
Amigas relatam que jovem desaparecida sofria agressões do namorado policial
Amigos da estudante de Direito Camilla Abreu informaram a polícia que a jovem sofria constantes agressões do namorado. Ela foi vista pela última vez na quarta-feira (25/10) com o policial militar e desde então os familiares não têm mais notícias.
Luana Regina foi uma das últimas pessoas que viu Camilla. Ela foi junto com o casal a um bar na Zona leste da capital e foi deixada em casa por eles.
"Eu cheguei lá por volta de 0h30, 0h40. Quando cheguei lá, ela já estava embriagada com ele. Ai passamos e quando deu 1h40 fomos embora, eles foram me deixar em casa, só isso, ela estava muito alcoolizada", falou Luana em entrevista à TV Meio Norte.
Ela e outros amigos de Camilla contaram que a jovem constantemente sofria agressões. "Várias agressões, várias, muitas, puxão de cabelo, chegou a se jogar de um carro em movimento, já levou chutes na barriga, essas coisas”.
O policial, Allisson Wattson da Silva Nascimento, só falou com a família da jovem no final de semana, antes disso não atendia ligações. Lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar não trabalhou no domingo e teria comparecido á Corregedoria já acompanhado de um advogado.
“Ela não podia falar com ninguém, nem com amigas, muito ciúmes de todo mundo. Não sei por que ela não largava dele, acho que é por causa da proteção dele, ela era uma menina muito carente, muito carinhosa, muito dócil”, disse Luana Regina.
O celular de Camilla Abreu foi achado próximo a um lixeiro na BR-343, estada que vai para a cidade de Altos, mas até o momento não há informações sobre o paradeiro dela. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.










