falsos para aprovar financiamentos, e depois pulverizava os valores em contas de terceiros para ocultar os recursos.

A operação identifica dois núcleos principais: o Núcleo Operacional, responsável pela interlocução com empresários e condução das operações de crédito, e o Núcleo Documental, que mantinha a aparência de regularidade das empresas com alterações contratuais e documentos contábeis. As fraudes ocorreram entre 2021 e 2022, durante a pandemia, quando houve expansão emergencial do crédito. A operação cumpre 22 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Mogi das Cruzes, Suzano, Barueri e Rio de Janeiro.

Foto: ReproduçãoGrupo criminoso usava documentos falsos e sócios interpostos para fraudar programa de crédito em SP
Grupo criminoso usava documentos falsos e sócios interpostos para fraudar programa de crédito em SP

As investigações começaram em janeiro de 2022, após denúncia à Ouvidoria da Desenvolve SP. Em 2023, a polícia já havia cumprido mandados e apreendido carros, joias e documentos. O programa já desligou cinco funcionários com envolvimento no esquema. A investigação é conduzida pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold), do Deic.

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