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Alta prejudica mais carentes · 11/07/2019 - 19h58

Ciro Nogueira cobra governo federal para que cumpra promessa de redução do preço do gás

Ontem, o senador piauiense presidiu audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) para tratar do assunto


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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) cobrou, durante discurso em Plenário, que o governo cumpra a promessa de reduzir o preço do gás de cozinha no país. O valor está tão alto, disse o parlamentar, que tem feito muitas famílias voltarem a usar a lenha e o carvão para o preparo de alimentos.

Para o parlamentar, esse cenário é resultado da política de preços adotada pela Petrobras e, principalmente, da alta concentração que existe no setor de distribuição do produto.

"Hoje nós temos apenas quatro distribuidoras que têm praticamente a totalidade da distribuição do gás de cozinha no nosso país. E pode ter certeza que é um caso a ser estudado em nível mundial a lucratividade dessas empresas. Foram criando mecanismos para evitar a concorrência", disse.

Ainda ontem, Ciro conduziu audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), para tratar do assunto. Foram ouvidos especialistas, técnicos dos ministérios de Minas e Energia e da Economia, da Petrobras, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e representantes dos sindicatos de revendedores e distribuidores de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Os participantes detalharam os itens que compõem o preço do gás e explicaram a atuação de cada órgão no setor. Eles listaram ações que facilitariam a entrada de outras empresas no mercado, diminuindo a concentração, e apontaram normas e legislações que podem ser alteradas para favorecer a concorrência. Algumas dessas ações foram a possibilidade de uma empresa poder utilizar o botijão de outra e o fim da necessidade de vender apenas o recipiente completamente cheio.

Para o senador, o alto preço do gás prejudica especialmente as famílias mais carentes, que acabam tendo que comprometer grande parte da sua renda na compra do gás, ou optar por alternativas que trazem mais risco à saúde, como a lenha e o carvão.  “Ver um pai e uma mãe de família voltar a usar carvão e lenha para cozinhar nos dias de hoje é um dano muito grave à cidadania no nosso país”, lamentou.

Com informações da Agência Senado e Ascom


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