
Enfermeira morre após sintomas cardíacos serem diagnosticados como refluxo; entenda
A enfermeira britânica Paula Ivers, de 47 anos de idade, faleceu em sua residência após ter uma condição cardíaca grave diagnosticada erroneamente como doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). O caso ocorreu em março de 2024, quando a profissional procurou o pronto-socorro do Hospital Geral de Tameside, no Reino Unido, apresentando fortes dores no peito que se irradiavam para as costas e ombros, além de ter histórico familiar de parada cardíaca precoce.

Apesar de os quadros clínicos indicarem sintomas compatíveis com dissecção da aorta caracterizada pela ruptura na parede do vaso sanguíneo, a equipe médica não realizou os exames periciais cabíveis, como a angiotomografia computadorizada. Paula recebeu alta hospitalar portando apenas prescrição de medicamentos para indigestão e veio a óbito três dias após o atendimento inicial. A profissional atuou no Serviço Nacional de Saúde (NHS) por quase 25 anos.
Após a instauração de uma ação civil por negligência médica promovida pela família da vítima, a fundação responsável pelo hospital (Tameside and Glossop Integrated Care NHS Foundation Trust) admitiu judicialmente a responsabilidade e o descumprimento do dever de assistência. A instituição reconheceu que a não realização de exames para descartar a dissecção e a alta sem diagnóstico preciso configuraram negligência profissional, admitindo que Paula teria sobrevivido caso fosse submetida a uma cirurgia de emergência. As informações são O Globo.











