Reforma trabalhista -

Trabalho intermitente avança e pode ganhar impulso com fim da escala 6x1

O trabalho intermitente, criado pela Reforma Trabalhista de 2017, pode ganhar novo impulso com a PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas e substitui a escala 6x1 pela 5x2, após a modalidade registrar a criação de 21.760 vagas no primeiro trimestre de 2026 (alta de 5,5%), com 108,2 mil trabalhadores nesse regime em 12 meses, concentrada principalmente no setor de serviços (74,9%). Conforme informações do portal Terra.

O trabalho intermitente é um contrato formal com carteira assinada, mas o trabalhador só é convocado quando há demanda, recebendo por horas trabalhadas, com férias, 13º, FGTS e INSS proporcionais. O setor de serviços, especialmente bares, restaurantes, hotelaria e eventos, que funcionam sete dias por semana, pode recorrer mais à modalidade para cobrir folgas, segundo economistas. A Abrasel estima que o setor precisará contratar 20% mais funcionários para cobrir as folgas, com o intermitente como opção mais viável e barata.

Foto: Reprodução

Especialistas divergem sobre se o intermitente substituirá a CLT, mas concordam que pequenas e médias empresas podem recorrer mais rapidamente ao modelo. A PEC 221/2019, aprovada na Câmara, aguarda análise no Senado.

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