
Prefeitura de Teresina prevê investir R$ 30 milhões em assistência social e abrir nova Casa do Caminho
A Prefeitura de Teresina prevê investir quase R$ 30 milhões em 2026 nos serviços de acolhimento, convivência e atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. A informação foi divulgada pelo secretário do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), Douglas Cipriano, durante entrevista nesta quinta-feira (22/10).
Entre as medidas anunciadas está a previsão de abertura de uma segunda unidade da Casa do Caminho, com investimento estimado em quase R$ 2 milhões. O espaço será destinado ao acolhimento temporário de pessoas em situação de vulnerabilidade e deverá contar com uma equipe multiprofissional para ampliar a capacidade de atendimento na capital.

Nova unidade deve ampliar acolhimento
Segundo Douglas Cipriano, a Casa do Caminho em funcionamento, localizada nas proximidades do Verdão, oferece acolhimento por até três meses para pessoas que estão de passagem por Teresina. No entanto, a unidade enfrenta superlotação, o que motivou a determinação para implantação de um segundo espaço.
O investimento previsto deverá contemplar a estruturação do local e a contratação de profissionais, como psicólogos, psiquiatras, agentes de proteção social e orientadores sociais. A iniciativa busca ampliar a assistência oferecida a pessoas que precisam de acolhimento temporário.
Rede municipal atende cerca de 10 mil pessoas
A rede de assistência social de Teresina conta atualmente com 19 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), quatro Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e 17 centros de convivência. Segundo o secretário, os serviços atendem aproximadamente 10 mil pessoas.
A estrutura também inclui unidades destinadas ao acolhimento de idosos, crianças e adolescentes. Douglas destacou que a manutenção desses espaços exige recursos contínuos para alimentação, cuidados médicos, fisioterapia e acompanhamento especializado.
Como exemplo, o gestor citou uma instituição que atende 50 idosos e demanda aproximadamente R$ 4 milhões para custear os serviços. Segundo ele, o valor considera despesas com cuidadores, alimentação e assistência à saúde.
Levantamento identificou 747 pessoas em situação de rua
Um levantamento realizado pela Prefeitura de Teresina em 2025, em parceria com a Secretaria Municipal de Ciência, Inovação e Tecnologia, identificou 747 pessoas em situação de rua na capital. De acordo com Douglas Cipriano, cerca de 300 já estavam acolhidas e recebendo tratamento em casas terapêuticas, enquanto aproximadamente 450 a 500 permaneciam nas ruas.
Os dados passaram a orientar as estratégias de assistência social do município, incluindo ações desenvolvidas em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS). O secretário ressaltou que o atendimento deve considerar as necessidades individuais e respeitar a autonomia das pessoas, sem promover a retirada forçada das ruas.
Prefeitura mantém ações no Centro de Teresina
Douglas Cipriano apontou a região central de Teresina, especialmente as imediações da sede da Prefeitura e da Praça da Bandeira, como uma das áreas com maior concentração de pessoas em situação de rua.
Entre os serviços oferecidos estão alimentação, higiene pessoal e distribuição de roupas e calçados. A estrutura inclui ainda um banheiro móvel adaptado a partir de uma antiga ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A população atendida também pode tomar café da manhã no Centro Pop, almoçar no restaurante popular localizado no Mercado de São José e receber jantar distribuído por equipes que percorrem diferentes regiões da capital.
De acordo com o secretário, a próxima etapa será intensificar o acompanhamento social e oferecer condições para que as pessoas que desejem deixar as ruas tenham acesso a acolhimento, recuperação e tratamento, quando necessário. A proposta é ampliar o suporte para a reinserção social e a recuperação da autonomia.











