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Projeto realizará oficinas de fotografia para pessoas com deficiência visual no PI

O projeto 'Sentirgrafia' oferece oficinas de fotografia para pessoas com deficiência visual e em julho deste ano, o projeto passará por três cidades do sertão do Piauí: Agricolândia, Aroeiras do Itaim e Jerumenha.

Este é um projeto que une duas empreitadas com a mesma essência: explorar artifícios da fotografia para além da visão. Quanto à primeira, trata-se de oficinas de fotografia para pessoas com deficiência visual. A outra consiste em um trabalho audiovisual sobre o processo criativo e as obras de fotógrafos cegos.

Todo o trabalho será desenvolvido no sertão piauiense, região que abriga a maior taxa per capita de deficiência visual do país: mais de 22% da população praticamente não enxerga. A ideia é compartilhar técnicas de fotografia adaptadas a cegos, em lugares onde o acesso a iniciativas artísticas que incluam pessoas com alguma deficiência seja ainda mais difícil do que nos centros urbanos. Espaços que permitam explorar no limite o estranhamento causado por um processo muito atrelado à visão, mas passível de estimular tantas outras percepções.

Para ampliar a iniciativa ainda mais, as saídas fotográficas dos participantes das oficinas serão registradas em vídeo. Seus processos criativos, as maneiras que encontram para transpor suas imagens do plano mental, abstrato, para o concreto da fotografia, para lidar com o equipamento, medir espaços e distâncias, interagir e tocar em personagens e objetos, tudo será documentado.

Posteriormente, as fotos produzidas por eles durante as oficinas serão mostradas para videntes (pessoas que enxergam), que vão analisá-las livremente sem, no entanto, saberem que o material foi produzido por pessoas com deficiência visual. Os comentários serão registrados em áudio e servirão como voz “off”/narração dos vídeos, que mostrarão apenas o processo criativo de cada participante durante a oficina. As fotos em si não serão mostradas. A intenção é que o espectador fique “às cegas”, forçado a lidar com as palavras de quem narra para imaginar o que foi retratado, tal qual o próprio fotógrafo.

AS OFICINAS
Em cada cidade, serão cinco dias de oficina e serão gratuitas, graças ao apoio financeiro conquistado com o edital 'Rumos 2015' promovido pelo Instituto Itaú Cultural. Não é necessária qualquer experiência prévia com fotografia ou qualquer outra área do conhecimento, apenas boa vontade e curiosidade.

As oficinas não têm restrição de idade e qualquer pessoa com deficiência visual – cegueira total ou baixa visão – está convidada a participar. Não é necessário possuir máquina fotográfica. Todos os equipamentos necessários para as oficinas ficam por conta do projeto.

Vale lembrar apenas que os custos com alimentação e transporte não são cobertos durante a realização da oficina.

PARCERIAS E PARA PARTICIPAR
Pessoas interessadas em participar ou que desejam colaborar com a inscrição de pessoas que se encaixam no perfil podem entrar em contato pelo e-mail sentirgrafia@gmail.com ou pelo celular/WhatsApp: (11) 96719-6748

O projeto é coordenado pela jornalista Manoela Meyer, a produção é de Andre Sakiyama, os vídeos de Manoela Meyer e Daniel Lolo e as ficinas de fotografia com Joyce Cury e Otavio Almeida.

ACESSE O SITE E CONHEÇA MAIS SOBRE O PROJETO

Fonte: None

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