Defesa nega envolvimento -

Alexandre Pires foi alvo da primeira fase da Operação Disco de Ouro em 2023

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23/09), a segunda fase da Operação Disco de Ouro para investigar a movimentação e a ocultação de mais de US$ 48 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 246 milhões. O inquérito apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado à comercialização e à exportação de minérios. O cantor Alexandre Pires foi um dos alvos da primeira fase da operação, em 2023, conforme informações do portal Diário do Centro do Mundo.

Nesta nova etapa, os policiais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão e executaram 17 ordens de sequestro de bens e valores autorizadas pela Justiça Federal. Segundo a PF, o grupo teria utilizado empresas brasileiras e estrangeiras, contas de terceiros e transações internacionais para ocultar a origem e o destino dos recursos. A investigação também aponta o uso do chamado dólar-cabo, mecanismo informal de transferência de valores entre países, além da pulverização do dinheiro entre pessoas e empresas para dificultar o rastreamento.

Foto: Reprodução

A Operação Disco de Ouro teve início após a apreensão de cerca de 30 toneladas de cassiterita, em janeiro de 2022. De acordo com a PF, o minério teria saído ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, e sido declarado como procedente de uma área regular de garimpo em Itaituba, no Pará. Alexandre Pires passou a ser investigado sob suspeita de receber valores de uma mineradora alvo da apuração. Na época, agentes fizeram buscas no navio em que o cantor estava, em Santos (SP), e apreenderam o celular dele. A defesa negou envolvimento em atividades ilegais e afirmou que o artista jamais havia cometido ilícitos.

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