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MC Poze se manifesta após denúncia de estupro envolvendo adolescente de 16 anos

MC Poze negou as acusações feitas por uma adolescente de 16 anos que afirma ter sido vítima de estupro em uma festa na residência do cantor, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Em uma publicação nas redes sociais, o artista apresentou sua versão e declarou que a jovem teria informado ser maior de idade quando chegou ao local.

No vídeo, Poze também afirmou que continuou mantendo contato com a adolescente depois do encontro e contestou relatos de que teria praticado maus-tratos contra ela. Segundo o cantor, a jovem teria negado anteriormente as acusações feitas por familiares.
 

“Brotou, falou que era de maior, é isso, tratamento vip, e assim foi. Continuamos no contato depois disso tudo, a mãe chegou a falar que 'o Poze fez isso, fez aquilo com a minha filha'. Ela foi lá e desmentiu tudo”, declarou.

Adolescente afirma que estava sob efeito de drogas

A denúncia está sob investigação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), que informou que o cantor e outras pessoas relacionadas ao caso serão chamados para prestar esclarecimentos.

De acordo com a advogada Daiana Andrade, representante da adolescente, o episódio teria acontecido no fim de setembro. A jovem relatou que estava sob efeito de substâncias, entre elas uma droga conhecida como “Black Lança”, que, segundo sua versão, teria sido oferecida na casa do artista.

Ela afirma que não estava plenamente consciente durante o encontro e que pediu para utilizar preservativo, mas o cantor teria recusado. A advogada sustenta que a relação sexual ocorreu sem o consentimento da adolescente.

“Ela verbalizou expressamente que queria usar preservativo, ele disse que não usa, e continuou. Ela estava sob efeito de entorpecentes”, afirmou Daiana.

Defesa relata ameaças e pede proteção

A representante da jovem também relatou que, dois dias depois, a adolescente teria sido pressionada a voltar à residência de Poze. Na ocasião, segundo a denúncia, ela foi obrigada a tomar medicamentos, enquanto o cantor permaneceu com seu telefone celular.

A adolescente ainda afirma que recebeu ameaças caso não obedecesse às ordens. A advogada declarou que possui um vídeo com um trecho de conversa entre os dois, no qual o artista teria solicitado o retorno da jovem à residência e ela mencionava a necessidade de realizar exames.

A adolescente passou por avaliação no Instituto Médico Legal (IML), e a defesa solicitou medidas protetivas contra o cantor.

A Polícia Civil informou que os envolvidos serão intimados pela delegacia especializada e que as diligências continuam para esclarecer os fatos.

Histórico de investigações

O cantor já foi alvo de diferentes procedimentos policiais. Em 2019, foi preso por suspeita de apologia ao crime durante um baile funk. Em 2024, foi incluído em uma investigação sobre a realização de sorteios ilegais.

No ano seguinte, Poze foi preso em uma investigação por suspeita de associação ao tráfico de drogas. Em abril de 2026, também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apurou suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada ao Comando Vermelho.

O artista ainda responde em liberdade a um processo por suspeita de tortura e cárcere privado.

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