Acusada de comprar votos -

Justiça cassa o mandato de prefeita acusada de comprar votos no Piauí

A juiz Édson Rogério Leitão Rodrigues cassou nesta segunda-feira (27/10) a prefeita de Colônia do Gurguéia-PI, Lisiane Franco Rocha Araújo (PMDB) e o seu vice, Chagas Brandão. A sentença do juiz da 90ª Zona Eleitoral, da cidade de Eliseu Martins, foi proferida em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral – AIJE.

Segundo consta na ação, a prefeita foi acusada de financiar transporte irregular de 46 eleitores e oito menores, que vinham de Brasília para Colônia do Gurguéia às vésperas das eleições municipais de 2012 para que votassem nela. Consta ainda a denúncia de promoção e distribuição de combustível para motos e carros, por ocasião de uma carreata que promoveu como ato de campanha e ainda é acusada de oferta de apoio financeiro a eleitores feita pelo esposo da prefeita.

Segundo informações da 90ª Zona Eleitoral, com a decisão, o juiz cassa os diplomas dos investigados na ação e os declara inelegíveis por oito anos subsequentes a eleição.

O juiz Édson Rogério determina ainda o afastamento imediato da prefeita e do vice prefeito dos cargos e que o residente da câmara municipal assuma a prefeitura interinamente.

A decisão prevê a realização de eleição suplementar no município.

MAIS CASSADOS
Dos prefeitos eleitos em 2012, a Justiça Eleitoral já cassou 15. A maioria permanece no cargo por força de liminar.

OUTRO LADO
A reportagem do180 falou com a prefeita Lisiane Franco por telefone sobre a decisão. Ela explicou que ainda não tem conhecimento da sentença, que não foi comunicada oficialmente e que mais informações podem ser prestada por sua assessoria jurídica.

O advogado de defesa Raimundo Júnior, explicou que das acusações contidas na AIJE duas (a de abuso de poder e transporte de eleitor) foram afastadas e que sobre a acusação de transporte irregular de eleitor ficou provado que a prefeita não teve nenhuma relação com o suposto caso.

"Mas o juiz se ateve a uma testemunha para assim decidir. Essa testemunha nós provamos que era suspeita. A defesa está tranquila e já trabalhamos para dar entrada na Ação Cautelar com pedido de Liminar, para que a prefeita Lisiane permaneça no cargo até o julgamento do recurso pelo TRE-PI", esclareceu o advogado.

Fonte: None

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