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Prisão preventiva · 18/08/2020 - 10h07 | Última atualização em 18/08/2020 - 10h31

Assessoria de Tony Trindade sobre mandado de prisão: "Descabido e desproporcional"

Jornalista foi preso preventivamente na Operação Acesso Seguro, deflagrada pela Polícia Federal


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A assessoria de imprensa do jornalista Tony Trindade se manifestou, através de nota, sobre a prisão efetuada nesta terça-feira (18/08), pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Acesso Negado.

"Cabe ressaltar que na qualidade de apresentador de programa de televisão e colunista de jornal, Tony Trindade ao veicular fatos da operação, apenas fez o seu dever de jornalista e formador de opinião", diz o texto.

    Foto: Arquivo/180graus

Afirma que "o mandado de prisão preventiva a título de frear a divulgação de informação soa descabido e desproporcional, uma vez que o jornalista sequer foi ouvido pela autoridade policial antes da condução".

Avalia ainda como "temoroso ao exercício profissional, que jornalistas sejam presos por relações com suas fontes, relações essas que são asseguradas pela própria Constituição Federal".

Afirma também que Tony está à disposição das autoridades, certo de que atos ilegais não prosperarão com o aval da justiça.

Sobre a operação

Na ação de hoje, a polícia investiga atos ilegais de intervenção/embaraçamento à "Operação Delivery", deflagrada em maio deste ano para apurar desvio de recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), destinado ao município de União (PI).

Sobre a investigação

Em nota, a superintendência da PF informou que "curso da Operação Delivery foram identificados atos escusos relacionados a encontros obscuros com agentes públicos no intuito de obter informações sigilosas, acesso indevido a processo judicial sigiloso, convergência e manipulação de versões, atos intimidatórios no intuito de frustrar a investigação policial, dentre outros fatos".

Nesta fase da investigação estão sendo mobilizados 20 policiais federais. Há ainda cinco mandados de busca e apreensão a serem cumpridos. O objetivo do cumprimento das medidas judiciais é colher elementos materiais de prova e que identifiquem terceiros responsáveis por fornecer indevidamente informações de caráter sigiloso.

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelo crime de embaraço a investigação policial de crime  praticado por organização criminosa (art. 2º, §1º da lei 12.850/13) cuja pena pode chegar a 8 anos de reclusão.

O nome da operação faz referência à conduta daqueles que obtém acesso ilegal a informações  resguardadas pelo sigilo.


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