Erros no filme da Netflix -

Advogado da família Matsunaga aponta "erros graves" em filme da Netflix sobre Elize

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que representou a família Matsunaga na acusação contra Elize Matsunaga, afirmou em entrevista ao Metrópoles que a produção “Elize: Sombra de Uma Mulher” comete “erros gravíssimos” ao reconstituir o crime que chocou o país em 2012. Segundo ele, detalhes fundamentais sobre a forma como o empresário Marcos Matsunaga foi morto foram alterados ou omitidos em nome de escolhas artísticas.

Um dos pontos criticados é a dinâmica do disparo. Enquanto o filme mostra Marcos e Elize de pé na sala quando ela atira, a reconstituição pericial indica que a vítima estava agachada no momento do tiro – o que explica a trajetória descendente da bala, já que Marcos era mais alto que Elize. O advogado também afirma que uma serra elétrica, comprada por Elize no Paraná antes do crime, foi usada no esquartejamento, mas nunca apareceu no filme. “O esforço do esquartejamento é muito grande. Os peritos disseram que, com uma faca, demoraria horas para ela conseguir segmentar o corpo como ela fez”, explicou.

Foto: Reproduçãocinema

Para D’Urso, a compra da serra e outros elementos indicam que o crime foi premeditado. Elize foi condenada em 2016 a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão, pena reduzida para 16 anos após recurso. O advogado elogiou a produção como obra de ficção, mas foi categórico: “no que diz respeito ao crime em si, comete erros gravíssimos”.

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