
Fabrício Loiola relembra episódio em Foz do Iguaçu e defende carteira para famílias atípicas
Em entrevista, o ex-superintendente da PRF no Piauí e pré-candidato a deputado federal Fabrício Loiola (Republicanos) se emocionou ao relembrar um episódio vivido em Foz do Iguaçu, que o inspirou a criar a proposta da Carteira Nacional da Família Atípica. O projeto busca garantir prioridade e agilidade no atendimento a famílias com crianças autistas.

"Eu estava no aeroporto de Foz do Iguaçu e vi uma criança atípica com os pais. A criança estava com alteração de comportamento e os pais tiveram que explicar várias vezes para a atendente que eles tinham direito a prioridade. A atendente disse que não podiam ajudá-los. Foi uma cena muito forte", contou, emocionado.
Loiola disse que interviu e chamou o supervisor, que resolveu a situação. "Tiramos a criança daquele ambiente, os pais choraram. Foi muito marcante. Uma família que precisa exercer um direito não pode ser obrigada a ficar explicando o comportamento da criança o tempo todo", afirmou.
A partir dessa experiência, ele propôs a criação de uma carteira nacional para famílias atípicas, com cadastro na plataforma .gov. "Quando você apresentar a carteira, não precisa ficar explicando. A mãe vai mostrar e terá prioridade. Ela não vai precisar passar por aquele constrangimento", explicou.
Loiola destacou que a carteira dará prioridade em atendimentos, agendamentos de consultas e integração de sistemas de dados. "O pai e a mãe vão ter esse direito o tempo todo, não só quando a criança estiver em crise", completou. O ex-superintendente afirmou que o episódio foi um dos mais marcantes de sua vida e reforçou a importância de políticas públicas mais humanizadas.








