
Diretor de Feito Pipa destaca relações familiares como centro da obra
O filme Feito Pipa foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Com direção de Allan Deberton e roteiro de André Araújo, o longa conta a história de Gugu, um menino de 11 anos criado pela avó materna, Dilma. Quando ela adoece, ele faz de tudo para evitar ter que ir morar com o pai. A Agência Brasil conversou com o diretor sobre a obra e a expectativa para o Oscar.
O filme aborda temas como identidade de gênero, preconceito, a relação entre avó e neto e, de certa forma, a finitude. O que você quis mostrar e o que quer que fique para o espectador?
Eu gostaria que o espectador encontrasse no filme um lugar de conexão com histórias que, no final das contas, eu acho que são íntimas de todos nós. Porque todos nós convivemos com os nossos avós. E as avós são essas figuras de segundas-mães, de pessoas que cuidam, que bajulam, que criam. E a história do Feito Pipa, ela surgiu de um olhar do roteirista, que é o André Araújo, para uma relação com essa criação por mulheres. Ele foi criado pela avó, foi criado por tias, assim como eu também fui em boa parte da minha infância. Eu tive uma presença muito grande da minha avó.
Foto: Paris Filmes/Divulgação
Diretor de Feito Pipa destaca relações familiares como centro da obraE o nosso personagem Gugu é um personagem muito autêntico, que tem toda uma forma colorida de ver o mundo, de se posicionar, ele gosta de dançar, mas também quer ser jogador de futebol. E ele vive num mundo muito feliz com a sua avó até que percebe que ela está com sinais de Alzheimer. Então, imagine para uma criança de quase 11 anos, morando sozinho com a avó, ter que lidar com uma experiência de chegada dessa doença, que é uma doença muito triste, né? Então gera ali uma angústia, comoção, um lugar de atitude que esse personagem precisa ter, até porque dentro desse cenário, ele talvez tenha que morar com o pai, que não o compreende tão bem.
Então é um filme que é sobre relação familiar, que também é sobre o lugar de ser criança, mas ao mesmo tempo de estar passando por muitos terrenos desconhecidos. E ele conta, o Gugu, com o apoio dos amigos para poder tentar escapar desses dilemas
Você é cearense e não é a primeira vez que decide filmar no interior do estado. É uma escolha para mostrar um Brasil que muita gente não conhece?
Eu sempre gosto de colocar a geografia do lugar onde se passa a história como personagem e como modificante narrativo. Feito Pipa foi filmado na cidade de Quixadá, no Ceará, e cidades ao redor. Muitos filmes cearenses foram feitos na cidade de Quixadá, inclusive, voltando lá atrás, filmes dos Trapalhões, então é um lugar de conexão minha, de quando eu era criança, com o cinema. A cidade também foi escolhida por conta da beleza de suas paisagens e do acolhimento de seu povo. Foi um projeto que a gente teve todo o carinho da população.
É um filme que traz temáticas universais, mas também brasilidade...
Com certeza. Eu gosto muito de filmar histórias simples, porém com profundidades afetivas, histórias que são focadas e fincadas em sentimentos. Porque eu acredito que os sentimentos são veículos que todos nós exploramos dentro das nossas experiências de vida, sejam situações de familiares, sejam questões profissionais, questões românticas.
Mas é muito importante para mim que haja uma sinceridade dentro dessa construção que começa desde o roteiro. Porque eu acho que se algo nos toca intimamente, se algo nos afeta o suficiente para nos emocionar, se a gente percebe que ali tem um assunto que precisa ser debatido, a gente tem mais certeza, né? Feito Pipa nasceu assim. Quando o André Araújo, o roteirista, me mostrou o roteiro, eu fiquei totalmente apaixonado.
Você já recebeu prêmios por outras produções, mas acho que Feito Pipa foi o filme com maior reconhecimento. Você também considera que é o seu melhor filme?
Com certeza. A construção de uma carreira tem a ver com a própria trajetória, um lugar de aprendizado que é do cotidiano, do dia a dia. E eu acho que o Feito Pipa é um grande acerto, o encontro com esse roteiro, essa história tão bonita, e ter tido a chance de juntar pessoas tão especiais na sua construção, a equipe técnica e todo o seu elenco. A sorte de poder estar trabalhando com Teca Pereira, com o Lázaro Ramos e também num trabalho muito lindo com as crianças. Era importante que houvesse, dentro do projeto, crianças muito espontâneas e também muito francas, sem estar interpretando, mas colocando em tela o seu próprio ponto de vista das coisas.
E agora o filme entra em uma maratona para chegar ao Oscar. Qual a expectativa?
A nossa expectativa é das melhores. Antes dessa qualificação a gente já estava trabalhando nessa construção de circulação do filme, construindo a jornada com uma série de outros grandes festivais. Também com um grande volume de conversas com possíveis parceiros nos Estados Unidos. Mas é importante um trabalho não só focado no mercado americano mas, principalmente, fazendo o filme acontecer no Brasil, fazendo com que o público brasileiro se envolva com esse lançamento, torça por ele.
Diamantina recebe festivais de percussão e de arte em setembro durante programação do BNB Cultural
A programação do Banco do Nordeste Cultural em Diamantina neste mês vai pulsar no ritmo da percussão e embelezar a cidade em galerias a céu aberto. Vêm aí o Festival de Percussão e o Festival Permitido Soltar Criações, ambos com atividades a partir do dia 20.
O Festival de Percussão chega à quarta edição com o objetivo de expandir suas ações para os bairros periféricos e distritos rurais. Entre os convidados estão Larissa Umaytá, multi-instrumentista, produtora e percussionista, de Brasília (DF); e Laísa Lima, do Rio de Janeiro (RJ), a primeira mestra de bateria de escola de samba na Sapucaí. A agenda vai até o dia 26.
Foto: bnb
O coordenador do festival, Gleydson Souza, define a iniciativa como uma ferramenta de cultura, educação e transformação. “Montar a programação do IV Festival de Percussão de Diamantina foi, para mim, um desafio e também a realização de um sonho. Reunir grandes nomes da percussão e da bateria brasileira em Diamantina é motivo de muito orgulho. Mas o festival vai além do palco. Queremos levar a música para perto das pessoas, com oficinas de percussão nos bairros e distritos, criando oportunidades de aprendizado, troca e descoberta de novos talentos”, afirma.
O Festival Permitido Soltar Criações foi criado para incentivar os artistas locais a expor suas artes pela cidade. Em sua segunda edição, vai oferecer oficinas e performances em praça pública, com atenção especial às pessoas neurodivergentes. Um coletivo de artistas locais com formação em música, performance, teatro e artes visuais comanda a programação, até o dia 23. Durante as atividades, serão distribuídas mudas de plantas medicinais, ornamentais e ervas aromáticas em troca de objetos de descarte ou obsoletos.
Themis Gothelipe é arteterapeuta do Centro Especializado em Reabilitação (CER), integra o festival e destaca o caráter da arte como poder cura e ferramenta de reabilitação e regeneração. “O Festival Permitido Soltar Criações está lindo, levando as produções artísticas para as ruas numa grande manifestação em que os atores culturais poderão expor suas obras fora dos muros dos museus e teatros. Sua identidade cultural e relação afetiva com a paisagem da cidade”, ressalta.
A diretora do Museu do Diamante, Cássia Teixeira, reforça que a programação integra a 20ª Primavera dos Museus, que convida a população olhar os museus como espaço vivos, feito de encontros, histórias e memórias compartilhadas. “Com o tema ‘Museus para todas as pessoas’, temos a oportunidade de aproximar ainda mais o Museu do Diamante das pessoas e do território, criando momentos de diálogo, aprendizado e reconhecimento. Participar dessa mobilização e construir junto da comunidade uma programação que celebra a memória e fortalece os vínculos com o nosso público é mais que uma alegria, é o cumprimento da nossa missão institucional”, declarou.
A programação completa do mês pode ser conferida no perfil de Instagram @bancodonordestecultural. O Circuito Banco do Nordeste Cultural é uma estratégia de fortalecimento das cadeias produtivas da cultura na área de atuação da instituição, que busca fortalecer sua imagem como agente incentivador do setor.
Para isso, as ações do BNB com o segmento são desenvolvidas de forma integrada, envolvendo os Centros Culturais, os acervos artístico, histórico e bibliográfico, a ocupação de equipamentos culturais e o patrocínio cultural, ampliando a disponibilização de atividades nos estados que não possuem equipamentos da instituição.
Festejos de São Raimundo Nonato 2026 são marcados por fé, tradição e recorde de público
Os Festejos de São Raimundo Nonato 2026 reuniram fé, devoção, cultura, tradição e grandes momentos de celebração. Além da tradição religiosa, os grandes shows foram destaque, com recorde de público e uma programação musical eclética, passando pelo reggae, forró, sofrência e outros ritmos.
Uma festa que celebrou diferentes gostos, movimentou a cidade e mostrou a força e a grandiosidade dos Festejos de São Raimundo Nonato.
Grandes shows levaram multidões à Avenida José de Castro
A programação musical foi um dos grandes destaques da edição de 2026. Entre os dias 27 e 29 de agosto, a Avenida José de Castro recebeu grandes atrações nacionais e regionais.
No dia 27, o público acompanhou uma noite dedicada ao reggae, com Edson Gomes, Tribo de Jah, João Beydoun, Isadora D’Lavor e Gerson Pereira.
Na sexta-feira, 28 de agosto, a programação reuniu Malla 100 Alça, Tarcísio do Acordeom, Seu Desejo e Pegadões do Forró, levando uma multidão à Avenida José de Castro. Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 26 mil pessoas estavam presentes simultaneamente no local, enquanto mais de 30 mil pessoas circularam pela área do evento ao longo da noite.
Já no sábado, 29 de agosto, a festa continuou com Aline Reis, Thiago Aquino e Banda Cavalo Branco, mantendo o grande movimento na Avenida José de Castro.
Os números reforçam a dimensão alcançada pelos festejos e demonstram a capacidade de São Raimundo Nonato de receber grandes eventos, movimentando também o comércio, a rede de serviços, hotéis, restaurantes e trabalhadores que atuaram durante as festividades.
Encerramento dos festejos religiosos
Como tradição, a programação religiosa foi o coração dos festejos, com missas, novenas, celebrações e momentos de oração que reuniram milhares de fiéis na Igreja Matriz e nas ruas do município durante os 10 dias de festa religiosa.
O grande momento religioso aconteceu no dia 31 de agosto, Dia de São Raimundo Nonato, com a tradicional procissão do padroeiro. A caminhada de fé reuniu uma multidão, entre moradores, visitantes e turistas, em uma das maiores demonstrações de devoção já registradas nas festividades do Santo Padroeiro.
Após a procissão e a missa solene, a Praça da Igreja Matriz recebeu o cantor católico William Sanfona, que encerrou a programação com uma noite de louvor, música e gratidão. O show foi marcado pela participação do público e fechou os festejos em clima de fé e emoção.
Quermesse Cultural valoriza artistas locais
A programação dos festejos também teve espaço especial para a cultura local. De 22 a 30 de agosto, a Quermesse Cultural, realizada na Praça da Igreja Matriz, apresentou artistas da terra e manteve a movimentação cultural no centro da cidade durante todo o período.
A iniciativa valorizou músicos e talentos locais e garantiu que a programação dos festejos não ficasse concentrada apenas nos grandes shows.
Tradição e participação popular
Além das celebrações religiosas, da quermesse e dos grandes shows, os festejos também foram marcados pelas festas tradicionais que fazem parte da identidade de São Raimundo Nonato, reunindo diferentes segmentos da população.
Com a participação de comerciantes, barraqueiros, ambulantes, trabalhadores, artistas e equipes de organização, a cidade viveu dias de intensa movimentação.
O resultado foi uma edição que conseguiu unir a tradição religiosa do padroeiro à cultura local e a uma grande programação musical, atraindo público de São Raimundo Nonato e de outras cidades.
Uma festa construída por muitas mãos
O sucesso dos Festejos de São Raimundo Nonato 2026 foi resultado do trabalho conjunto de muitas pessoas. Equipes da Prefeitura atuaram na organização, estrutura, limpeza, segurança, comunicação e demais serviços necessários para a realização da programação.
Comerciantes, barraqueiros, ambulantes, profissionais de eventos, artistas e toda a população também tiveram participação importante na construção da festa.
Ao final, ficam os grandes públicos, os grandes shows, a presença de turistas e, principalmente, a demonstração de fé e devoção ao padroeiro São Raimundo Nonato.
Os Festejos de São Raimundo Nonato 2026 entram para a história como uma grande celebração de fé, cultura, tradição e união, marcada pela participação popular e por um dos maiores públicos já registrados na programação festiva do município.
Calila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interior
“Minhas primeiras escolas são os quintais: o sertão e o recôncavo baiano, duas geografias interioranas que compõem essa minha primeira relação com a literatura”, conta Calila das Mercês.
A pesquisadora, jornalista e escritora é uma das curadoras da quarta edição do Festival Literário de Paracatu, cidade mineira a 500 quilômetros de Belo Horizonte (MG).
Calila assina a curadoria ao lado de Sérgio Abranches e Afonso Borges, idealizador e presidente do festival.
Neste ano, o tema Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo propõe uma conversa entre dois pensadores fundamentais do Brasil profundo: Milton Santos, cujo centenário foi comemorado em maio, e João Guimarães Rosa, que apresentava ao mundo o seu Grande Sertão: Veredas, há 70 anos.
Foto: Fliparacatu/Divulgação
Fliparacatu/DivulgaçãoCalila fala com carinho dos livros de Guimarães Rosa. Grande Sertão ela chama de “fabuloso”. Campo Geral, de 1956, a deixou “muito emocionada”. Com Milton, ela divide o lugar, o território e o interior da Bahia.
“A gente está homenageando também meu conterrâneo, que é o Milton Santos, que marcou sua existência, no Brasil e no mundo, trazendo discussões que nos são muito caras. Sobre a questão do nosso lugar, mas também sobre como a gente pode pensar o território sem engessar”.
Escritora Calila das Mercês é uma das curadoras da quarta edição do Festival Literário de Paracatu. Foto: Renato Parada/Divulgação
A escritora, que já assinou eventos literários em Cachoeira (BA) e em Cavalcante (GO), celebra a realização desses encontros pelo interior do Brasil. Ao mesmo tempo, demonstra preocupação com o manejo dessas festas e com o risco de que se tornem palanques políticos, festas com “donos”, que ditariam como a literatura deve adentrar esses locais. Além disso, ela defende um olhar respeitoso sobre o que é produzido em cada um desses lugares.
“Acho que o grande desafio é a gente produzir uma ideia de que o pensamento não chega de fora. Ele não, necessariamente, chega dos grandes centros. Eu acho que Paracatu é um lugar que produz pensamento, que tem trazido consigo também uma identidade, um jeito muito daqui de fazer acontecer”.
Para ela, o festival consegue criar as condições de integrar pessoas e promover conversas surpreendentes, com pessoas de diferentes sotaques, respeitando a literatura produzida na cidade. Entre os nomes que passam por Paracatu este ano estão Mia Couto, Alê Santos, Bruna Lombardi, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Jeovanna Vieira, Paulliny Tort e Renato Nogueira.
Às margens do São Francisco
Calila, que já publicou livros de poesias e de contos, lançou em julho Nódoa, seu primeiro romance, pela Companhia das Letras. Ela conta que ainda está aprendendo a falar sobre o livro, que foi todo escrito em movimento. Um movimento que é feito sem que ela deixe de carregar suas referências.
“Eu escrevi dentro do ônibus, eu escrevi em uma rodoviária, escrevi no barulho, escrevi com mudança. Mudanças necessárias, mudanças de casa. Condições mais precárias, condições mais tranquilas. É um livro sobre movimento e eu escrevo tudo me movendo”, lembra.
Nesse movimento, Calila foi quatro vezes ao rio São Francisco e foi ver o maior cajueiro do mundo. Segundo ela, o objetivo foi se conectar com os pedaços de natureza e também de urbanidade.
Nesse contato com a natureza, viu sua escrita germinar, com toda a criatividade e a radicalidade que seus textos exigem.
Livro
O livro Nódoa é narrado por Regina e por Lurdes Maria. As muitas mulheres do livro estão em constante movimento sem, entretanto, se perderem umas das outras.
O livro também é pensado na forma, na materialidade da escrita, em maiúsculas e minúsculas. Os recursos são usados para traduzir cada personagem: a que não sabe nem ler nem escrever; a que só fala baixinho, com vergonha; a artista plástica.
“Eu queria usar o papel e também essa parte da editoração, da parte gráfica, para elucidar esse trabalho das maiúsculas e minúsculas, de quem fala em terceira pessoa, de quem fala abaixo, de quem só tem a oralidade como fonte de comunicação e o gesto e o corpo e os silêncios. Então, uso muito silêncio nas páginas”.
O livro, continua Calila, foi todo feito pensando na força das outras linguagens. As palavras formam desenhos. Há um trabalho sensorial e de oralidade que entrega ao leitor outras formas de ver e ler a obra. E que deixam marcas, que deixam nódoas.
“Às vezes a nódoa lembra a gente de um suco que caiu na roupa, um suco que alguém que a gente ama fez. Às vezes uma mancha de dendê que não saiu, mas que foi de um caruru, aquela avó que nem está ali mais. Então, eu acho que as nódoas também mancham, e deixam marcas que ficam e que são importantes”.
Sobre o festival:
4º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)
De 26 a 30 de agosto de 2026
Local: Centro Histórico de Paracatu
Entrada gratuitaMestres da cultura popular evocam tradição e encanto a novos públicos
“Alumiar em vida”. A expressão funciona como uma tradução de sentimentos do que significa assumir a coroa de rainha do congado do Maçambique de Osório, manifestação cultural da comunidade quilombola do Morro Alto, no litoral norte do Rio Grande do Sul.
“Alumiada” há uma década, a rainha e mestra Francisca Dias, de 65 anos de idade, e mais 19 músicos do quilombo, sobem ao palco do Conic, em Brasília, para o Encontro de Mestres da cultura popular, neste sábado (29), às 20h, com entrada gratuita.
Francisca Dias, conhecida na comunidade como a Rainha Ginga Preta, explica que o maçambique é uma congada gaúcha, de tradição de matriz africana bantu, mantida na região desde o século 19.
Foto: Beatriz Braga/Divulgação
Beatriz Braga/Divulgação“São as mesmas roupas e músicas desde sempre”, diz.
A manutenção de tradição, arte, fé e memória encanta a comunidade e forma uma aliança de resistência de diferentes faixas etárias participantes. Os artistas vão de crianças a idosos. Tudo do grupo é produzido pela própria comunidade, incluindo os instrumentos.
Além dos tambores, a comunidade faz a maçacaia, que é um cestinho de taquara com sementes de caetés, que garante o ritmo para o congado do maçambique de Osório.
“A congada tem música de salão, de rua e de igreja”, explica.
O elemento da fé católica enaltece a imagem de Nossa Senhora do Rosário. “A bandeira é muito sagrada para a gente”, afirma.
Além do elemento de fé, a rainha entende que a arte ensina contra preconceitos, incluindo o racismo. “A gente prepara também as nossas crianças para se defenderem com palavras”.
Para a rainha, apresentar a tradição de sua comunidade na capital do país a emociona. “Esse é um momento muito feliz, um sonho de levar a nossa cultura pelo Brasil. É muito triste para a gente, quando falamos da congada, existe quem estranhe a presença das pessoas negras no Rio Grande do Sul”.
Visibilidade
Garantir visibilidade à multiplicidade de manifestações culturais, ir na contramão de preconceitos e formar novos públicos fazem parte dos objetivos do encontro de mestres em Brasília, que começou na quinta-feira (27).
Segundo o curador e coordenador do evento, Anderson Formiga, há artistas de 11 estados e do Distrito Federal na programação que se encerra neste sábado.
“A gente tentou formar um mosaico de cultura popular, que é muito negro, mas que também tem um pé nas origens europeias e outras indígenas. Mas isso é parte da nossa musicalidade”, disse.
Além das apresentações no palco, o evento contempla também oficinas.
O curador entende que é preciso chamar atenção dos mais jovens para conhecerem as mais variadas manifestações da rica cultura brasileira. “O jovem precisa ser encantado”, acredita.
Ao mesmo tempo, ele acrescenta que os artistas mais velhos têm conseguido fazer herdeiros dispostos a honrar as tradições dos ancestrais.
Longe das telas
Respeitar as tradições é a regra que tem sido seguida à risca pela comunidade gaúcha do maçambique.
“Quando eles estão na congada, ninguém nem pensa em pegar o celular”, diz a rainha Preta.
Segundo a rainha, seu maior desejo é honrar os ancestrais. A mãe, Severina Dias, última rainha, morreu em 7 de outubro de 2016, justamente no dia de Rosário, a padroeira. Severina pediu à filha Francisca que lutasse por manter viva a tradição artística. Isso faz também a atual rainha se emocionar em subir ao palco pelo país.
Neste ano, a celebração do maçambique não ocorrerá no dia 7 por causa das eleições, mas no dia 24 de setembro. O quilombo conta hoje com 1.750 famílias.
Valorização
Cuidar do legado e das futuras gerações também é preocupação do mestre e músico maranhense Tião Carvalho, de 71 anos. Ele contabiliza apresentações frequentes na Europa e mistura ritmos, como samba, coco, bumba-meu-boi, forró e baião.
Carvalho, que é professor na educação básica, fundou o grupo Cupuaçu, que se dedica ao estudo e à prática de brincadeiras populares.
“É preciso que o Brasil valorize mais a cultura tradicional. O foco maior é a gente conscientizar e buscar políticas públicas que garantam espaço para nós”, afirmou antes de subir ao palco.
Ele entende que ainda hoje artistas com mais recursos são mais contemplados em shows nas cidades brasileiras. “Se você mostrar a cultura para o jovem, ele vai gostar”, considera.
Programação
19h - Moçambique de Santa Efigênia (DF)
20h - Maçambique de N.Sra do Rosário de Osório (RS)
21h - Adiel Luna convida João Arruda e Alexandre
23h - Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF)
01h - Carimbó Beija-Flor de Marudá (PA)
Zezo apresenta novo projeto em Teresina no dia 13 de novembro
Zezo está com show confirmado na capital piauiense. No dia 13 de novembro, o artista se apresenta no Theresina Hall com um projeto grandioso, que celebra sua trajetória e reforça sua posição como um dos grandes nomes da seresta e da música popular brasileira.
As vendas de ingressos já estão disponíveis na loja Home 7, no Teresina Shopping, e na Fiori, no Shopping da Praça Pedro II, no Centro. O público poderá escolher entre Pista, Camarote e Mesas. As mesas estão disponíveis exclusivamente pelo site piauitickets.com, onde também podem ser adquiridos ingressos para os demais espaços. O lote promocional é limitado.
Com 35 anos de trajetória, Zezo construiu uma legião de fãs, embalou multidões e agora retorna a Teresina com um novo projeto, que inclui canções do DVD Zezo Sem Fronteiras, gravado no ano passado, além de outros sucessos de sua carreira. A proposta é reunir emoção, grandes canções e momentos especiais para o público que acompanha o artista desde o início e também para as novas gerações.
Natural do Rio Grande do Norte, José Maria Teixeira do Nascimento começou a cantar ainda jovem em bares de Natal. No início da carreira, divulgava seu trabalho em fitas K7 e chegou a produzir os primeiros discos de forma independente, até conquistar projeção com o trabalho que o tornou conhecido como Zezo dos Teclados.
Ao longo dos anos, o artista ampliou sua identidade musical. Partindo do forró e do brega, passou a incorporar boleros, sambas-canções e diferentes vertentes da seresta, consolidando uma sonoridade própria, marcada pela interpretação de histórias de amor, desilusões e relacionamentos.
“Zezo é um grande astro da música popular, amado pelos piauienses, que agora poderão conferir um show único e diferente, sem perder a essência e a potência da voz do artista. Esperamos que o público abrace esse projeto incrível”, destaca Fran Oliveira, produtor geral do evento.
Sobre a produtora
O evento “Zezo In The Hall” é realizado pela Tom Produções Integradas, empresa que esteve à frente de grandes eventos, como o show de Alcione e o Festival Piauí em Cristo. A produtora chega ao mercado piauiense com a proposta de oferecer novas experiências ao público, por meio de eventos com estrutura diferenciada, serviços de qualidade, conforto e shows exclusivos.
Clássico “Macbeth” estreia nesta semana com artistas do Grupo ESCALET
Nos dias 15, 16, 22, 23, 29 e 30 de agosto, sempre às 20h, no Teatro Cidade Cenográfica, o público de Floriano terá a oportunidade de assistir à estreia de Macbeth, uma das maiores tragédias da dramaturgia universal, escrita por William Shakespeare. O espetáculo celebra os 40 anos do Grupo ESCALET, fundado em 1986, possuindo uma trajetória marcada pela resistência cultural no interior do Brasil. A peça escrita no século XVII permanece atual, narrando a trajetória do general escocês Macbeth que, incentivado por Lady Macbeth, assassina o rei Duncan e assume o trono. Shakespeare constrói uma reflexão sobre poder, ética, manipulação, consciência, desejo e escolhas.
O protagonista Macbeth é interpretado por Paulo de Tarso Tapety, que assume um dos papéis mais complexos do repertório shakespeariano. Ao seu lado, Harleandra Greyek interpreta Lady Macbeth, personagem reconhecida como uma das figuras femininas mais marcantes da história do teatro. Completam o elenco Eddye Mikaelson (Rei Duncan), Ítalo Gabriel (Banquo), Rodrigo Silva (Macduff), Luann Miranda (Malcolm), Maycon Santiago (Ross), Beatriz Rocha (Feiticeira), Carlos Henrique Martins (Assassino) e Francisco Ribeiro (Criado), formando um conjunto de artistas que traduz a força coletiva do ESCALET e o talento de jovens atores que vêm renovando a cena teatral piauiense.
César Crispim, diretor do espetáculo, endossa que a dimensão da produção também pode ser percebida na equipe técnica envolvida. “Dramaturgia adaptada, direção musical, pesquisa sonora, cenografia, iluminação, figurinos, caracterização, produção audiovisual, comunicação e produção executiva integram um processo coletivo que mobiliza dezenas de profissionais. Cada detalhe foi concebido para construir uma experiência teatral capaz de envolver o público tanto pela força do texto quanto pela riqueza da encenação”, compartilha.
Ele acrescenta que “em um cenário no qual muitas companhias encerram suas atividades diante das dificuldades de financiamento e manutenção, chegamos a quatro décadas reafirmando a capacidade de reinventar-nos em meio aos muitos desafios”, expressa César Crispim.
Circuito Atalaia vai reunir esporte, música e sorteios no Dia dos Pais em Luís Correia
A Prefeitura de Luís Correia promove, no próximo dia 16 de agosto, o Circuito Atalaia – Dia dos Pais, evento que reunirá competições esportivas, atrações musicais, dinâmicas e sorteios de prêmios para celebrar a data.
A programação será realizada a partir das 7h, em frente ao Restaurante Dona Helô, na Praia de Atalaia, e contará com atividades voltadas aos pais luís-correienses e ao público em geral.
A concentração para a corrida está marcada para 6h30. Em seguida, às 8h30, começam os torneios esportivos, com disputas de futebol de praia, vôlei de praia, torneio X2, torneio de pênaltis e campeonato de embaixadinhas.
Ao meio-dia, o público poderá acompanhar show da Banda Swing do Piseiro. A programação continua às 13h com dinâmicas de interação e, às 15h, haverá sorteio de diversos prêmios, entre eles geladeira, televisão, bicicleta, fogão, camisa de time e outros brindes.
O encerramento está previsto para 16h30, com o grande bingo de uma motocicleta Avelloz zero quilômetro.
Segundo a Prefeitura, pulseiras para participação nas atividades serão distribuídas durante todo o evento, enquanto o regulamento das competições será divulgado em breve.
O Circuito Atalaia é promovido pela gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Juventude (Seturcej), do Departamento de Cultura e Arte (Deca) e do Departamento de Esportes e Juventude (Depes).
Programação comemorativa dos 172 anos de Pedro II começa nesta quinta (6)
A Prefeitura de Pedro II inicia, na próxima quinta-feira (06/08), a programação oficial em comemoração aos 172 anos de emancipação política do município. Durante o mês de agosto, moradores e visitantes poderão participar de uma agenda diversificada, que reúne inaugurações, entregas de obras, atividades culturais, esportivas, religiosas, ações voltadas ao desenvolvimento social e shows musicais.
A prefeita Betinha Brandão destaca que o aniversário de Pedro II representa um momento de reafirmar o compromisso com o futuro do município. "Preparamos uma programação que celebra a nossa história, valoriza a nossa cultura e, principalmente, mostra o quanto Pedro II continua avançando. São entregas importantes para a população, investimentos em educação, assistência social, esporte e infraestrutura, além de momentos de fé, cultura e lazer para toda a comunidade. Convido cada pedrossegundense e todos que visitam nossa cidade a participarem dessa grande celebração dos 172 anos de Pedro II", afirmou a prefeita.
A abertura acontece na quinta-feira (6), com uma visita técnica às obras do Mirante da Serra, na Serra dos Matões, seguida da solenidade de certificação dos cursos de Informática e Cuidador de Idosos do Programa Acredita no Primeiro Passo.
Durante a programação também serão entregues importantes obras nas áreas de educação, assistência social, cultura e infraestrutura, além da inauguração do Centro Municipal de Educação, Tecnologia e Robótica Educacional (CEMTEC), reforçando os investimentos da gestão municipal na melhoria dos serviços públicos.
O calendário inclui ainda a edição especial da Feira da Agricultura Familiar, eventos esportivos como o Ruralzão, a Corrida Movimenta Pedro II e o Passeio Ciclístico, além de exposições, homenagens, apresentações culturais, solenidades cívicas e religiosas.
Entre os destaques está o show gospel com Chris Durán, no dia 8 de agosto, em comemoração ao Dia da Consciência Evangélica, e as festividades do dia 11 de agosto, data do aniversário da cidade, que contarão com alvorada festiva, missa em ação de graças, cerimônia cívica, entrega de comendas, corte do bolo e inauguração do CEMTEC.
A programação será encerrada nos dias 15 e 16 de agosto, com atividades esportivas e inaugurações na zona rural, além da abertura da 4ª edição do Beiju de Coco e Tapioca, fortalecendo as tradições culturais e gastronômicas do município.
DIA 06 – QUINTA-FEIRA
16h – Visita técnica à obra do Mirante da Serra
Local: Serra dos Matões
18h – Solenidade de certificação dos cursos de Informática e de Cuidador de Idosos do Programa Acredita no Primeiro Passo - realizada pela Fadex, em parceria com a Escola do Legislativo Professor Wilson Brandão, a Assembleia Legislativa do Estado do Piauí – Alepi e a Prefeitura de Pedro II.
Local: Espaço de Eventos Dep. Ciro Nogueira
DIA 07 – SEXTA-FEIRA
6h – Feira da Agricultura Familiar - edição especial de aniversário de 172 anos da cidade de Pedro II com participação do Projeto Som Beleza
Secretaria da Agricultura, Secretaria de Assistência Social e Secretaria de Saúde
Local: Praça Domingos Mourão Filho (Praça da Matriz)
09h – Entrega de Medalha do Mérito Esportivo Felipino Orsano da Silva
Local: Câmara Municipal de Pedro II
10h – Exposição Memória Iconográfica do Futebol de Pedro II
Curador: Historiador Afonso Getirana
Realização: Câmara Municipal de Pedro II
Local: Memorial Tertuliano Brandão Filho – Centro Histórico
16h – Entrega do Espaço Cultural 11 de Agosto e abertura da 1ª Edição da Feira Criativa de Pedro II com participação do Projeto Hadiverso
Local: Rua Tertuliano Filho – Centro Histórico
Visita à exposição comemorativa de todas as edições do Festival de Inverno de Pedro II.
Local: Clube 11 de Agosto
19h – Disputa do 3º e 4º lugar do Ruralzão
Local: Estádio José Teixeira Santos (Arena do Guerreiro).
DIA 08 – SÁBADO
15h30 – Corrida Movimenta Pedro II
Concentração: Espaço Cultural 11 de Agosto
Local: Rua Tertuliano Filho – Centro Histórico
Atração: Participação da Academia da Saúde e DJ Lippe.
19h – Culto em Ação de Graças em celebração ao Dia da Consciência Evangélica e aos 172 anos de Pedro II
21h – Show Gospel com Chris Durán
Local: Praça Manoel Nogueira Lima (Praça da Bonelle).
DIA 09 – DOMINGO
16h – Final do Campeonato Municipal Ruralzão
Local: Estádio José Teixeira Santos (Arena do Guerreiro).
Entrada: 1 kg de alimento não perecível.
DIA 10 – SEGUNDA-FEIRA
08h – Visita técnica à obra de construção da Creche Tipo 2
Local: Vila Operária São José
09h – Entrega da reforma e ampliação da Escola Municipal Manoel Nogueira Lima
Local: Rua Domingos Nogueira de Castro – Chapadinha
11h – Entrega da quadra poliesportiva da Escola Municipal Gonçalo Medeiros Uchôa
Local: Rua João Alves Pereira – Bairro São Gonçalo
15h – Entrega da reforma e ampliação do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS III)
Local: Rua Raimundo Orsano – Vila Kolping
18h – Solenidade de instituição e outorga da Medalha Des. Tomaz Gomes Campelo – APLA em celebração ao centenário de seu nascimento.
Local: Espaço de Eventos Dep. Ciro Nogueira
20h – Shows musicais - César Araújo, Forró Balancear, Desejo de Menina, Forró Real
Local: Praça da Bonelle
DIA 11 – TERÇA-FEIRA
Alvorada Festiva pelas principais ruas da cidade.
08h – Missa em Ação de Graças em comemoração aos 172 anos de emancipação política de Pedro II
Local: Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.
09h – Hasteamento das bandeiras e pronunciamento das autoridades
Local: Praça Domingos Mourão Filho (Praça da Matriz)
Apresentação da Banda de Música Mestre Alessandro
Entrega de medalhas e comendas do Mérito Cultural Professor Wilson de Andrade Brandão
Homenagem à Escola Municipal Monsenhor Lotário Weber pelo seu 21º aniversário
Corte do bolo comemorativo
15h – Entrega do Centro Municipal de Educação, Tecnologia e Robótica Educacional (CEMTEC)
Local: Rua Projetada 82, Cristo Rei
DIA 15 – SÁBADO
15h – Passeio ciclístico com a Associação de Ciclismo de Pedro II
Percurso: Ruas e avenidas de Pedro II ao Assentamento Arara (Zona Rural).
Saída: Mercado do Artesão
16h – Inauguração da Arena Arara City
Local: Assentamento Arara
DIA 16 – DOMINGO
9h – Entrega de ampliação de salas e reforma da quadra coberta da Escola Municipal Alfredo Monteiro Alves
Local: Palmeira dos Soares – Zona Rural
10h – Abertura da 4ª edição do Beiju de Coco e Tapioca
Local: Palmeira dos Soares – Zona RuralÓpera na Cidade tem início na Praça do Gavião com cultura, empreendedorismo e valorização dos talentos locais
A Prefeitura de São Raimundo Nonato iniciou, nesta segunda-feira (27), a programação da Ópera na Cidade, evento que integra as ações da Ópera da Serra da Capivara e transforma a Praça do Gavião em um grande espaço de cultura, lazer, arte e fortalecimento da economia criativa.
Foto: reprodução
Durante os três dias de programação, moradores e visitantes poderão desfrutar de uma agenda diversificada de apresentações culturais e shows musicais gratuitos, reunindo artistas locais e manifestações tradicionais que reforçam a identidade cultural do município.
Um dos grandes destaques desta edição é a Feira do Sebrae, que reúne artesãos, produtores rurais, empreendedores e pequenos negócios da região. O espaço oferece ao público a oportunidade de conhecer e adquirir produtos locais e regionais, incentivando o empreendedorismo, a geração de renda e a valorização dos talentos são-raimundenses.
A iniciativa fortalece a parceria entre cultura e desenvolvimento económico, criando oportunidades para que empreendedores ampliem a visibilidade dos seus produtos e serviços durante um dos eventos mais importantes do calendário cultural da região.
Além da feira, a estrutura montada na Praça do Gavião conta com palco para apresentações culturais e atrações musicais gratuitas, proporcionando um ambiente de convivência, entretenimento e celebração das tradições locais.
Confira a programação
- 28 de julho (terça-feira)
- 19h – Reisado
- 21h – Sebastiana
29 de julho (quarta-feira)
- 19h – Quadrilha Brilho do Sol
- 21h – Duduca Moura
A Prefeitura de São Raimundo Nonato convida toda a população e os visitantes a participarem da programação da Ópera na Cidade, um evento que promove a cultura, incentiva o empreendedorismo, movimenta a economia local e fortalece o sentimento de pertencimento, valorizando as tradições e os talentos que fazem de São Raimundo Nonato uma referência cultural no território da Serra da Capivara.




















