
Dois suspeitos de sequestrar adolescente morrem em troca de tiros com a polícia
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) confirmou que dois suspeitos de envolvimento no sequestro do adolescente J. G., morreram após confronto com a polícia na noite desta sexta-feira (27/06).
Segundo a SSP, os suspeitos foram localizados por equipes das Forças de Segurança do Estado. Durante a abordagem, houve reação por parte dos criminosos, o que resultou em troca de tiros. Ambos foram baleados, receberam os primeiros socorros ainda no local e foram encaminhados ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiram aos ferimentos.
Sequestro e resgate
J. G. foi sequestrado por volta das 21h de quinta-feira (26/06), após sair de um treino de atletismo no estádio Arthurzão, no bairro Cachoeira, em Monsenhor Gil, a cerca de 60 km de Teresina. Ele foi abordado por criminosos quando voltava para casa, a pé, pela BR-316.
Após quase 18 horas em cativeiro, o adolescente foi resgatado com vida no início da tarde de sexta-feira (27/06) por equipes do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O local do cativeiro ficava em uma região de mata entre os municípios de Nazária e Demerval Lobão. Jorge apresentava apenas escoriações leves e foi entregue à família ainda durante a tarde.
“Foram quase 20 horas de angústia e agonia, mas o bom é que ele está aqui. A Segurança do Piauí está de parabéns”, declarou o pai do adolescente, emocionado.
Motivação e investigações
A polícia informou que a motivação do sequestro foi financeira. Os criminosos exigiram R$ 250 mil da família como resgate. Até o momento, cinco pessoas foram presas, incluindo um casal com antecedentes criminais.
O principal suspeito, Ítalo da Silva Araújo, era ligado a uma facção criminosa e possuía longa ficha criminal. Ele já havia fugido do sistema penitenciário em 2021 e, embora usasse tornozeleira eletrônica, rompeu o equipamento no final de 2023. Sua companheira, Maria Amanda Ferreira da Silva, também tem passagens por roubo e extorsão.
“O Ítalo começou aplicando golpes de extorsão em nome de facções e evoluiu para o sequestro. É um padrão que já vínhamos monitorando”, afirmou o delegado Anchieta Nery.
Força-tarefa e atuação policial
O resgate do adolescente e a identificação dos suspeitos foi possível graças a uma força-tarefa que envolveu Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e setores de inteligência. A ação utilizou tecnologia avançada para rastrear e localizar o cativeiro.
“Era uma área de mata fechada, sem sinal telefônico. Com o cruzamento de dados e a ação coordenada, conseguimos chegar ao local e prender parte dos envolvidos”, disse o delegado Charles Pessoa.
Secretário cobra mudanças na legislação
O secretário de Segurança Pública do Estado, Chico Lucas, lamentou a gravidade do caso e voltou a pedir o endurecimento das leis contra crimes violentos.
“Não é admissível que alguém envolvido em sequestro esteja solto após romper uma tornozeleira eletrônica. Rogo ao Judiciário e ao Congresso Nacional para que endureçam as penas para crimes como esse”, afirmou.









