
Wellington Dias inaugura Cozinha Solidária que vai distribuir 100 mil refeições gratuitas no Ceará
ais alimentação de qualidade para quem mais precisa. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) inaugurou, nesta quinta-feira (25.06), a Cozinha Solidária Paz e Bem, em Fortaleza (CE). A unidade integra o Projeto-Piloto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis e passará a receber apoio do Programa Cozinha Solidária, por meio do Edital de Apoio à Oferta de Refeições de 2026.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou da inauguração e destacou o compromisso do Governo Federal com a promoção da segurança alimentar e nutricional. "Estamos inaugurando mais esta cozinha e assegurando que a alimentação chegue aos brasileiros em situação de insegurança alimentar. Queremos garantir que essas pessoas tenham acesso a alimentos saudáveis. É um momento de alegria para todos nós e para o povo cearense", afirmou.
A Cozinha Solidária Paz e Bem receberá um aporte de R$ 162 mil para garantir a oferta de 100 mil refeições gratuitas e saudáveis à população em situação de vulnerabilidade social. O apoio integra uma parceria, em fase de formalização, com o Instituto Parque Universitário, que prevê investimento superior a R$ 1,9 milhão para fortalecer dez cozinhas solidárias na oferta de refeições gratuitas e saudáveis.

O coordenador da Casa Paz e Bem, Frei Nailson, destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso à alimentação. "Segurança alimentar é uma política pública e hoje vemos o quanto avançamos no Brasil", afirmou.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Cáritas Brasileira, a Itaipu Binacional e o Governo Federal, envolvendo seis cozinhas comunitárias de diferentes regiões do país. O projeto busca transformar esses espaços em ambientes de cuidado coletivo, integrando tecnologia social, organização popular e soluções ambientais.
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, também participou da inauguração e destacou o protagonismo das mulheres na iniciativa. "É um projeto liderado principalmente por mulheres, que estão sempre na linha de frente da solidariedade. O Brasil lidera pelo exemplo, e esse exemplo está nesses projetos que fortalecem as comunidades", ressaltou.
Tecnologia e sustentabilidade
Localizada no bairro São João do Tatuapé, a Cozinha Solidária Paz e Bem conta com soluções sustentáveis, como um biodigestor, que transforma resíduos orgânicos em biogás utilizado na preparação dos alimentos e em biofertilizante para hortas, além de sistema de geração de energia solar.
As tecnologias reduzem os custos operacionais, ampliam a autonomia energética da unidade e fortalecem a atuação comunitária por meio de agentes de gênero e sustentabilidade, responsáveis por desenvolver ações educativas, mobilização social e iniciativas que valorizam o protagonismo das mulheres no combate à fome.
Coordenada pelo Instituto Sanitas, a Cozinha Solidária Paz e Bem atende diariamente pessoas em situação de rua, catadores de materiais recicláveis, mulheres chefes de família e famílias indígenas Warao. Atualmente, a unidade distribui cerca de 350 refeições por dia, além de aproximadamente 100 litros de sopa para moradores de bairros do entorno.
Além da oferta de alimentação, a cozinha integra uma rede de parceiros institucionais e desenvolve ações nas áreas de assistência social, saúde, cultura e geração de renda. A iniciativa representa um modelo que alia segurança alimentar, sustentabilidade e promoção de direitos, com potencial para ser replicado em outros territórios do país.
Pacto contra o feminicídioAinda nesta quinta-feira (25.06), o ministro participou, em Fortaleza, da apresentação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio no estado do Ceará, ao lado da primeira-dama, Janja Lula da Silva. A iniciativa é voltada aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e busca fortalecer a articulação institucional no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.
Durante o evento, Wellington Dias lembrou que o Pacto reúne os três poderes e diferentes esferas, com ações integradas que garantem agilidade no combate e na prevenção para garantir as condições de proteção para as mulheres. “O Ceará foi pioneiro na pactuação e, é claro, o objetivo é garantir também a presença de todos os homens. Não é uma luta só das mulheres. Para que possamos, de forma preventiva, garantir bons resultados. Reduzir a violência, reduzir o feminicídio é o objetivo", disse.
A primeira-dama do Brasil explicou que, na prática, a iniciativa leva para os estados a mesma compreensão que orientou a construção do Pacto em nível federal, reforçando que a cooperação entre os poderes “é fundamental para enfrentar essa realidade complexa e urgente”. “O combate ao feminicídio exige ações integradas, monitoramento conjunto, compartilhamento de responsabilidades e atuação coordenada em todas as esferas do governo. É essencial que estados e municípios promovam articulações permanentes entre seus próprios órgãos e instituições”, afirmou.








