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Dr. Pessoa nega responsabilidade por aumentos do IPTU e diz que não sancionou projeto

O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, divulgou nota de esclarecimento, nesta terça-feira (04/08), para negar que os atuais reajustes do IPTU tenham origem na proposta elaborada durante sua administração (2021-2024). Ele afirma que se recusou a sancionar o projeto de atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) ao identificar discrepâncias entre o texto aprovado pela Câmara Municipal e o estudo técnico produzido pela prefeitura.

Dr. Pessoa explicou que, ao longo de sua gestão, manteve a política de corrigir monetariamente a base de cálculo do IPTU, prática adotada nas administrações de Firmino Filho e Sílvio Mendes. Contudo, durante a pandemia, optou por não realizar alterações na PGV para evitar sobrecarga aos contribuintes.

Foto: Divulgação / PMTDr. pessoa

Em 2023, ele solicitou um estudo técnico para atualizar a PGV, com o objetivo de tornar o cadastro imobiliário mais justo e alinhado à realidade do município. O projeto foi enviado à Câmara em 2024, mas, segundo o ex-prefeito, a versão final aprovada destoava significativamente do levantamento técnico original.

"Ao analisar a redação final do projeto, constatei que os valores apresentados estavam substancialmente diferentes daqueles resultantes do estudo técnico elaborado pela administração. Diante dessa divergência e por entender que os impactos poderiam ser excessivos para a população, decidi não sancionar a proposta", afirmou.

O ex-prefeito também criticou o que chamou de "manobras" realizadas em 2025 para viabilizar a cobrança com novos valores, mas não detalhou quais seriam essas ações nem apontou responsáveis.

No encerramento da nota, Dr. Pessoa reforçou: "Os valores atualmente cobrados e os aumentos que vêm sendo noticiados não decorrem da proposta técnica originalmente elaborada durante a minha gestão, nem daquilo que foi efetivamente autorizado por mim".

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