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Wellington Dias relembra gestão Bolsonaro e critica mudanças em programas sociais

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), voltou a criticar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao recordar os desafios enfrentados pelo Piauí durante o período em que governou o estado entre 2019 e março de 2022. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele mencionou alterações em programas federais, dificuldades para obter financiamentos e defendeu a continuidade da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Wellington Dias afirmou que, durante o governo Bolsonaro, o estado enfrentou obstáculos para manter ações voltadas à população de baixa renda. Entre os exemplos apresentados, citou políticas de habitação, acesso a medicamentos e financiamento da agricultura familiar.

Foto: 180GrausWellington Dias

“Eu vivi, na condição de governador do Piauí, o governo Bolsonaro. Você acompanhou o quanto o Piauí sofreu naquela época”, declarou o ministro, ao defender que o país não retorne àquele cenário.

Ao comentar as mudanças na área habitacional, Wellington Dias mencionou o Minha Casa, Minha Vida, que foi substituído pelo Casa Verde e Amarela em 2020, durante a gestão Bolsonaro.

O ministro também fez referência à redução de recursos destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), utilizado no financiamento de moradias para famílias de baixa renda. Em 2021, o orçamento inicialmente previsto pelo Congresso, de R$ 1,54 bilhão, foi reduzido para R$ 27 milhões.

Outro ponto abordado foi o Farmácia Popular. Em outubro de 2022, o Conselho Nacional de Saúde recomendou que não houvesse cortes nos recursos destinados ao programa em 2023. Wellington também citou o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que oferece crédito a agricultores familiares.

Na gravação, o ministro relacionou essas mudanças às dificuldades de manutenção de políticas públicas destinadas a grupos que dependem de serviços e financiamentos do governo.

Wellington Dias também relatou que precisou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para buscar a liberação de um financiamento para o Piauí. Segundo ele, o estado enfrentou dificuldades para acessar recursos que considerava necessários.

“Pra poder o Piauí tirar um financiamento, um empréstimo, uma coisa de direito do Piauí, eu tive que ir ao Supremo”, afirmou.

Ao encerrar a mensagem, o ministro defendeu a ampliação das políticas sociais e a criação de oportunidades para a população. Ele também declarou apoio a Lula e pediu votos para o presidente no segundo turno das eleições.

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