
Frente de evangélicos declara apoio a Lula e classifica possível vitória de Flávio como retrocesso
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEDD) declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representaria um retrocesso social para o Brasil. A posição foi divulgada antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e inclui críticas ao uso da religião na disputa política. Para o pastor Ariovaldo Ramos, um dos coordenadores do grupo, Flávio utiliza a fé em benefício de sua candidatura. As Informações são do Metrópoles.

Criada em 2016, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a frente defende pautas como democracia, direitos humanos, justiça social, proteção às minorias e separação entre religião e política. O movimento também pretende conscientizar eleitores evangélicos que não votaram no primeiro turno, quando Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula alcançou 45,16%, uma diferença de 2.224.965 votos, segundo os números apresentados na reportagem.
A disputa também envolve eleitores evangélicos que apoiaram outros candidatos no primeiro turno. O PT busca atrair parte dos eleitores de Augusto Cury (Avante), que recebeu 2,89% dos votos válidos e declarou apoio a Flávio em 8 de outubro. Apesar da vantagem do candidato do PL nesse segmento, levantamentos citados pelo Metrópoles indicaram avanço de Lula entre evangélicos: na pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, o petista passou de 23% para 27% das intenções de voto. Já o levantamento BTG/Nexus apontou 31% para Lula e 50% para Flávio entre esses eleitores.











