
Advogada é acusada de pedir R$ 4 mil para subornar perito; PCMG nega participação de servidor
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou que não identificou participação de peritos ou de qualquer outro servidor da corporação no caso da advogada Daniela Gomes, acusada de pedir R$ 4 mil à família de um cliente preso por tráfico de drogas, alegando que o valor seria usado para "subornar um perito" e apagar provas de um celular apreendido. O caso ocorreu em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira.
Em nota, a PCMG informou que as diligências realizadas demonstraram que não houve contato, negociação ou oferecimento de vantagem a qualquer perito ou policial civil, e que a referência ao suposto agente público era utilizada como meio para convencer os familiares a entregar o dinheiro. Durante a investigação, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão, apreendeu o celular da advogada e analisou conversas da mãe do homem preso. O material foi enviado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apresentou denúncia à Justiça, aceita, tornando a advogada ré.

A defesa de Daniela afirmou que está acompanhando o caso e que qualquer manifestação pública seria precipitada antes da apresentação formal da defesa. A advogada, com 20 anos de carreira, está inscrita na OAB-MG desde 2007. A Justiça determinou medidas cautelares relacionadas ao exercício da profissão e restringiu o acesso da investigada a determinados locais ligados à investigação e ao processo criminal.










