
Carol Castro revela dores diárias causadas pela fibromialgia e fala sobre diagnóstico
A atriz Carol Castro contou que enfrenta dores constantes desde que recebeu o diagnóstico de fibromialgia. Em entrevista à revista Quem, ela relembrou o longo caminho até descobrir a condição e explicou que, por muito tempo, não conseguiu identificar a origem dos desconfortos. A artista também relacionou o período de agravamento dos sintomas a uma fase marcada por cobranças profissionais e perdas pessoais.
A descoberta aconteceu após uma série de consultas e exames. Ao procurar um reumatologista, Carol passou por uma avaliação que levou em consideração seu histórico familiar, alimentação, hábitos e condições físicas. A confirmação da doença trouxe respostas para sintomas que já faziam parte de sua rotina.

“Foi um certo alívio porque me deu um nome. Eu não tô doida”, afirmou. A atriz descreveu a investigação como um processo demorado, que começou ainda no ano anterior. “Foi uma saga, pois eu já tinha feito milhões de exames de sangue, eu estava desde o ano anterior investigando todos os marcadores possíveis de doenças”, explicou.
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores espalhadas pelo corpo. A condição também pode provocar alterações no sono, cansaço, dificuldades de concentração e outros impactos na qualidade de vida.
Carol afirmou que os sintomas permanecem presentes mesmo quando consegue cumprir seus compromissos. “Eu sinto dor 24 horas por dia. Tem dias que é mais, tem dias que é menos”, relatou.
Rotina de trabalho e luto marcaram período difícil
A atriz lembrou que começou a perceber os desconfortos em uma fase de intensa atividade profissional. Durante as gravações de “Garota do Momento”, novela de 2024 em que interpretou Clarice, ela precisou lidar com uma personagem que enfrentava situações emocionalmente exigentes, além de uma rotina intensa de trabalho.
“Era uma personagem com muitos desafios, que me exigia bastante fisicamente, psicologicamente, e que vivia tudo, né?”, recordou.
Naquele momento, Carol não imaginava que as dores poderiam estar relacionadas à fibromialgia. Ela atribuía as dores de cabeça à sinusite e os incômodos nos joelhos ao uso de salto alto durante as cenas.
“Eu sentia fortes dores de cabeça e falava que era sinusite ou que estava trabalhando muito. Eu também sentia dores no joelho, mas a personagem usava salto alto, então devia ser por isso. Além do mais, eu já estava vivendo um momento pessoal difícil”, contou.
A atriz também atravessava o luto pela morte do pai, Luca de Castro, em 2023, aos 70 anos. Ela descreveu a relação dos dois como muito próxima e disse que a perda teve um impacto profundo em sua vida.
“Meu mundo caiu total. Eu nunca tinha perdido ninguém tão próximo assim. Meu pai era meu melhor amigo, confidente, muso inspirador. Sou atriz por causa dele, então foi um baque muito forte”, declarou.
Outro episódio ocorreu durante as gravações da série “Jogo Cruzado”, da Disney, quando Carol sofreu uma lesão no joelho. Mesmo com dores, decidiu continuar no projeto por considerar que outras pessoas dependiam da conclusão do trabalho.
“Estava na minha mão a continuação da série e eu quis continuar. Íamos filmar até antes das festas, pausar e retornar para conclusão em janeiro de 2024. Eram mais de 100 pessoas dependendo de mim e eu pensava nos empregos de todo mundo. Fui passando por cima da minha saúde, trabalhando com fortes dores e tomando remédios e mais remédios”, relembrou.
Carol quer ajudar a divulgar informações sobre a fibromialgia
Ao compartilhar sua experiência, a atriz também pretende contribuir para que mais pessoas conheçam a doença. Ela afirmou que já ouviu questionamentos sobre possíveis consequências do diagnóstico para sua carreira, mas disse que não vê motivo para esconder a condição.
“Tem gente que me fala: ‘Cara, você é muito corajosa. Você não tem medo de não te chamarem para trabalhar por causa da fibromialgia?’. E eu acho que não. Eu me sinto muito honrada em poder servir de porta-voz, no meu lugar de artista, de poder informar, transformar, me sinto quase numa missão de ajudar a disseminar informações e ajudar o máximo de pessoas possíveis”, afirmou.
Atualmente, Carol procura identificar situações que podem intensificar os sintomas e mantém cuidados com a saúde, incluindo a prática de exercícios físicos. Na entrevista, também falou sobre episódios de ansiedade e contou que já precisou recorrer a medicamentos em determinados períodos, mas que não faz mais uso deles.
“Eu tive algumas crises, nunca cheguei a falar muito sobre isso, e também não é uma regra, mas muitas vezes os sintomas costumam vir acompanhados de ansiedade. É muito mais comum em mulheres. A gente se coloca muito nesse lugar da dor: ‘Eu aguento, eu consigo'”, refletiu.
A fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento médico e tratamentos voltados ao alívio dos sintomas. Para Carol, receber o diagnóstico também representou uma mudança na forma de lidar com o próprio corpo e reconhecer suas limitações.
“Você vê que não está doida, você não está louca, realmente existe ali uma situação com o seu cérebro e, então, você vai entendendo que existe um tratamento, que não é uma cura, mas um tratamento. Depois é preciso um momento de parada, de aceitar uma limitação física, lembrando que você não é invencível. Depois que você aceita, você se sente um pouco livre”, concluiu. Com informações Quem.











