Apresentou à Justiça -

Adriane Galisteu se defende em ação sobre bets e acusa autor de má-fé

A apresentadora Adriane Galisteu apresentou à Justiça sua defesa na ação em que é acusada de realizar propaganda enganosa e abusiva para a plataforma de apostas Betano. No processo, ela contesta todas as acusações e afirma que foi incluída na ação de forma indevida. As informações são do Metrópoles.

Foto: Reprodução/redes sociais.Reprodução/redes sociais.
Reprodução/redes sociais.

Segundo os documentos, Galisteu sustenta que sua parceria com a Betano teve início apenas meses após as apostas realizadas por Eliudson de Lima Silva, autor do processo. Para a apresentadora, esse fato demonstra que não existe qualquer relação entre sua campanha publicitária e os prejuízos financeiros alegados pelo apostador.

A defesa também argumenta que tanto a atuação das plataformas de apostas quanto a publicidade desse tipo de serviço são atividades permitidas e regulamentadas no Brasil. Além disso, Galisteu nega ter cometido irregularidades ou descumprido normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

Ainda conforme a defesa, a apresentadora afirma que sua inclusão no processo ocorreu por má-fé do autor, que teria buscado apenas desgastar sua imagem pública. Ela também sustenta que Eliudson sabia que ela ainda não era embaixadora da Betano quando realizou as apostas que deram origem à ação.

Entenda o caso

A ação foi ajuizada em junho de 2025 por Eliudson de Lima Silva contra Adriane Galisteu, Virginia Fonseca e a plataforma Betano. O autor afirma que foi influenciado pelas campanhas publicitárias das personalidades a apostar com a expectativa de multiplicar o dinheiro que havia economizado para comprar a casa própria.

Segundo o processo, Eliudson investiu cerca de R$ 56 mil em apostas. Após perder o valor, ele afirma que contraiu empréstimos na tentativa de recuperar o prejuízo, sem sucesso, e que desenvolveu problemas de saúde em decorrência da situação.

Na ação, o apostador atribui responsabilidade às duas famosas por associarem suas imagens à divulgação da plataforma de apostas. Em relação a Virginia Fonseca, ele afirma que a influenciadora apresentava as apostas como uma forma simples de enriquecimento e cita seu depoimento na CPI das Bets. Já Adriane Galisteu foi incluída por atuar como embaixadora da empresa.

O autor pede que os réus sejam condenados ao pagamento de R$ 324 mil, valor que inclui indenizações e honorários advocatícios. Ele também solicitou o bloqueio de R$ 85 mil das contas dos envolvidos, mas o pedido foi negado pela Justiça.

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