Romance em destaque · 24/11/2009 - 16h10

\"O Turco e o Cinzelador\" resgata história de amor e tragédia

Ele afirma que o romance abrange um período de cerca de duas décadas em Teresina


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O jornalista e escritor Eneas Barros está lançando o livro “O Turco e o Cinzelador”, que conta história sobre a construção das portas da Igreja de São Benedito e personagens de época. A obra reúne ação, romance e frustração amorosa. O personagem central trata-se do escultor Sebastião Mendes. Eneas Barros obteve informações sobre Mendes inicialmente através do historiador e professor universitário Fonseca Neto.

Em seguida fez pesquisas e encontrou referências sobre o personagem em livros escritos por Higino Cunha e Clodoaldo Freitas, sobre a história de Teresina, bem como obra de Elias Martins tratando sobre Frei Serafim de Catânia, responsável pela construção da mencionada Igreja. “Sebastião Mendes é um cinzelador que esculpiu as portas da Igreja de São Benedito.”

Ele afirma que o romance abrange um período de cerca de duas décadas em Teresina na segunda metade do século XIX. Mendes era escultor e tinha uma habilidade muito grande. Foi chamado pelo presidente da província que lhe pediu para esculpir sua cabeça. Encantado com a obra, o governante decidiu mandá-lo estudar na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, fundada por D. Pedro II.

O investimento foi devidamente aprovado pela Assembleia Provincial. Ao retornar dos estudos, quatro anos depois, o presidente da província que era chegada a hora do artista pagar o investimento feito em sua pessoa pelo poder público. Seu trabalho seria exatamente esculpir as portas do templo católico.
Enquanto estava realizando a obra acontece a história que se passa no livro. “Mas não faz sentido contar porque aí perde a graça. O leitor tem que descobrir.” O livro centraliza período de 1874 a 1886, em que a Igreja foi construída. “Há um recuo para que conheçamos a história de Sebastião Mendes, sua infância e seu talento, mas basicamente nossa história se passa nos 12 anos em que a igreja foi construída.”

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O autor observa ainda que o turco Benjamin Amir termina assumindo papel de maior importância que o personagem central, no caso Sebastião Mendes. Eneas Barros afirma que em 1877 Teresina passou por período de grandes dificuldades por causa do imenso contingente humano que procurou abrigo na capital piauiense.

Ocorreu na época uma grande seca e a cidade se transformou num hospital a céu aberto com centenas de milhares de pessoas afetadas pela fome e por doenças como varíola. Um acontecimento importante foi a chegada de Frei Serafim. Ele se deslocou de Caxias a pé seguido por pelo menos 400 pessoas até Timon.

O religioso chegou à cidade maranhense, que então se chamava Flores. O presidente da província do Piauí mandou buscá-lo e desse modo ele iniciou sua grande obra religiosa no lugar. O livro “O Turco e o Cinzelador” custa R$ 20,00 e pode ser encontrado em livrarias de Teresina.

REPÓRTER – TONI RODRIGUES