
Moradores retirados de casa falam da tensão com risco de barragem romper
Várias famílias que foram retiradas de suas casas pelo risco do rompimento da Barragem do Bezerro, em José de Freitas, foram abrigadas em escolas ou na casa de parentes. O alerta começou a ser feito neste domingo (08/04) e a população da cidade vive momentos de tensão.
Muitas pessoas resistem e continuam nas casas, mas um trabalho da Secretaria Municipal de Assistência Social, Defesa Civil e Exército, tenta convencer estas pessoas a não se arriscaram, pois as chances da barragem romper é grande.
O 180 está na cidade e conversou com alguns moradores que deixaram suas casas e estão abrigados em uma escola.
Enedina de Vasconcelos foi levadas com os filhos, entre eles uma menina especial, para o Caic e conta que precisa de ajuda.
"Fiquei com medo, passou uma moça avisando, pensava que não era muito arriscado, já vim sair a noite. Eu não tinha para onde ir, vim pra cá. Não dá nem retornar para minha casa porque ela está caindo, tenho uma filha especial e minha casa é de palha, está caindo, sem nem como vai ser", afirmou.
Francisco Araujo Barros foi alojado na escola só com a roupa do corpo, ele foi impedido de ir para casa pela Defesa Civil por conta do risco de alagamento da casa. O homem havia ido ao médico após ser mordido por um cachorro.
"Quando cheguei aqui, demorou pouco e minha pressão subiu. Graças a Deus tinha uma filha de Deus aqui e ligou pro Samu e passei a noite lá em observação. Ainda não consegui ir para casa e não sei quando vou, a água lá está forte e é água muita,. Minha irmã não está sabendo, meu filho não está sabendo, não consigo falar com ele. Aqui é atendimento 10. Sai de casa com essa roupa, penando voltar pra casa e não voltei, já trouxeram roupa, toalha, porque minhas roupas não posso pegar", explicou.
Todos os abrigados falam da tensão com o rompimento da barragem, alguns podem perder as casas que nasceram, além de tudo que foi construído ao longo de décadas.
Ana Márcia, diretora técnica de assistência social da Prefeitura de José de Freitas, falou sobre o atendimento feito ás famílias. "O atendimento foi feito primeiramente pela Defesa Civil. Visitamos a área, informamos a todas as famílias e hoje já atendemos cerca de 250 famílias. Algumas ficaram abrigadas no ginásio e outras foram para casa de parentes", disse.
"A Prefeitura está dando todo apoio, mobilizamos todas as nossas equipes da Assistência Social, Saúde, Educação, o pessoal da Defesa Civil já está trazendo cestas básicas, kits de higiene, kits de alimentação, um aparato preparado para atender mias famílias. As famílias não querem sair, mas como há risco de vida, estamos trazendo, mas a resistência é grande. O Exército está fazendo a mudança total de quem está em casa", concluiu.
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