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Delegada do Pará é presa no DF suspeita de receber R$ 50 mil do PCC

A delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto foi presa nesta quinta-feira (15/10), no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, suspeita de colaborar com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, a delegada mantinha um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, conhecido como "Gordão", apontado como liderança do PCC na região de Ipojuca, em Pernambuco. A suspeita surgiu durante a Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que investiga um esquema interestadual de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio que movimentou mais de R$ 14 milhões

Foto: ReproduçãoDelegada do Pará é presa no DF suspeita de receber R$ 50 mil do PCC
Delegada do Pará é presa no DF suspeita de receber R$ 50 mil do PCC

As apurações indicam que a delegada recebia vantagens financeiras indevidas em troca de proteção institucional, fornecimento de informações sigilosas e acesso a sistemas restritos de segurança pública. Entre os elementos identificados, destaca-se uma transferência bancária de R$ 50 mil mencionada nas comunicações entre os envolvidos.

Maria Virgínia é investigada por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa. Antes de ser presa, ela compartilhou em seus stories no Instagram que estava em um restaurante no Lago Sul, no Distrito Federal, e costumava publicar fotos de viagens internacionais e de sua rotina como delegada.

A Operação Sinalagma teve origem em ações de inteligência para identificar lideranças de organizações criminosas com atuação na região de Muro Alto, em Ipojuca. As investigações ganharam impulso em 14 de janeiro de 2025, após a prisão de Renato Henrique, que utilizava identidade falsa para ocultar sua identificação. A extração dos dados do celular dele permitiu identificar outros integrantes e colaboradores da facção.

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