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Professor, filho do vice-prefeito de Isaías Coelho, é velado sob forte comoção no Piauí

João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, de 33 anos, está sendo velado nesta terça-feira (06/01) na casa da avó, no município de Isaías Coelho, no Piauí. Professor que atuava no Distrito Federal, ele era filho do vice-prefeito da cidade, George Moura. O educador foi morto de forma violenta no domingo (04/01), enquanto aguardava em uma parada de ônibus no Grande Colorado, em Sobradinho II. O suspeito do crime foi preso na segunda-feira (05/01) e confessou o homicídio.

Foto: ReproduçãoProfessor, do filho do vice-prefeito de Isaías Coelho é velado sob forte comoção no Piauí
Professor, do filho do vice-prefeito de Isaías Coelho é velado sob forte comoção no Piauí

A cerimônia religiosa de corpo presente acontece nesta terça-feira (06/01), às 15h, na Igreja Matriz Santana e São Joaquim. Após a missa, familiares e amigos seguem em cortejo até o cemitério São Joaquim, onde ocorrerá o sepultamento. O caso gerou forte comoção entre parentes e moradores da cidade piauiense, que acompanham o velório desde as primeiras horas do dia.

"É muito triste. Além da dor de perder uma pessoa amada e querida de forma tão trágica, é um choque enorme. O que ameniza um pouco essa dor é saber que, graças a Deus, as investigações avançaram bastante", lamentou o tio da vítima Everardo Moura, em entrevista ao Jornal do Piauí. A polícia identificou Guilherme Silva, de 24 anos, como autor do crime. Segundo as investigações, no dia do ocorrido João Emmanuel havia participado de uma confraternização na casa da irmã e, ao sair, solicitou uma corrida para retornar à residência. Horas depois, a família foi informada de que ele havia sido encontrado sem vida.

Em depoimento, o suspeito relatou que estava na parada de ônibus tentando conseguir carona para o trabalho quando discutiu com o professor. O conflito teria evoluído para agressões físicas, com socos e chutes, e, mesmo após a vítima cair no chão, o agressor teria pisoteado seu rosto antes de deixar o local e seguir para o trabalho com o patrão. O empregador foi autuado por favorecimento pessoal, por supostamente ajudar o suspeito após o crime. "Nossos advogados estão acompanhando o caso em Brasília. Isso não vai trazer o nosso sobrinho de volta. O que resta agora são as orações e a gratidão pelas centenas de manifestações de carinho que estamos recebendo. Para a família, foi um baque que vai demorar muito, muito tempo para ser preenchido no coração de cada um de nós", ressaltou Moura. Ainda aguardando a conclusão das investigações, a família acredita que o crime não foi premeditado. "Fala-se que ele foi encontrado em uma parada de ônibus, mas essa parada fica na porta da entrada da residência dele. Ele estava chegando, já confraternizando com os irmãos. Essa confraternização era semanal. Ele ia voltar aos trabalhos hoje, na segunda-feira, e se reuniu com eles antes do início da semana. Acreditamos que João chegou no momento errado à sua residência e acabou encontrando um meliante, um criminoso perigoso, nos arredores, o que levou ao que aconteceu", concluiu o tio.

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