
Brad Pitt defende uso de IA no cinema, mas pondera sobre substituição de atores
O ator Brad Pitt, de 62 anos, defendeu o uso da inteligência artificial no cinema como uma ferramenta para viabilizar filmes de médio orçamento, mas se mostrou reticente quanto à possibilidade de a tecnologia substituir atores, em entrevista à revista americana Esquire publicada nesta segunda-feira (10/08). O astro afirmou que a IA pode ser "um experimento muito interessante" para a indústria, especialmente na criação de efeitos visuais.
Segundo Pitt, a inteligência artificial pode ajudar a reduzir custos em produções com orçamento entre US40eUS40eUS 90 milhões, que muitas vezes enfrentam dificuldades para serem realizadas. "Há muita resistência à IA, mas a IA vai ser justamente o que ajudará esses filmes a serem produzidos", declarou. No entanto, quando questionado se a tecnologia poderia replicar uma de suas atuações, o ator ponderou: "Depende de quem está criando, quem está por trás disso, quem está contando a história. Eles até poderiam, mas o resultado final pode não ser o que eu encontrei e descobri durante o processo".
Pitt também comentou sobre a prática de escaneamento corporal de atores, usada em cenas de dublês e efeitos visuais, e revelou que, por 20 anos, exigiu em contrato a destruição de suas próprias imagens. "Sempre coloquei no meu contrato: 'Eu sou dono delas e as destruo'. Deveria tê-las guardado! Sempre as destruí, porque sou um rapaz paranóico do Ozark", brincou. O ator, que estrela o próximo filme "Heart of the Beast", também confirmou que reprisará seu papel como Cliff Booth em um novo projeto de David Fincher, intitulado "The Adventures of Cliff Booth"









