Relatório da Abin -

Documento sigiloso da Abin alerta Planalto e TSE sobre interferência dos EUA

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou a "nível de criticidade" o risco de interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. O relatório reservado foi encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça, conforme informações do portal Frances News.

O documento aponta uma "tendência de escalada de pressão sobre o Brasil" e uma "intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA". Segundo a Abin, a reafirmação da hegemonia americana na América Latina é prioridade do segundo governo de Donald Trump, que busca reduzir a influência de potências rivais e ampliar o controle sobre ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestrutura da região. O relatório cita como sinais dessa escalada a classificação de organizações criminosas brasileiras como terroristas, as sanções aplicadas em julho a brasileiros e empresas acusados de vínculos com o PCC, e a tentativa de impor ao Brasil uma cláusula sobre a participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026, proposta que Lula afirmou ter virado "arquivo morto".

Foto: Reprodução

A preocupação com o processo eleitoral chega à reta final da disputa, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro. O presidente Lula afirmou que pretende abordar o assunto diretamente com Trump durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. "Vou para a ONU ter um bate-papo com Trump e dizer para que ele não se meta nas eleições do Brasil", declarou. O relatório também dedica atenção especial ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, apontado como ponto central da estratégia de reorientação da política externa latino-americana e de apoio à ascensão de governos conservadores alinhados a Washington.

Instagram

Comentários

Canal Zap