Decisão da Justiça -

Empresário preso com R$ 1 milhão em mochila deixa prisão após audiência de custódia em Teresina

Um empresário preso em flagrante pela Polícia Federal após ser encontrado transportando R$ 1 milhão em espécie dentro de uma mochila, foi colocado em liberdade provisória neste sábado (20/06), após decisão da Justiça durante audiência de custódia realizada em Teresina.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilMarcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar de homologar a prisão em flagrante por suspeita de lavagem de dinheiro, o juiz plantonista entendeu que não estavam presentes os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva e determinou a soltura do investigado mediante o cumprimento de medidas cautelares.

De acordo com os autos do processo, a investigação teve início após o Grupo de Trabalho para Recuperação de Ativos e Repressão à Lavagem de Dinheiro (GRAL), da Polícia Federal no Piauí, receber um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontava movimentações consideradas incompatíveis com a capacidade financeira do empresário e indicava saques recorrentes de grandes quantias em dinheiro.

Na tarde da última sexta-feira (19/06), agentes federais monitoraram uma agência bancária no Centro de Teresina, onde estavam programados os saques. Após permanecer cerca de 50 minutos no local, José Felipe deixou a instituição carregando uma mochila preta e foi abordado pelos policiais.

Durante a revista, foram encontrados diversos maços de dinheiro em cédulas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200. Segundo a Polícia Federal, o próprio empresário informou que transportava R$ 1 milhão recém-sacado da agência.

Ainda conforme o auto de prisão, um capitão da Polícia Militar e um motorista chegaram ao local logo após a saída do empresário. O oficial relatou aos agentes que havia sido acionado para prestar apoio durante o transporte da quantia e que já havia realizado esse tipo de acompanhamento em outras ocasiões. No entanto, a Polícia Federal informou que não foram encontrados elementos que apontassem participação direta dos dois em eventual prática criminosa.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que a legislação não exige condenação prévia ou comprovação definitiva de um crime antecedente para a apuração de lavagem de dinheiro, sendo suficientes indícios sobre a possível origem ilícita dos recursos.

Como condições para permanecer em liberdade, José Felipe deverá comparecer aos atos processuais quando convocado, comunicar à Justiça eventuais ausências superiores a 15 dias e não manter contato com as pessoas citadas no auto de prisão.

A Polícia Federal continua investigando a origem dos valores apreendidos e a eventual prática de lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados à movimentação financeira considerada suspeita.

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