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Sabatina 180: Maklandel, na estreia, fala sobre 'tudo' e ataca nepotismo

O 180graus inicia a 'Sabatina 180' com todos os candidatos a governador do estado nesta quinta-feira (24/07) e o primeiro entrevistado é Maklandel Aquino (PSOL). Ele esteve na sede do Maior Portal do Piauí para responder aos questionamentos da equipe de reportagem e comentou sobre diversos temas.

Entre os temas, falou sobre o aborto. Questionado se era 'a favor ou contra', ele evitou definir um posicionamento: "Não sou contra e nem a favor". E completou dizendo que prefere tratar de uma melhoria da principal maternidade do estado, a Evangelina Rosa, além de, caso seja eleito governador, trabalhar para fazer uma maternidade em cada cidade do estado.

Maklandel falou ainda sobre suas propostas para a Educação, Saúde e Segurança Pública e garante ser o melhor entre os sete candidatos a governador colocados até agora: "Começado pelo perfil de gestor, de como vejo o estado e como dialogo com a sociedade, sou o melhor entre os candidatos. O que deve ser relevante na hora de escolher o governador. Deve ser escolhido não por pressões e campanha publicitárias, mas pela capacidade e disponibilidade de executar ações".

ASSISTA COMO FOI A SABATINA 180:

CONFIRA A 'SABATINA 180' NA ÍNTEGRA:

180graus - Quem é o sr como candidato e por que quer ser governador do estado?
Maklandel -
Sou professor da rede pública estadual, advogado, milito no PSOL desde de sua formação por que acredito que o PSOL diante da capilação do PT é a única alternativa para resolver os problemas históricos do nosso país e estado. Então encampei nessa luta do PSOL e agora estou como candidato levando idéias e proposta do partido, servindo como capa de ressonância dos movimentos sociais das manifestações e tentando conquistar corações e mentes.

180graus - É casado? tem filho?
Maklandel - Não (mais tarde, logo após a entrevista, informou ser noivo, de Rejane Mota, que o acompanhou durante a sabatina)

180graus - Qual a sua formação, Tem experiência com o quê?
Maklandel -
Minha vida profissional foi na advocacia e magistério. Formado em advocacia no CEUT, e em História na UFPI.

180graus - Torce para que time?
Maklandel - O que ganhar.

180graus - Nem para um time do Piauí?
Maklandel - Eu sou o que ganhar (risos).

180graus - Qual é o seu filme preferido?
Maklandel - A vida de David Gale, que mostra a vida de um homem que se deixou ser morto mesmo sem ter cometido crime. Ele queria provar para a sociedade que a pena de morte pode ser injusta e punir inocente.

180graus - Qual o seu livro preferido?
Maklandel - A Mosca Azul, de Frei Beto. É a experiência de quem vivenciou um governo, mas que não conseguiu transformar a realidade de um estado pelas disputas de poder dentro do governo.

180graus - Qual perfume o senhor gosta de usar?
Maklandel - Perfume?! Olha, eu não tem preferência por perfumes...

180graus - Qual seu carro?
Maklandel - Eu tenho um carro, um Fiat Uno. Está no nome da Rejane (sua noiva).

180graus - O senhor é a favor ou contra o aborto?
Maklandel - Não sou a favor nem contra, é um caso de questão de saúde pública. Por que se você olhar a Maternidade Dona Evangelina Rosa, 10% dos casos tratam de casos de aborto mal sucedido. Isso é uma prática recorrente, desde o Brasil colonial. Então não se pode crucificar, criminalizar as mulheres pela prática do aborto. Pelo contrário ela tem que ter é um acompanhamento psicológico psico- social, em um tratamento adequado a uma formação familiar.

180graus - Falando em Saúde, o que o senhor tem para falar sobre essa temática, sobre essa questão que tratou relacionada à maternidade?
Maklandel - Sobre a Evangelina Rosa, a imprensa tem noticiado, muitos casos. É por isso que pretendemos construir outras maternidades. Não existe nem hospitais imagine maternidade. Então é preciso um tratamento mais humanizado com essas mães, nessa fase extremamente complicada. A mãe que está frágil deve ter um acompanhamento e é isso que queremos levar, pois a Evagelina não suporta. A quantidade de leitos neonatal não é suficiente.

180graus - O senhor é a favor da liberação da maconha?
Maklandel - É uma questão social. Não sou contra nem a favor. Uma pesquisa das universidades britânicas mostraram que o tráfico mata muito mais que o consumo da droga, principalmente aqui no Brasil e essa guerra ao tráfico atinge principalmente pessoas mais pobres, em situação de vulnerabilidade que são jovens negros e pobres. O fato da legalização, não é legalizar por legalizar, mas regulamentar a produção e consumo e comercializar. Por que para legalizar não precisa de lei, é só o Ministério da Saúde anunciar que ela não é mais classificado como droga e já pode ser consumida. Por isso o importante é regulamentar, onde você pode usar políticas públicas no sentido de combater o tabagismo e tratamento daquele. É questão de saúde pública.

180graus - O que o senhor tem a dizer sobre o beijo Gay? E também sobre o casamento gay e as causas que defendem o movimento LGBT, combate à homofobia, que são assuntos pertinentes e sempre ganham uma grande repercussão de uns tempos para cá?
Maklandel - A Imprensa têm que ter um controle social, pois é hipocrisia falar de beijo gay e tudo isso quando se vê muitas cenas de sexo, violência em qualquer horário do dia. Então não dá para discriminar um e propagar outros que não educam.

180graus - O senhor é a favor da divisão do Piauí para a criação do Gurguéia?
Maklandel - Eu quero construir o estado do Piauí como um todo, depois a gente pode pensar em dividir. Por que eles querem dividir lá? Por que o Estado não se faz presente por lá, e se ele não é presente ele não existe. Queremos fazer um estado que as pessoas sintam sua presença nos quatro cantos. A minha preocupação é construir um estado novo. 

180graus - Como o senhor vê essa questão de político que coloca os parentes para se candidatar, para ser secretário?
Maklandel -É reprovável colocar filho e esposa, apesar do Supremo já ter liberado indicação de secretarias, mas o PSOL considera nepotismo. Não acho justo ser governador e colocar sua esposa, seu filho para ser secretário. Somos contra e vamos combater isso. Deputado foi eleito para ser deputado. Não tem que tirar para colocar aliados não.

180graus - Qual a principal bandeira da sua campanha?
Maklandel - Hoje nos estamos com o PCB, mas já é uma bandeira recorrente do PSOL, a participação popular na gestão pública, a condenação da privatização pública e a terceirização da mão de obras. Entendemos que todos os serviços públicos devem ser executados pelo poder público, por que é nesse momento em que se tiram serviços públicos do poder privado que se diminui a corrupção no estado. E ai vemos o privado tentando se apropriar do público. Por que temos um sucateamento na educação? Até ontem tínhamos um empresário da educação que era secretário de educação. Qual o resultado disso? Como a UESPI se encontra hoje? Sucateada. Por que a saúde esta sucateada?

180graus - Qual a sua diferença dos demais candidatos a governador?
Maklandel - Ah, é imensa. Começado pelo perfil de gestor, de como vejo o estado e como dialogo com a sociedade, o que deve ser relevante na hora de escolher o governador, que deve ser escolhido não por pressões e campanha publicitárias mas pela capacidade e disponibilidade de executar ações.

180graus - Entre os seus adversários, qual a pior opção para o eleitor?
Maklandel - Não fazemos políticas individualizando e personificando na política, mas entendemos que existem dois lados nesse processo: as oligarquias nova s e velhas, que representa o agronegócio e empreiteiras e do outro nós, que defende a agricultura familiar, a reforma agrária e serviços públicos e os direitos do trabalhadores. Levando em consideração que a agricultura familiar emprega 74 % dos trabalhadores do campo e produz 80% do que consumimos na nossa mesa e o agronegócio é estritamente conservador e a produção para exportação nós entendemos que ela não seja tão importante para o Estado. E o governo Federal tem aplicado na agricultura familiar apenas 10% daquilo que investiram em agro negócio, e agricultura familiar é que produz alimentos. E assim investindo a familiar nós poderemos ter uma mesa farta e redução dos preços contribuir para melhor alimentação e reduzindo incidência de doença.

180graus - No quesito Educação, em especial sobre o sucateamento que vive a Universidade Estadual do Piauí, fechar cursos é uma opção para dar uma enxugada na UESPI?
Maklandel - Sem possibilidade de isso acontecer. Nós queremos é aumentar o orçamento da UESPI e que fique garantido. Por que nós temos o orçamento do estado, mas ele não repassa para UESPI. Queremos 5% dos recursos dos estado garantidos para a UESPI, para extensão e melhor educação. Para que alunos se formem numa universidade de qualidade e pública. Tanto que defendíamos 10% do PIB para educação, mas infelizmente o Congresso não aprovou. Os recursos estão alocados no orçamento do estado, na lei orçamentária, mas efetivamente não é repassado, o que prejudica.

180graus - Voltando ao tema Saúde, como reduzir o número de pessoas que vêm do interior do Estado para atendimento de saúde?
Maklandel - Temos que melhorar a atenção básica no Estado, em todos os municípios. Que ainda tem problemas financeiros, pois dependem do Fundo de Participação. Queremos retornar para o estado os hospitais que foram municipalizados no governo do PT, que não tem condições de se manter e melhorar a alta complexidade. Sendo que 300 pessoas morrem por mês por falta de investimentos em hospitais públicos, também queremos criar um hospital de urgência estadual.

180graus - Violência. Na sua opinião, de quem é a culpa pelos altos índices de violência que se espalha pelo Piauí?
Maklandel - O estado é criminoso quando ele não garante direitos constitucionais ao cidadão de educação, esporte, lazer e cultura, o que eu leva os jovens ao uso da droga e a marginalidade. O estado contribui para isso. Se você não garante o direito básico que é o direito a vida, ele vai partir para a justiça com as próprias mão. Se não se têm estado presente, se leva a barbárie.

180graus - Quais as suas propostas para a segurança?
Maklandel - Queremos reformular a policia, construir uma polícia cidadã que vai para a comunidade e trabalhe junto com a sociedade e que ela não seja usada como aparelho repressor, para servir exclusivamente como polícia dos governadores. Que a policia trabalhe junto com a sociedade. Defendemos a desmilitarização da Polícia Militar, mas é uma questão constitucional, mas que uma bancada federal defenda essa questão. Temos várias cidades que nem delegado tem. Um delegado é responsável por atender cinco a seis cidades. É necessário que haja contratação de mais delegados. Mas o estado alega falta de recursos para contratar, mas entendemos que Estado não contrate por falta de recursos por que se levarmos em consideração o gasto do Estado com outros. Por exemplo o endividamento do Estado que é gravíssimo podemos entender que é fruto de governo passados, que contraíram dividas de 3 bilhões em empréstimos, no mercado financeiro nos bancos nacionais e estrangeiros contraídos no Estado do Piauí se submetendo a exigências do Banco Mundial como a questão da regularização fundiária. Exigido por que temos a última fronteira agrícola visado por investidores do agronegócio e para isso temos que ter segurança jurídica e nos temos um problema no estado que e a questão da grilagem de terra no estado para atender a agricultura familiar. Investimentos que não serve para o nosso estado.

180graus - Plínio de Arruda Sampaio, que morreu no início deste mês de julho, sempre levantou bandeiras relacionadas aos movimentos sociais, principalmente pelo PSOL. De que maneira seu partido vem mantendo esse legado?

Maklandel -O Plínio de Arruda Sampaio foi um grande lutador da reforma agrária e defesa dos movimentos sociais e isso está presente na militância do PSOL. Um partido que nasceu das ruas nos movimentos sociais, que é o que ele defende. É por isso que nossa candidatura é uma caixa de ressonância desses movimentos. Defende a pauta dos movimentos. Na defesa dos sem teto e sem terra. O nosso governo será pautado nesse diálogo.

180graus - Como o senhor pretende manter a relação entre Assembleia e Governo, se eleito?
Maklandel - Nós vamos fazer o nosso papel. Resolver problemas e Assembleia, fazer o papel deles fiscalizar votar e propor leis. A relação é como a constituição define, com dependência e harmônica o que não vai ocorrer é tirar parlamentares para ocupar secretárias no estado. Isso não vai ocorrer. O deputado foi eleito deputado e tem que ficar até final do mandato.No governo do W. Dias teve mais de 10 que ocuparam cargos no governo. Pra resolver temos que combater a sonegação fiscal que chegar a 60 milhões por mês e isenções fiscais. Que não contemplam a sociedade piauiense. Reforma na questão tributária.

180graus - Mesmo com um bom plano de governo, por que a chapa não cresce nas pesquisas?
Maklandel -
Isso revela a falta de investimento na educação, que é vista como um projeto político que não permite uma capacidade critica das pessoas, para escolherem melhor candidatos. Eles já tiveram a possibilidade de serem gestores e não fizeram. O nosso programa é bom, mas a capacidade política das pessoas não foi desenvolvida pelo estado para que passemos a ser mais percebidos.

180graus - Considerações finais.
Maklandel - Gostaria de agradecer o espaço, esta oportunidade falar aos eleitores do Piauí através do portal 180graus. Aqui respondi a perguntas pertinentes, temas relevantes e de uma maneira que aproxima nós, o candidato, dos eleitores, do cidadão. Por isso peço o seu voto. Vote 50!

REPÓRTERES:Allisson Paixão, Manoel José e Larice Sena
IMAGENS:Ricardo Caetano e Nataniel Lima

Fonte: None

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