“Sensação de impotência” -

Sem respostas, irmã de João Rebello pede "investigação decente"

A atriz Maria Carol Rebello, irmã do ex-ator mirim João Rebello, morto em 2024, abriu o coração e falou sobre a sensação de impotência após o júri popular absolver Felipe Souza Bruno, acusado de envolvimento no crime. Em conversa exclusiva com a coluna, a artista disse que a família busca respostas claras e uma “investigação decente”.

Foto: ReproduçãoSem respostas, irmã de João Rebello

O caso

João Rebello morreu em 24 de outubro de 2024, após ser baleado enquanto estava dentro de um veículo em Trancoso, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia. A investigação apontou que o artista não seria o alvo dos criminosos e teria sido confundido com outra pessoa.

Felipe Souza Bruno, acusado de envolvimento na morte do ator, foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo, em janeiro de 2025. A absolvição, segundo Maria, trouxe o sentimento de impotência à família. “Precisamos desde o início confiar nas investigações feitas pela Polícia Civil da Bahia”, começou a atriz.

“É um caso complexo, eles mataram meu irmão por engano, existia outro rapaz ameaçado de morte pela facção. Esse rapaz, desde então, nunca mais voltou a Trancoso, não se apresenta à justiça de forma presencial e, ao meu ver, não ajuda nas investigações porque ele deve estar com medo ainda”, reforçou.

 

“Investigação decente”

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a defesa do réu pediram a absolvição por falta de provas, o que foi acatado pelo júri popular. Maria Carol Rebello admitiu que ninguém pode ser condenado apenas por “indícios” e sem “provas concretas ou flagrante”, mas que mesmo assim espera descobrir a verdade por trás do caso.

“Nós também entendemos isso, e não é isso que buscamos. Buscamos a verdade, que seja feita uma investigação decente e uma justiça correta. Desde o início a sensação de impotência me consome. Não pude tentar salvar meu irmão, foram muitos tiros”, lamentou.

A atriz falou sobre o “sufoco” que a falta de respostas gera: “Não tive respostas claras sobre os assassinos e esse rapaz que estava sim sendo ameaçado. E não posso fazer nada para trazer o brilho dos olhos da minha mãe de volta. A sensação de impotência gera um sufoco horroroso”, completou.

Maria Carol disse quais podem ser os próximos passos sobre o caso. “Podemos recorrer pedindo a reabertura das investigações. Esse réu já foi absolvido por júri popular e, nesse caso, não pode mais ser julgado por isso”, apontou. “Teria que haver nova investigação para achar um novo suspeito. Estamos pensando sobre isso porque realmente não sabemos no que acreditar”, encerrou.

Fonte: Metrópoles

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