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Relatório do TCE · 29/09/2021 - 11h49 | Última atualização em 30/09/2021 - 12h30

Auditoria: 98% dos membros da segurança pública no Piauí não realizam avaliação psicológica

Outros 93% não realizam avaliação física periódica, segundo dados levantados pelo Tribunal de Contas do Estado


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Por Rômulo Rocha - Do Blog Bastidores

 

_Imagem: Reprodução dos autos
_Imagem: Reprodução dos autos 

Um relatório preliminar de auditoria nas políticas públicas sobre a saúde física e psíquica dos profissionais de segurança pública nas corporações do estado do Piauí, realizado por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), evidencia que 98% dos que participaram dos questionários afirma que a instituição não realiza avaliação psicológica periódica, que 93% afirma que a instituição não realiza avaliação física periódica. Além de que 44% afirma ter algum problema de saúde em decorrência do trabalho. 

“Restou evidenciado que as Corporações/Instituições de Segurança não realizam avaliação física nem psicológica de forma periódica. Não houve na resposta a esses quesitos uma diferença significativa com relação à instituição de lotação do profissional. Ou seja, a ausência de avaliação periódica é observada em todos os órgãos de segurança pública do estado”, constataram os técnicos da Corte de Contas.

As unidades fiscalizadas são a Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Departamento de Política Técnico e Científica. 

Segundo o relatório preliminar, a  execução dos trabalhos compreendeu o período de 04/10/2020 a 18/12/2020. Já no tocante à pesquisa sobre a saúde dos profissionais de segurança pública, um “questionário eletrônico ficou disponível para preenchimento no período de 22 de outubro a 07 de dezembro de 2020”

“Foram registradas 517 respostas válidas ao questionário considerando  os profissionais de segurança pública de todas as corporações/instituições que compuseram o escopo da Auditoria, atingindo o tamanho de amostra necessário para se obter um grau de confiança de 95%, com margem de erro de 5%, com uma distribuição da população mais heterogênea, se considerarmos o número total dos profissionais dessas corporações como o tamanho da população”, pontuam.

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