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Delegado da PF ponderou sobre sigilo da fonte em caso de jornalista do MA

O delegado da Polícia Federal (PF) Antonio Carlos Knoll de Carvalho afirmou, em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o jornalista maranhense Luís Pablo não poderia ser acusado de crime por estar protegido pela liberdade de imprensa. O documento, ao qual a coluna Igor Gadelha do Metrópoles teve acesso, foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso que investiga o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino e familiares.

No relatório, o delegado destacou que a eventual conduta criminosa poderia ser atribuída à fonte do jornalista, Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão, e não ao repórter. “Não se trata de acusar o jornalista do cometimento de tal crime, já que o mesmo, em tese, está acobertado pelo direito à liberdade de imprensa”, escreveu o delegado. A investigação teve início após Moraes autorizar busca e apreensão contra o jornalista e a quebra do sigilo da fonte.

Foto: ReproduçãoJornalista protegido

Apesar da ressalva, o próprio delegado admitiu ter dúvidas sobre a análise do conteúdo do notebook de Luís Pablo, que poderia atingir o direito ao sigilo da fonte, garantido pela Constituição. Ele chegou a questionar seus superiores sobre o tema, mas a prova foi validada por Moraes. O relatório expõe a tensão entre a obtenção de provas e a garantia constitucional, que, segundo a coluna, foi ignorada pelo ministro em suas decisões.

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