Veja a nota -

Coordenadoria LGBTQIAPN+ pede justiça após assassinato de mulher trans em Teresina

A Coordenadoria de Proteção aos LGBTQIAPN+ da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) manifestou pesar e cobrou apuração rigorosa da morte da mulher trans Tabatha Lavinny, assassinada a tiros na manhã deste último domingo (02/08) na zona Leste de Teresina. O órgão também defendeu a responsabilização dos envolvidos no crime.

Foto: ReproduçãoCoordenadoria LGBTQIAPN+ pede justiça após assassinato de mulher trans em Teresina

Segundo a coordenadora Leonna Osternes, o caso foi imediatamente encaminhado à Delegacia de Feminicídio, que conduzirá o inquérito por se tratar da morte violenta de uma mulher trans. As investigações já estão em andamento, com diligências como coleta de imagens e oitiva de testemunhas. A SSP-PI informou que detalhes não serão divulgados para não comprometer as investigações, já que o autor do crime ainda não foi identificado.

A coordenadora destacou que o assassinato interrompe um período em que o Piauí figurava entre os estados sem registros de mortes de pessoas trans notificadas nacionalmente em 2025. Ela ressaltou que episódios como esse evidenciam a urgência de fortalecer políticas públicas de proteção e ampliar o combate à violência e à discriminação contra pessoas trans e travestis.

O caso

Tabatha Lavinny foi morta a tiros na manhã deste último domingo (02/08) na região da HBB, na zona Leste de Teresina. Segundo informações preliminares, criminosos chegaram ao local em um carro e efetuaram vários disparos contra a vítima, fugindo em seguida.

A Polícia Militar isolou a área, e a perícia criminal realizou os levantamentos no local. O corpo foi removido pelo Instituto de Medicina Legal (IML). A autoria e a motivação do crime ainda são desconhecidas. A Delegacia de Feminicídio segue com as investigações para identificar os responsáveis.

Nota da Coordenadoria de Proteção aos LGBTQIAPN+

Recebemos com profunda tristeza e indignação a notícia do assassinato de uma mulher transexual conhecida como Tabatha Lavinny ocorrido na Zona Leste de Teresina.

Até então, o Piauí figurava entre os estados sem registros de assassinatos de pessoas trans notificados em âmbito nacional no ano de 2025 e hoje, essa realidade foi interrompida por mais uma vida brutalmente ceifada pela violência, em um contexto que exige investigação rigorosa para esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

Não podemos naturalizar a violência que atinge a população trans e travestis. O preconceito, a discriminação, o ódio e a transfobia continuam produzindo exclusão, sofrimento e, muitas vezes, a morte de pessoas que lutam diariamente pelo direito de viver com dignidade, respeito e igualdade.

Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a toda a comunidade LGBTQIAPN+ neste momento de dor.

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos humanos e com o enfrentamento de todas as formas de violência e discriminação. É urgente fortalecer cada vez mais as políticas públicas de proteção, garantir o acesso à justiça e promover uma cultura de respeito à diversidade.

Parem de nos matar.

Toda vida trans e travestis importam. Viver é um direito de todas as pessoas.

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