
Fred Bruno registra queixa contra deputado que disparou tiro em boate
Decidido a buscar justiça e impedir que o episódio fique impune, o apresentador Fred Bruno deu um passo decisivo no caso do tiro que atingiu seu pé dentro de um bar na Zona Sul de São Paulo. Ao contrário das primeiras especulações de que não registraria queixa, o apresentador do “Globo Esporte SP” acionou sua equipe jurídica e protocolou uma petição oficial na Polícia Civil. Com informações do Portal LeoDias.
Com a entrega do documento e da procuração na tarde de terça-feira (20/10), o jornalista passou a figurar formalmente como vítima no boletim de ocorrência que investiga a conduta do deputado estadual Marcelo Aguiar (PL). O incidente ocorreu na madrugada de segunda-feira (19/10), no estabelecimento Santo Cupido, localizado no bairro do Itaim Bibi.
Fred estava no local acompanhado de amigos quando ouviu um estalo forte e sentiu uma intensa queimação no pé. O disparo perfurou seu tênis, provocando dores fortes e inchaço imediato. Após se ausentar da transmissão do programa esportivo na segunda para passar por atendimento médico e organizar as providências legais, o jornalista retornou ao comando da atração na terça-feira.
A decisão do apresentador em dar prosseguimento ao processo provocou uma alteração direta no enquadramento das investigações. Com a formalização da queixa, a Polícia Civil adicionou o crime de lesão corporal ao registro do caso, que até então constava apenas como disparo de arma de fogo.
As autoridades também expediram uma guia para que o jornalista passe por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML), procedimento essencial para documentar oficialmente a gravidade dos ferimentos e sustentar a ação judicial. Enquanto a perícia analisa o calçado atingido, a polícia apura o contexto de confusão que culminou no disparo.
Em sua defesa, Marcelo Aguiar teve a pistola apreendida e alegou ter sofrido uma reação adversa por conta do uso de medicamentos fortes, sustentando a tese de que o tiro foi acidental. O deputado foi liberado no dia do ocorrido devido à imunidade parlamentar, mas a apuração prossegue na esfera criminal e também na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Fonte: Portal LeoDias











