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Após prisão no Egito, Malévola Alves chega ao Brasil: "Muito emocionada"

Nesta quinta-feira (22), Malévola Alves, de 22 anos, retornou ao Brasil e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com a amiga Bruna Mercatelli, com quem estava presa no Egito. Com informações do BNews.

Foto: ReproduçãoApós prisão no Egito, Malévola Alves chega ao Brasil

As influenciadoras foram  recebidas pela mãe de Malévola, que levou um cartão de boas-vindas. "Eu estou muito emocionada, só quero acolher e dar um abraço bem forte. Não vejo a hora dela me abraçar", declarou.

Desabafo da influenciadora

Malévola realizou um desabafo comovendo após deixar o Egito. "Eu não paro de chorar desde que eu cheguei aqui no Marrocos. Vou gravar um vídeo contando tudo", declarou Malévola durante uma conexão. Na sequência, ela afirmou que foi vítima de transfobia. "Eu tive que ficar pelada e, quando viram a minha vagina, começaram a me tratar bem. Eu disse que não era trans. Só Deus sabe o que eu passei. Eu tô com crise de pânico, tenho ansiedade e depressão. Chegando ao Brasil, vou direto ao médico. Estou tendo crise a todo momento", relatou.

"Tudo vai ficar bem. Eu fui abusada com minha amiga por diversos policiais. Vocês não sabem o que passamos naquela delegacia e agora estão rindo… Vocês são podres", afirmou.

Advogado revela próximos passos

Em conversa com a Quem, o advogado Jonatha Carvalho Matos, que representa a famosa, declarou as medidas a serem tomadas. "Conseguimos que ela fosse liberada através do pagamento de fiança, que girou em torno de 20 a 40 mil libras egípcias [de R$ 1,8 mil a R$ 3,6 mil, na conversão atual]", revelou

"O passaporte foi devolvido, mas a gente não teve acesso ainda a informação se terá qualquer tipo de restrição delas retornarem para o Egito. A gente vai fazer uma reunião posterior com a equipe egípcia para termos maiores informações", comentou.

Os celulares de Malévola e Bruna ficaram detidos no Egito. "A gente não sabe se eles tiveram acesso ao conteúdo e se eles apagaram. Elas estão retornando ao Brasil sem os celulares. Vamos tomar as medidas cabíveis. Envolve vários fatores. Um deles é o choque cultural entre a cultura brasileira e a egípcia. Querendo ou não, é um país extremamente mulçumano. Eles são ultraconservadores. Certas atitudes que elas tiveram lá, não teriam a mesma proporção aqui. Por elas serem mulheres trans, potencializou essa situação", informaram.

O advogado declarou que ainda vai conversar com Malévola para saber se  houve "infração à dignidade da pessoa humana". "Vamos ter uma reunião para entender o que aconteceu, como aconteceu e se elas foram maltratadas. Se, por ventura, houver qualquer tipo de infração, vamos tomar todas as medidas diplomáticas possíveis através do Itamaraty e dos órgãos competentes", concluiu.

Fonte: BNews

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