
Organização denuncia militarização de crianças ucranianas pela Rússia
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) acusou a Rússia de promover a doutrinação e a militarização de crianças ucranianas que vivem em territórios ocupados ou que foram levadas para o território russo desde o início da guerra. As conclusões constam em um relatório divulgado nesta quinta-feira (09/07), que aponta a existência de uma política estatal voltada para o treinamento militar e o apagamento da identidade cultural dessas crianças.

Segundo a investigação, crianças a partir dos seis anos seriam expostas à propaganda de guerra nas escolas, enquanto adolescentes entre 13 e 18 anos receberiam treinamento envolvendo combate, manuseio de armas, operação de drones e medicina tática. O documento também afirma que jovens de 16 anos passam a receber notificações relacionadas ao alistamento militar. A OSCE estima que cerca de 1,6 milhão de crianças em áreas ocupadas estejam expostas a esse processo.
O relatório também cita denúncias de deportação forçada de mais de 20 mil crianças ucranianas desde 2022 e afirma que famílias enfrentam pressão para adotar documentos russos e matricular os filhos em escolas sob o currículo imposto por Moscou. Até a publicação do relatório, o governo da Rússia não havia se pronunciado sobre as acusações. As informações são do Metrópoles.








