Mais Suspeitas -
Exclusivo: 22 obras de pavimentação totalizavam R$ 5 milhões em sobrepreço
Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores
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DATA DA ABERTURA DA LICITAÇÃO: 14/09/2018
- A dúvida é: a Controladoria Geral do Estado (CGE) chegou a analisar esse processo licitatório, diante dos muitos que analisou em 2018? Deu aval para essa licitação, em específico, seguir, ou fez recomendações?
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LICITAÇÃO OCORRERIA PRÓXIMO DO DIA DA VOTAÇÃO
É tanta secretaria fazendo pavimentação que o leitor pode ficar confuso e imaginar que uma mesma matéria está sendo repetida pelo Blog Bastidores, do 180graus, várias vezes. Mas não precisam ter essa desconfiança. No cenário atual de pavimentações em paralelepípedo a única desconfiança que deve imperar na mente do leitor é a de que muitos agentes podem estar saqueando os cofres públicos com esse tipo de obra. E há anos.
O novo caso envolve uma pasta cuja nomenclatura remete a um rol de possíveis incumbências, mas menos pavimentação em paralelepípedo. Trata-se da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Só que no Piauí, estado onde estão a distorcer a lei e os fatos até para enquadrar jornalistas em crimes fictícios, então, distorcer a nomenclatura de uma pasta para caber pavimentação é fichinha.
A SDR é comandada pela secretária Patrícia Vasconcelos Lima. E foi sob sua gestão, no ano eleitoral de 2018, que uma auditoria concomitante em procedimento licitatório, o que tratava da concorrência nº 001/2018), detectou o suposto superfaturamento de R$ 5 milhões.
Como o custo total da obra era da ordem de R$ 15.551.886,28, havia, portanto, quase um terço em sobrepreço.
ONDE ESTÃO AS SUSPEITAS DE SOBREPREÇO
Segundo peça do Ministério Público de Contas (MPC), "um ponto em especial chamou a atenção dos auditores da DFENG, qual seja, o item 2.2 dos orçamentos, código SINAPI 72799, referente ao serviço pavimento em paralelepípedo sobre colchão de areia rejuntado com argamassa de cimento e areia 1:3”.
Isso porque "ao analisar o mencionado item 2.2, a DFENG constatou que aquele foi o item mais representativo de todos os serviços previstos, ou seja, o citado item 2.2 totalizou o valor de R$ 11.237.437,54".
A pedra roxa, por sua vez, estava com um preço bem além do normal, já que usavam o preço de São Paulo, onde não é comum esse tipo de material.
A conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Waltânia Alvarenga, que tem sido uma gigante na Corte de Contas, concedeu medida cautelar mandando suspender a farra com o dinheiro público.
A decisão foi ratificada pelo plenário.
NAS 'COXAS'
A situação dessa licitação se tornou mais crítica ainda por conta de outras irregularidades.
A Secretaria de Desenvolvimento Rural não tinha projeto básico finalizado. Ele estava incompleto. A pasta também não fez o devido cadastramento da concorrência como determina a Corte de Contas. Faltavam informações.
O certo é que até a Secretaria de Desenvolvimento Rural entrou para o rol seleto de órgãos suspeitos em meio à realização desse tipo de obra.
E são muitos.
O certo também é que o Tribunal de Contas está atuando, mas onde está o Ministério Público Estadual?
Esse tipo de farra já vem desde o ano de 2014, quando das estradas vicinais com o governo Zé Filho, no famoso e rumoroso Caso Idepi, caso esse que advogados, autoridades e empreiteiros tentam censurar.
Rebola, Piauí.








