
Você não tem medo do novo — tem medo de se decepcionar consigo mesma
O passado frustrado ainda segura a sua mão quando você tenta avançar.
Você até pensa em mudar.
Imagina caminhos diferentes.
Sente vontade de tentar algo novo.
Mas, na hora de dar o passo, algo te puxa para trás.
Não é falta de coragem.
É uma voz silenciosa dizendo:
“E se eu tentar… e falhar de novo?”
Muita gente acredita que tem medo do desconhecido.
Na verdade, o medo é repetir a dor conhecida.
Você já tentou antes.
Já acreditou.
Já se entregou.
E, em algum ponto, se frustrou — com pessoas, promessas, resultados ou consigo mesma.
O cérebro aprende rápido: “não se exponha de novo”.
Assim, o medo passa a se disfarçar de prudência, maturidade ou realismo.
Mas o custo é alto: você começa a viver menor do que sente que poderia.
Em processos de reinvenção e consciência emocional que realizo em São Luís, Salvador, Teresina e Lisboa, escuto com frequência:
“Eu não sei se aguento me decepcionar outra vez.”
Essa frase carrega algo profundo:
você não desistiu de viver —
desistiu de sofrer de novo.
O problema é que, para não se decepcionar, você também evita se envolver, se comprometer e se escolher.
E, assim, troca a dor intensa por um vazio constante.
Proteger-se demais também machuca.
Só demora mais para aparecer.
Você não precisa ter certeza.
Precisa decidir mesmo com medo.
A coragem não elimina o risco de frustração.
Ela apenas afirma: “Eu não vou me abandonar de novo.”
Se este texto revelou algo importante para você, compartilhe com alguém que parou de tentar para não sofrer.
Marcos Mazullo
Mentor e Psicoterapeuta – CRT 46479









