Operação Mandarim -

Empresários são presos suspeitos de lavar dinheiro para traficantes em Teresina

A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes – Depre, juntamente com a Polícia Federal, deflagrou, na manhã de hoje (23/22), a Operação Mandarim para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva de indivíduos envolvidos com o tráfico de drogas e associação para o tráfico nas cidades de Teresina-PI e Timon-MA.  Três empresários que atuavam na zona Leste de Teresina são suspeitos de integrar a quadrilha investigada. 

Os empresários presos foram: Paulo Henrique da Costa Ramos Lustosa,  o Paulinho Chinês, que é apontado como o líder da organização criminosa e  proprietário da IPK Empreendimentos Imobiliários. Além dele, foram presos os empresários Ítalo Freire Soares de Sá, proprietário da loja Ponto Charme e Ramon Santiago Matos Nascimento, da empresa Achei Negócios Imobiliária.

A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes – DEPRE, divulgou os nomes dos investigados por tráfico de drogas durante a Operação Mandarim. Ao todo 16 investigados, entre eles, empresários proprietários de construtoras, de lojas de roupas.

A investigação foi iniciada no ano de 2018, com intuito de desarticular grupo criminoso voltado para o tráfico de drogas liderado pela pessoa conhecida por “Paulinho Chinês”.

Saiba mais sobre a Operação Mandarim: 

A investigação foi iniciada no ano de 2018, com intuito de desarticular grupo criminoso voltado para o tráfico de drogas liderado pela pessoa conhecida no submundo do tráfico de drogas.

No decorrer dos anos, diversas diligências foram realizadas, inclusive culminado com a apreensão de drogas e armas, e na prisão do nacional de iniciasi C. D. C. S, cunhado do referido investigado à época, fato ocorrido em 23.01.2020, quando o citado acabara de chegar de uma viagem ao Estado do Mato Grosso.

C. D. C. S. se encontra com mandado de prisão em aberto.

Outro evento ocorrido em 20.03.2022, que segundo apontam as investigações, está ligado ao grupo criminoso ora investigado, é a apreensão de 145 kg de drogas em um ônibus que vinha também do Estado do Mato Grosso, onde foi preso o nacional de iniciais R. N. R da C., motorista do veículo que não possuía nenhum passageiro. A droga é avaliada em cerca de 10 milhões de reais.

Após essa prisão, a Delegacia de Repressão a Drogas (DRE) da Polícia Federal fez contato com a Depre informando que também tinha um procedimento envolvendo o grupo criminoso ora investigado, bem como que investigações feitas por lá apontavam que a droga apreendida no ônibus conduzido por R. N. R da C. seria de propriedade do investigado chefe da organização criminosa foco da operação de hoje. Assim, a Polícia Federal, através de pedido de cooperação técnica feito pela Depre, realizou a extração dos dados do aparelho celular apreendido com o citado motorista, bem como encaminhou, através de autorização judicial, os relatórios de quebra de sigilo telefônico/telemático produzidos na investigação existente naquela unidade especializada.

Em recente ação da Depre, mais precisamente no dia 09.11.2022, o investigado, juntamente com outro nacional, foram presas em flagrante delito com cerca de 30kg de drogas na zona Sudeste de Teresina-PI, além da apreensão de quatro veículos. A droga apreendida é avaliada em cerca de 2,5 milhões de reais.

Além das apreensões acima, a investigação também apurou crime de lavagem de dinheiro, razão pela qual dez veículos estão sendo sequestrados, além de dois imóveis, bem como bloqueado valores na ordem de até 30 milhões nas contas bancárias de todos os investigados, sejam dos operadores da lavagem ou das pessoas conhecidas como “laranjas”. Três empresas também são alvo de buscas nesta ação, investigadas por fazerem parte do esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

O inquérito policial está fortemente instruído com vasto material probatório, e as buscas e prisões realizadas no dia de hoje irão ajudar, ainda mais, a esclarecer os fatos apurados.

A Depre entende que, ações como a de hoje, impactam e causam verdadeira “asfixia financeira” no tráfico de drogas, impedindo o crescimento patrimonial dos criminosos e a expansão e fortalecimento de outras atividades ilícitas.

A ação conta com a participação de cerca de 70 policiais, entre policiais civis das mais diversas unidades policiais do Estado, tais como Greco, Polinter, GPE, GPI, DRCI, DECAP E Perícia Contábil da PCPI, além da Polícia Federal, COE/PRF, DA Polícia Civil de Timon (MA), dos Núcleos de Operações com cães da PCPI, PCMA e da Guarda Municipal de Teresina.

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