A farra continua -

Secretário Nerinho já entregou R$ 1 milhão para fundação desconhecida

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí, José Icemar Lavôr Neri, o Nerinho, pagou, no dia 16/07, R$ 1 milhão dos cofres da SEDET para a Fundação Cidadania Brasil (Funcibra). Esse é o maior pagamento da SEDET até o momento. Apenas a Funcibra já recebeu quase 30% de tudo que a SEDET pagou este ano, que foi R$ 3,53 milhões. O convênio da Funcibra é de R$ 2,05 milhões. A fundação ainda falta receber R$ 1 milhão.

Até pouco tempo, a Funcibra estava cadastrada na Receita Federal com endereço no município de Lagoa Alegre e não tem experiência na missão que foi confiada por Nerinho, desenvolver o turismo regional no litoral piauiense. Em Lagoa Alegre, ela tinha o nome de Fundação Mãe Neusa Costa, mas teve suas atividades alteradas e foi rebatizada para receber recursos públicos. Por enquanto, a estratégia deu certo.

Conforme foi informado pelo 180 na matéria Fundação desconhecida recebeu R$ 2 milhões da Secretaria de Nerinho, a Funcibra chegou a anunciar uma licitação, mas esta foi cancelada por causa de mudança de endereço. Foi informado na matéria que o endereço da Funcibra na avenida João XXIII, em Teresina, nem existe, mas a fundação contestou a informação. A assessoria da Funcibra declarou que a entidade passou por uma seleção dentro da SEDET. Porém, nenhuma seleção, ou chamada pública foi publicada pelo secretário Nerinho.

Se não houve uma seleção para pagamentos tão altos, só reforça a missão dos órgãos de controle sobre os procedimentos adotados pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (Nerinho), Trabalho e Emprego (Gessilvaldo) e Turismo (Flávio Nogueira). Todos esses secretários andaram firmando convênios com entidades sem experiências nas áreas em que estão se propondo a aplicar mais de R$ 11 milhões do dinheiro da sociedade piauiense.

Em Sergipe, a polícia investigou tudo
Na série “Farra das Associações”, o 180 publicou o que aconteceu no Estado de Sergipe, onde a Polícia e o Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal atuaram com eficiência e realizaram operações para impedir o uso de recursos públicos em várias fundações e associações naquele Estado. LEIA A MATÉRIA

A imprensa de Sergipe divulgou e as autoridades fizeram sua parte na fiscalização dos recursos públicos. O resultado da Operação Farra das Subvenções foram 18 pedidos de prisão, busca e apreensão e processos de cassação contra 13 deputados estaduais. Depois ficou constatado o envolvimento de 23 parlamentares eleitos e não reeleitos. Em Sergipe, as investigações foram conduzidas pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária. Foram realizadas 50 diligências e mais de 80 depoimentos.

Aqui no Piauí, o 180 tem cobrado cópias dos gastos e dos convênios assinados, fundamentado na Lei de Acesso à Informação e no artigo 5ª, inciso XXXIII, da Constituição Federal. Porém, a simples divulgação dos valores pagos tem provocado reações das partes envolvidas nessas liberações de recursos.

Fonte: None

Comentários

Canal Zap