
PF diz que servidora tinha aval de Hugo Motta para atuar em emendas de Eduardo Cunha
A indicação de emendas parlamentares pelo ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) chamou a atenção por ele não ocupar mandato parlamentar. Segundo a Polícia Federal (PF), a servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, tinha o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta, para atuar na indicação dessas emendas. Com informações do BNews.
A informação consta na representação enviada pela corporação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Motta ainda não se manifestou sobre o assunto. No último sábado (11), o presidente da Casa Legislativa disse que a decisão de Dino que bloqueou bens do chefe do PL, Valdemar Costa Neto, na mesma investigação, era uma tentativa de “criminalizar a política”.
O ministro Flávio Dino cita o documento da corporação. O relatório aponta a existência de indícios de que Fialek, conhecida como Tuca, atuava sob as ordens do presidente da Câmara. O magistrado determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do líder partidário.
Segundo a PF, conversas encontradas no celular da servidora apreendido em dezembro de 2025, durante a Operação Transparência, mostram a existência de um “arranjo decisório paralelo” na Câmara. Servidores teriam organizado e enviado indicações atribuídas a Valdemar, enquanto deputados federais eram registrados como solicitantes dos recursos.
Fonte: BNews








