Instituto Novo Sertao · 17/09/2017 às 05h24 | Última atualização em 17/09/2017 às 15h05

Instituto Novo Sertão em parceria com o CADI Brasil


Compartilhar Tweet 1




Equipe do Instituto Novo Sertão reunida no final da reunião com os parceiros do CADI Brasil! Esses são nossos valentes educadores que atendem mais de 400 pessoas semanalmente nos diversos projetos sociais realizados nas cidades de Capitão Gervasio e Betânia do Piaui no sertão Piauiense

 

 

Congresso Jovens de Impacto · 16/09/2017 às 11h00 | Última atualização em 16/09/2017 às 20h37

Congresso Jovens de Impacto chega a sua 5ª edição


Compartilhar Tweet 1



Nos dias 15 e 16 de setembro é realizado na Igreja Batista Filadélfia Internacional (Teresina/PI) mais uma edição do Jovens de Impacto, o maior congresso de jovens cristãos do Piauí. O evento que reúne milhares de pessoas há cinco anos, tem como palestrantes grandes líderes do Brasil como Pr. Lucinho Barreto (Loucos por Jesus), Pr. Nelson Júnior (Eu Escolhi Esperar) além dos anfitriões Pr. Marcos Sérgio e Pr. Denisar Júnior.

O Jovens de impacto é fruto do congresso anual de jovens realizado pela IBFI, porém a revelação de Deus foi que o evento tomasse uma grande proporção. “Há exatamente cinco anos, Deus nos deu uma palavra que deveríamos fazer algo maior, que pudesse impactar não só os jovens da nossa igreja, mas todo o estado do Piauí e regiões vizinhas”, afirma um dos organizadores do evento, Pr. Denisar Júnior.

O objetivo do congresso é deixar uma marca interior na vida dos seus participantes tornando-os agentes que impactam através do evangelho. “Cremos que nas últimas edições, uma multidão foi ministrada através da marca de Deus transformando famílias e gerando jovens mais ainda apaixonados por Jesus,” disse Pr. Denisar. Para este ano, as vagas são limitadas a 1500 participantes.

Pastor Lucinho, conhecido por suas loucuras para Jesus é considerado hoje como um dos maiores influenciadores do meio cristão. Tem dedicado sua vida para evangelizar, preparar e equipar jovens e igrejas para falarem do amor de Jesus e viver este amor com intensidade. Com carisma, bom humor, sensibilidade aos problemas da juventude, pensamento rápido e talento para falar, pr. Lucinho realiza uma obra singular na igreja evangélica do Brasil. Ele é palestrante em eventos que reúnem milhares de jovens no Brasil, Estados Unidos, Europa, Índia, Israel, Haiti entre outros.

Pastor Nelson Júnior é líder do Ministério “Eu Escolhi Esperar”, sendo referência no Brasil e mundo na área de saúde emocional e preservação sexual. Formado em teologia, trabalha há 20 anos com adolescentes e jovens, ministrando em cultos, congressos, acampamentos e encontros.

Os Pastores Nelson e Lucinho são dois grandes líderes que tem influenciado jovens deste tempo a pensarem diferente sobre vida com Deus. “Quando souberam do nosso congresso, eles nos atenderam de maneira muito receptiva e confirmaram presença nesta edição Jovens de Impacto 2017. Cremos que será um mover do agir do Espírito Santo”, disse o organizador do evento.

Jovens de Impacto 2017 está chegando! A expectativa é de uma marca diferenciada nos jovens. O evento contará ainda com apresentações musicais e espetáculos de teatro e dança. “Não adianta ser cristão ou parecer cristão, a diferença está no nível de impacto que se causa”, finaliza Pr. Denizar.

Mais informações :

86 98835-6582 (Pr. Denisar Júnior)

 

 

180 graus gospel com novidades · 16/09/2017 às 10h21 | Última atualização em 16/09/2017 às 13h43

Começa hoje um novo tempo em divulgações do Reino de Deus no Novo 180 graus Gospel


Compartilhar Tweet 1



Já são mais de 15 anos e o 180 graus gospel continua informando sobre o que acontece no Reino de Deus em todo o Piauí e nas nações.

Você que realiza ações no reino pode enviar email para nascerdenovoteresina@gmail.com e assim divulgar seus eventos, suas ações e seus projetos para que todos os milhões de acessos que temos possam visualizar.

Você que visita nosso portal gospel irá receber todas as notícias em Tempo Real.

Que o Senhor Jesus seja exaltado em cada divulgação do Reino de Deus.

 

Emancipação · 05/09/2017 às 23h40

Emancipação da Igreja Bereana em União - Pi


Compartilhar Tweet 1



21366746_469181680125874_1593419358986655004_o.jpg

Sociedade em alerta · 11/07/2017 às 10h59 | Última atualização em 16/09/2017 às 20h40

Congresso ajuda pais a protegerem os filhos contra assédio sexual


Compartilhar Tweet 1



Por Daniel Silva

O Congresso das Testemunhas de Jeová realizado em Timon-MA no último final de semana debateu sobre a importância dos pais no processo de proteção dos filhos contra o abuso sexual.

Na palestra 'Proteja seus filhos quanto ao que é mau', o educador Francisco Abreu disse que os pais devem fazer tudo o que for possível para proteger seus filhos.
Ele citou situações que podem configurar o início de um abuso.

"Alguém começa a dar muita atenção a seu filho, alguém começa a ter muito contato físico como em brincadeiras de cócegas, situações em que os parentes ficam sós com seu filho, o filho que fica só com alguém sem supervisão, o acesso livre à internet. Todas estas situações precisam ser monitoradas", explica o educador, frisando que a maioria dos casos em que ocorre o abuso, a criança confiava no agressor.

As famílias presentes destacaram a importância do tema. "Um congresso como este ajuda qualquer família a lidar com a temática. Nos ajuda a educar nossos filhos. A abordagem simples de um tema pesado, como o sexual, é de grande valia para todos nós", comentou a família Galeno.

A série de congressos continuará nos dias 14, 15 e 16 de julho, também no Centro de Convenções de Timon.

"A entrada é franca. É um congresso com opções de programação para todas as idades. Venha, sem dúvida você vai gostar e aprender muito", afirmou Paulo Rodrigues, coordenador de mídia do evento.

Paulo Rodrigues informa ainda que muitas publicações para ajudar os pais a protegerem seus filhos estão disponíveis no site jw.org "Entre as publicações ganhou destaque o vídeo 'Proteja seus filhos' da série 'Pedrinho e Sofia' e o capítulo 32 do livro 'Aprenda do Grande Instrutor'", disse Paulo Rodrigues.

 


Compartilhar Tweet 1




Compartilhar Tweet 1



Impacto no Sertao · 03/06/2017 às 23h02

Mais um Imacto Sertao Livre no Piaui em Curral Novo


Compartilhar Tweet 1



Sertao do Piaui · 03/06/2017 às 22h56

Noticias do Sertao do Estado do Piaui


Compartilhar Tweet 1



Campo do Silvino

Acampamento 2017 · 16/03/2017 às 23h06

Acampabenção 2017


Compartilhar Tweet 1



Transformação Teresina · 06/02/2017 às 12h18 | Última atualização em 06/02/2017 às 12h32

Curso - TransformAção: Ação que Transforma


Compartilhar Tweet 1



Nos dias 10, 11 e 12 de março/2017, no Luxor Hotel, em Teresina-Pi. Haverá uma importante formação voltado para o público em geral, desde empresários, estudantes até líderes de igrejas e pessoas interessadas em aprender mais sobre desenvolvimento de pessoas, sobre como encontrar seu potencial, definir metas para si, equilibrar relacionamentos e outros temas.

A formação será ministrada por Horlane Drumond, fundadora do Fruitful Minds Institute, Palestrante internacional, Mentora, Master Coach e Líder na área de desenvolvimento pessoal há mais de 10 anos.

Os participantes terão almoço incluso, material, coffe-break e uma sessão bônus ao final do curso na área de coaching individual, casal ou finanças/negócios.

UM POUCO MAIS SOBRE A FORMAÇÃO:

Você já parou para pensar quem você é? Não, eu não estou me referindo ao que você faz ou à sua profissão, e sim à sua identidade! Quando descobrimos quem somos, qual o nosso propósito e a nossa missão, cada dia da nossa vida passa a fazer sentido: sabemos para onde estamos indo e para que. Muitas pessoas vivem "no automático", em longos ciclos que parecem terminar no ponto em que começaram. A transformação que queremos experimentar começa com apenas um passo, com uma decisão!

Conheça-se, cresça e multiplique. Seja frutífero!

O CURSO ABORDARÁ:

  • Sua identidade: Mergulhe no autoconhecimento, descubra seus valores, identifique suas crenças limitantes e reconstrua sua autoimagem.
  • Seu propósito: Você vive uma vida com propósito? Alcance o máximo do seu potencial descobrindo todo o potencial que há em você.
  • Gerencie seus pensamentos: Controle seus pensamentos. Entenda como “pensar sobre o que está pensando” pode te levar a resultados muito melhores.
  • Seus valores e o impacto em suas decisões: Você sabia que os seus valores pessoais definem suas emoções e impactam diretamente a qualidade das suas decisões? Descubra seus principais valores.
  • Gratidão: Você é grato pelo que já conquistou até aqui? A gratidão é o antídoto contra a depressão.
  • Limites: Você tem dificuldade de dizer “Não” e impor limites? Você aprenderá como os limites são necessários para relacionamentos interpessoais saudáveis.
  • Quadro de metas e planejamento: Você tem metas e um plano pra chegar lá? Nossas ferramentas vão ajudá-lo a sair com metas e planos traçados para as principais áreas de sua vida.
  • Ferramentas de coaching, autoconhecimento e PNL.

Visite o Site, saiba mais: http://fruitfulmindsinstitute.com/

INFORMAÇÕES: (86) 9 9834.3623 (Tim/Whats App) ou FAÇA SEU CADASTRO clicando no link: https://goo.gl/forms/QDzJs0615JFK2jYX2

Descanso em Deus! · 04/01/2017 às 18h20 | Última atualização em 04/01/2017 às 18h24

Oração confiante!


Compartilhar Tweet 1



Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus, e partiu. (Jo 4.50.) Orando, crede. (Mc 11.24.) Quando um assunto requer oração específica, devemos orar, até estarmos seguros de que o assunto está nas mãos de Deus; até podermos, com sinceridade, dar-lhe graças pela resposta. Se a resposta aparentemente demorar, não devemos ficar orando como quem não crê que ela vem. Tal oração, em vez de servir de ajuda, será um obstáculo, pois, quando acabarmos de orar, veremos que a nossa fé se enfraqueceu ou até mesmo se foi. O impulso que nos leva a fazer essa oração veio evidentemente de nós mesmos ou do inimigo. Se o Senhor está nos fazendo esperar, pode não ser errado mencionarmos o assunto a Ele outra vez, mas façamo-lo como alguém que está crendo. Não oremos de tal modo a perder a fé, em vez de crescer na fé. Digamos ao Senhor que estamos esperando e crendo que Ele nos ouviu, e desde já, louvemo-lo pela resposta. A própria fé é robustecida quando podemos dar graças pela resposta que já cremos que vamos receber.

A oração que nos faz sair da fé nega tanto a promessa de Deus na Sua Palavra, como aquele "Sim" que Ele segredou ao nosso coração. Essas orações expressam a inquietação do coração, e inquietação resulta de incredulidade quanto à resposta. "Pois nós os que cremos entramos no repouso" (Hb 4.3). É quando ficamos mais voltados para as dificuldades do que para as promessas de Deus, que muitas vezes nascem essas orações ansiosas. Vigiemos e oremos para não cairmos na tentação de orar assim. Abraão, "embora levasse em conta o seu próprio corpo já amortecido, não duvidou da promessa de Deus" (Rm 4.19,20). Fé não é um sentido, nem vista, nem razão — é tomar a Deus na sua Palavra. — disse Evans Roberts.  O começo da ansiedade é o fim da fé, e o começo da fé é o fim da ansiedade, escreveu Jorge Müller. "Visto que por tal caminho nunca passastes antes" (Js 3.4). No meio de circunstâncias confortáveis a sua fé não vai crescer. Num momento a sós com Deus, Ele nos dá uma promessa e, com palavras grandiosas e cheias de graça, confirma uma aliança conosco. Põe-se, então, à distância para ver quanto nós cremos, e a seguir, permite que o tentador venha — ah, e a prova parece contradizer tudo o que Ele falou. É nessa hora que a fé ganha a coroa. É o momento de olharmos para cima através da tempestade e, do meio dos navegantes atemorizados, exclamar: "Eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito". Eu sei em quem tenho crido. Ele criou céus e terra, Me fez, e por mim se deu. Por isso, rujam as águas, No que me falou, espero. Fiel é o que prometeu.

Trecho do livro - "Mananciais do Deserto", de Lettie Cowman.

Editora Betânia

Sodoma em nossa alma? · 03/01/2017 às 10h00

Sodoma vive em nossas almas?


Compartilhar Tweet 1



Se tivéssemos apenas a história da vida de Ló conforme relatada no livro de Gênesis, nunca teríamos imaginado que Ló era um verdadeiro crente. Mas, 2 Pedro 2 nos conta três vezes que esse homem conflituoso e indulgente era “justo” – e mais: que ele estava “enfadado” e atormentado com a vida em Sodoma. A descrição cuidadosamente trabalhada de Ló que Pedro oferece é esta: “…o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas)” (v. 7-8). Ironicamente, embora Ló ficasse revoltado com Sodoma, Sodoma estava em sua alma. É possível, então, que um crente seja atormentado pelo mundo enquanto voluntariamente prende-se ao mundo.

Não há qualquer evidência de que o justo Ló tenha sido alguma influência benéfica para os habitantes de Sodoma. Embora tivesse vivido em Sodoma por anos e fosse proeminente lá e, portanto, tivesse muitas oportunidades de influenciar seus amigos, Ló foi uma decepção completa. Quando o juízo sobreveio a Sodoma, nenhum justo foi achado fora de sua família. Nenhum conhecido, nenhum vizinho, nenhum dos seus servos chegou a conhecer o Senhor. Seu apelo junto aos sodomitas em frente à sua porta foi desprezado por eles. Ló carecia de seriedade; suas palavras não tinham peso.

E o mais trágico: a vida de Ló não fez nada para conduzir sua família e parentes ao céu. Nenhum de seus amigos ou familiares temiam a Deus. Quando ele insistiu que seus futuros genros fugissem da destruição das cidades, “foi tido como zombador”. As palavras de Ló não tinham substância porque ele era insubstancial. Adicionalmente, o estilo de vida de Ló não fez nada para afrouxar o laço da cultura sobre sua esposa. Ela deixou seu coração em Sodoma e, assim, não pôde resistir a olhar para trás — o que levou à sua destruição. A própria mulher que teve suas filhas, que era a pessoa mais íntima, que conhecia os contornos de sua alma, não viu nada nele ou em sua fé para a conduzir da terra ao céu.

Também é evidente que as escolhas de Ló tinham promovido a absorção do espírito de Sodoma pelas almas de suas filhas. O engano, evidentemente, era um estilo de vida em Sodoma. E Ló era parte disso. Mas, seu engano era espiritual e, portanto, domesticamente letal. Interiormente, ele estava “enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis” e afligido “todos os dias [em] a sua alma justa”, diz Pedro; mas, exteriormente ele disse pouco ou nada porque tinha se tornado um homem proeminente na cidade. Ló tinha dominado a arte de ser cego e surdo para os abusos sociais e sexuais de Sodoma. Ele não os praticava. Ele não os aprovava. Ele os detestava. Mas, ele não falava nada contra isso. Blasfêmias e palavreado obscenos receberam o sorriso diplomático e a complacência cuidadosa de Ló.

Suas filhas observaram seu caráter transigente que tão habilmente escondia o que ele realmente pensava. O sobrevivente Ló era um mestre. Suas filhas não poderiam se esquecer de que, em sua infame traição de sues deveres paternais, ele oferecera as duas para apaziguar os homens inflamados de Sodoma. Assim, quando as sucessivas seduções pai-filha aconteceram, as garotas usaram a arte que ele tinha legado a elas. O vinho, a fraude e a traição dele foram misturados e servidos juntos em um cálice sombrio nas profundezas da caverna. A desonra que ele sofreu através das filhas foi notável, pois, com uma cruel ironia, ele mesmo realizou o vergonhoso ato que havia sugerido aos homens de Sodoma. Ló tinha efetivamente semeado Sodoma nas almas de suas filhas.

A tolice de Ló foi esta: embora o mundanismo de Sodoma atormentasse sua alma justa, ele vivia tão perto do mundo quanto podia, agarrando-se àquela preciosa vida até o seu final amargo. E o resultado foi que, embora Deus tivesse julgado toda Sodoma, exceto Ló e suas filhas, Sodoma renasceu em suas próprias vidas. Vemos, então, que é possível que crentes como nós, que são realmente atormentados pelo curso deste mundo, vivam vidas que são tão profundamente influenciadas pela cultura que Sodoma renasce nas vidas daqueles a quem mais amamos.

Por: Kent Hughes

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org

O impulso do Mal · 02/01/2017 às 10h25 | Última atualização em 02/01/2017 às 10h29

Sabe-se mal quem luta contra si mesmo!


Compartilhar Tweet 1



"Nenhum homem sabe quão mau ele é, até que ele tenha tentado de toda maneira ser bom. Uma ideia tola, mas muito atual é que as pessoas boas não conhecem o significado ou não passam por tentações. Isto é uma mentira óbvia. Só aqueles que tentam resistir a tentação, sabem quão forte ela é. Afinal de contas, você descobre a força do exército inimigo lutando contra ele, não cedendo a ele. Você descobre a força de um vento, tentando caminhar contra ele, não se deitando ao chão. Um homem que cede ante a tentação depois de cinco minutos, simplesmente não sabe o que teria acontecido se tivesse esperado uma hora. Esta é a razão pela qual as pessoas ruins, de certa forma, sabem muito pouco sobre sua maldade. Elas viveram uma vida abrigada por estarem sempre cedendo. Nós nunca descobrimos a força do impulso mal dentro de nós, até que nós tentamos lutar contra ele: e Cristo, porque Ele foi o único homem que nunca se rendeu a tentação, também é o único homem que conhece completamente o que tentação significa–o único realista no total sentido da palavra”.

Por C.S Lewis

Lendo os Salmos! · 01/01/2017 às 12h35 | Última atualização em 01/01/2017 às 13h10

Lendo os Salmos devocionalmente


Compartilhar Tweet 1



Os Salmos formam o maior conjunto de um dos gêneros mais únicos do cânon bíblico, a saber, o gênero de música e poesia. Cristãos evangélicos tendem a negligenciar esse gênero por diversas razões. Em nosso modo de pensar ocidental pós-reforma, pós-iluminismo, a maioria pensa que as partes mais didáticas da Escritura são mais importantes porque são cheias de afirmações lógicas e proposicionais. Alguns pensam que poesia e música são, de alguma forma, menos masculinas. Isso é uma visão completamente não ortodoxa de música, adoração e masculinidade. A maioria dos homens não gostariam de encontrar com o rei Davi em um beco escuro; ainda assim, o melhor poeta e compositor que esse mundo já viu! Biblicamente falando, enxergamos um forte laço entre canto, poesia e masculinidade. Ainda há aqueles que não percebem as qualidades únicas da poesia e música hebraica. Por exemplo: a poesia hebraica tende a “rimar” pensamentos e temas, ao invés de rimar o sons das palavras, embora também faça isso. É por essas e outras razões que muitas vezes sentimos dificuldades, quando se trata de ler qualquer poesia ou canção na Bíblia – sem falar de um livro com 150 delas!

Ao mesmo tempo, e de uma forma única e culturalmente esquizofrênica, somos obcecados com devocionais e literaturas especializadas. Queremos canja de galinha para nossa alma, o manual de estudo para a mulher e o guia devocional do homem para evangelismo no golfe. Um bufê de comida chinesa tem menos opções do que uma livraria cristã tem de material devocional extra-bíblico.

Somos uma cultura obcecada com devocionais com um pé atrás com a poesia canônica. Você está começando a ver o problema? Duas mudanças na igreja cristã contribuíram substancialmente para a forma com que os cristãos negligenciam os Salmos como material devocional.

Primeiro, cristãos agora tem acesso à Bíblia de formas que nunca tiveram antes. Da impressora ao aplicativo no celular, cristão tem aumentado cada vez mais o acesso à Palavra de Deus. Devemos notar que isso é um maravilhoso dom de nosso Deus gracioso. Mas também devemos considerar o quanto isso mudou a forma com que a comunidade cristã aborda a Bíblia. Até a Bíblia se tornar presente em todas as casas e todos os celulares, o acesso predominante à palavra inerrante de Deus para o cristão comum se dava por meio dos componentes litúrgicos, especialmente as partes cantadas, da adoração cristã. E até pouco Séculos atrás, essa era uma dieta composta quase unicamente de Salmos.

Em segundo lugar, os cristãos dos últimos dois milênios de existência da igreja da nova aliança estão cantando cada vez menos os salmos. Eu não sou contra cantarmos músicas fora do saltério, de forma alguma. Creio que devemos incluí-los como parte do repertório. Mas também é inegável que cantar salmos está em declínio na adoração cristã, não no auge.

Então temos uma série de coisas agindo em conjunto. Temos cristãos obcecados com devocionais e avessos a poesia interagindo cada vez menos com os salmos na adoração. Pode ser que esses aspectos da minha avaliação caricata do evangelicalismo tenham ressoado em você, e você gostaria de integrar os salmos na sua vida devocional. Como é que se faz isso?

6 dicas pra ler os Salmos devocionalmente

1) Encontre um plano de leitura dos salmos. Seu primeiro passo é encontra um plano de leitura dos salmos. Uma rápida busca na internet pode ser tudo o que você precisa para encontrar um que te agrade. O bom de ler os salmos sucessivamente em, digamos, um mês, é que eles não são consecutivos, logo, se você não puder fazer uma ou outra leitura, você pode começar de onde parou sem precisar pular algumas partes. Você pode até mesmo ler apenas um salmo por dia e, assim, ler todos os salmos duas vezes por ano.

2) Utilize recursos que mostram Jesus nos salmos. Tão importante quanto encontra rum plano de leitura e segui-lo é encontrar recursos que mostram como os salmos apontam para a pessoa e a obra de Jesus. As razões por que isso é tão importante é porque os autores do Novo Testamento enxergavam os salmos como material crucial para o entendimento de quem Jesus era e o que ele veio fazer. Há, aproximadamente, 147 referências diretas aos salmos no Novo Testamento. Há quase tantas citações de salmos no Novo Testamento quanto há salmos no saltério! Os salmos são fundamentalmente messiânicos.

3) Marque sua cópia dos salmos. Se há um livro da Bíblia que merece uma boa dose de marcação ou sublinhados, é o livro dos Salmos. Por que não conectar a sugestão anterior com essa e marcar todas as 147 referências do Novo Testamento a eles?

4) Ore os salmos. Isso é chave. Os salmos são, fundamentalmente, orações cantadas. Você pode não ser um cantor de salmos (veja o próximo ponto), mas você, definitivamente, deveria ser um orador de salmos. Conforme você lê os salmos, leia-os em voz alta, parafraseando como sendo suas próprias orações. Fazer isso, com o tempo, te ajudará a desenvolver uma vida de oração saudável que utiliza temas e vocabulário da própria Bíblia.

5) Cante os Salmos. Isso é um pouco mais difícil se a sua igreja não faz isso ou você não é muito musical. Mas também é possível encontrar alguns bons recursos na internet para te ajudar a fazê-lo.

6) Leia os Salmos com outros. Por último, ler os salmos com outras pessoas te dá uma perspectiva mais profunda, conforme vocês discutem o que estão aprendendo. Se você encontrou um bom plano de leitura, por que não convidar um amigo para fazê-lo junto com você? Saber que outros estão lendo os mesmos salmos ao mesmo tempo ou nos mesmos dias pode ser uma prática única e edificante.

Por: Joe Holland

Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org

Uso de Pornografia Parte 2 · 23/12/2016 às 10h00

19 fatores que motivam o uso de pornografia - Parte 2


Compartilhar Tweet 1



Parte 2

Fracasso (O Pecado como Meu Sucesso)

Quando o fracasso é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso sucesso. No mundo da fantasia do pecado sexual (pornografia, mídia romântica ou adultério), você sempre ganha. Você fica com a garota. Você é a donzela resgatada. Nenhuma parte da vida real pode competir com a taxa de sucesso rápido do pecado. O pecado vem primeiro e o custo depois. O custo do sucesso verdadeiro vem primeiro. Em casamentos saudáveis, sacrifício é uma parte primária da alegria. Ao entregar-se ao pecado sexual como uma forma de sucesso, ele o levará a desejar o tipo de sucesso que destrói uma família. Mesmo se o relacionamento de adultério se torne estável, ele se tornará “real” o bastante para não mais jogar pelas suas regras preferidas de sucesso.

Leia Mateus 21.28-32. Por que o segundo filho disse “eu vou” e não cumpriu a tarefa (v. 30)? Um motivo potencial é o medo do fracasso. Sem dúvida, ele teria visto o pai insatisfeito com ele e se sentiria mais próximo de alguém que somente quer que ele faça o que tem vontade (i.e., pornografia, mídia romântica ou parceiro de adultério). Usar o pecado sexual como sucesso barato resulta em ferir relacionamentos reais, mentira, ficar na defensiva por ser “julgado” e retroceder a relacionamentos doentios ou fictícios. Em vez de avaliar os outros por como eles nos fazem se sentir, arrependa-se de seu medo do fracasso.

Sucesso (O Pecado como Minha Recompensa)

Quando o sucesso é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa recompensa. O seu pecado sexual se tornou o que você faz quando precisa descansar ou o que você “merece” depois de completar algo difícil? O seu pecado sexual tornou-se a cenoura que você balança na sua frente para manter a motivação? Quando o pecado se torna a nossa recompensa, nos sentimos enganados pelo arrependimento. Deus e todo mundo que fala em Seu nome tornam-se estraga-prazeres.

Leia Hebreus 11.23-28. Moisés estava diante de uma escolha entre que recompensa ele considerava mais satisfatória: o tesouro do Egito ou o privilégio de ser servo de Deus (v. 26). O pecado sexual nos dá uma escolha semelhante: um tesouro fácil ou um serviço humilde. A não ser que Cristo seja seu herói, e Deus o seu Pai admirável, então a escolha parece facilmente ser andar na direção da destruição.

Direito (O Pecado como o que Mereço)

Quando o direito é nosso motivo para o pecado sexual, o pecado se torna o que merecemos. Quando você está diante do seu pecado sexual, você pensa ou diz “Como eu vou conseguir o que preciso… mereço… conquistei?”. Você consegue ver como o pecado sexual tornou-se sua medida para o que é um “bom dia” ou se alguém está contra ou a favor de você? Você está disposto a permitir que apenas Cristo, que morreu pelo pecado de onde você está tentando obter vida, seja a medida do que é “bom” em sua vida?

Leia Jeremias 6.15 e 8.12. O povo de Deus tinha perdido a habilidade de envergonhar-se do pecado. Por quê? Uma explicação possível (que pode explicar nossa incapacidade de envergonhar mesmo se não se aplica a eles) é que eles criam que mereciam seu pecado. Quando isso acontece, acreditamos que sabemos mais que Deus. Nós creditamos que as situações únicas da nossa vida são mais importantes que as verdades eternas da ordem criada de Deus. Nossa confiança para discutir nos furta a humildade necessária para se envergonhar.

Desejo de Agradar (O Pecado como Minha Auto-Afirmação)

Quando o desejo de agradar é nosso motivo para o pecado sexual, então o pecado se torna nossa auto-afirmação. É fácil agradar um ator pornô ou um parceiro de adultério. Eles têm interesse em serem agradados. Toda o relacionamento é baseado em comércio (“o cliente tem sempre a razão”) ou conveniência (“se eu não estou agradando você, você tem outro lugar para ir”) em vez de comprometimento (“eu escolho você incondicional e fielmente nos tempos bons e ruins”). Muito frequentemente, o pecado torna-se um lugar de fuga quando você não está querendo fazer alguém feliz.

Leia Efésios 4.25-32. Note que o tipo de interação relacional descrita nesses versos é incompatível com um desejo exagerado de agradar os outros. Não podemos viver a vida para a qual Deus nos chamou (quer estejamos pecando sexualmente ou não) se nosso principal desejo é agradar os outros. Nossas conversas devem ser graciosas e boas para a edificação (v. 29), mas isso pressupõe que estamos dispostos a falar sobre áreas de fraquezas com aqueles que amamos.

Horário (O Pecado como Tranquilizante)

Quando o horário é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso tranquilizante. Você usa seu pecado sexual para ajudar a dormir, começar o dia, acabar com o tédio, passar o tempo ou como um estimulante? Quais são os horários do dia ou da semana em que normalmente você luta contra o pecado sexual? O seu pecado sexual tem se tornado uma rotina?

Leia 1 Timóteo 4.7-10. Quando você usa o pecado como um tranquilizante, você está se exercitando na impiedade (veja o v.7). Muitas vezes, como essas ocorrências acontecem durante períodos de inatividade, achamos que não são tão ruins. Nós as vemos mais como uma criança que ainda chupa o dedo em vez de uma criança que está desafiando a instrução direta dos pais. Se disciplinar-nos para a piedade significa algo, isso é importante quando nos sentimos indisciplinados.

Lugar (O Pecado como Meu Escape).

Quando o lugar é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna o nosso escape. A natureza fantasiosa de todo pecado sexual o torna uma fuga perfeita de um local desagradável. Nós podemos estar “presentes” e “ausentes” ao mesmo tempo. Nós podemos receber presença (ou pelo menos evitar levar falta) sem precisar estar presentes. Podemos estar mentalmente com nosso amante enquanto enfrentamos um encontro chato, crianças difíceis, um cônjuge desinteressado, um apartamento solitário ou outro contexto desagradável.

Leia o Salmo 32. Perceba que o salmo começa falando sobre um tempo ou lugar desagradável (v. 1-5). Mas, em vez de fugir, Davi correu para Deus (v. 7) e encontrou a alegria que você busca por meio da fuga pelo pecado sexual (v. 10-11). Quando nós fugimos em uma fantasia sexual, estamos usando nossa fantasia como um Deus substituto. Estamos, com efeito, orando para e meditando sobre nosso pecado durante um período de dificuldade em busca de libertação.

Pensamentos Negativos (O Pecado como Meu Silenciador)

Quando pensamentos negativos são nosso motivo para pecar, o pecado torna-se nosso silenciador. Na fantasia sexual (pornografia, mídia romântica ou parceiro de adultério), sempre somos desejados e vemos a nós mesmos pelos olhos de quem nos deseja. Nós nos entregamos a eles não apenas fisicamente, mas na imaginação. Porque nós sabemos que o relacionamento tem curto prazo, estamos dispostos a isso. Se o relacionamento fosse permanente, o poder do efeito silenciador seria diluído com o passar do tempo e negado por nosso crescente número de falhas na presença do (a) parceiro (a).

Leia o Salmo 103. O pecado (ou mesmo um relacionamento humano saudável) nunca fará o que somente Deus pode fazer. O silêncio definitivo para os nossos pensamentos negativos é a morte de Cristo na cruz – afirmando que éramos tão maus quanto pensávamos, mas substituindo nossa deficiência com Sua justiça. O pecado sexual oferece uma justiça fantasiosa. Ele só pode oferecer o tipo de cobertura zombada no clássico livro infantil A Roupa Nova do Imperador.

Público (O Pecado como Meu Parque de Diversões)

Quando o público é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso parque de diversões. Nós caminhos pela vida como uma criança num parque; admirando cada pessoa que vemos como um brinquedo novo ou uma aventura romântica, fazendo insinuações sexuais grosseiras a cada comentário ou tratando todos os presentes como se eles existissem para nos divertir e nos estimular sexualmente. Nosso pensamentos particulares são alimentados por uma interpretação hipersexualizada do que está à nossa volta.

“O ato de olhar pornografia é em si mesmo parte do socorro que ela pretende oferecer. Eu posso procurar mulheres que estão disponíveis para mim. Eu posso escolher entre elas como um ser soberano. Isso oferece um senso de controle”. (Tim Chester, em Closing the Window, p. 50).

Leia Romanos 1.24-25. Você consegue ver na descrição do sexo como um parque o que significa “mudar a verdade de Deus em mentira, e honrar e servir mais a criatura do que o Criador” (v. 25)? Deus nos entregará a esse tipo de coração lascivo (v. 24). É por isso que uma amputação radical do pecado é uma resposta sábia e necessária para impedir que o pecado sexual se torne nosso parque de diversões (Mt 5.27-30).

Fraqueza (O Pecado como Meu Poder)

Quando fraqueza é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso poder. A estimulação (física e química associada com a excitação) do pecado sexual oferece uma fachada de força. Outra pessoa se deleitando em você produz uma aparência de importância. Como acontece com muitos desses motivos, o sexo torna-se um meio para um fim. Sexo não é mais uma expressão de amor, mas uma tentativa de obter algo. Isso é sempre uma receita para sexo disfuncional e insatisfatório.

“Meu pastor pregava que a principal questão do adultério é que você quer alguém para adorar e servir você, para estar à sua disposição. Isso ecoou em mim. Eu podia enxergar esse tema em minhas fantasias”. (Testemunho anônimo em Pornography: Slaying the Dragon, de David Powlison, p. 15).

Leia 2 Coríntio 11.30. Você está disposto (expor pública e verbalmente) sua fraqueza como uma maneira de fazer Cristo mais conhecido e viver em relacionamentos mais autênticos? Essa é a única liberdade que permitirá que você desfrute o que está procurando no pecado sexual. Se isso soa retrógrado, leia o que Paulo diz em sua primeira carta aos Coríntios (1.20-25) e pergunte a si mesmo se sua “sabedoria” é ficar mais perto ou mais longe de onde você quer estar.

“Pornografia sempre é um sintoma de questões mais profundas. Envolve lascívia, mas também envolve raiva, intimidade, controle, medo, fuga e assim por diante. Muitos desses problemas aparecerão em outras áreas da vida”. (Tim Chester, em Closing the Window, p. 109).

Para algumas pessoas, o motivo de seu pecado sexual será muito evidente. Talvez você possa rapidamente entender os motivos que o levam a acreditar que o pecado “vale a pena” ou “funcionará” dessa vez. Para outros, exige reflexão no momento de tentação para discernir o que os atrai.

O valor de entender o motivo de nosso pecado é que nos permite ouvir as promessas vazias que o pecado faz para que possamos voltar para nosso amoroso Pai Celestial que quer e pode cumprir essas promessas. Eu espero que esse post tenha te ajudado a enxergar o vazio do pecado e te preparado a aceitar a plenitude de Deus no evangelho.

Autor: Brad Hambrick

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org

 

Uso da Pornografia · 22/12/2016 às 09h36 | Última atualização em 22/12/2016 às 12h07

19 fatores que motivam o uso de pornografia!


Compartilhar Tweet 1



Ao identificar fatores que motivam seu desejo sexual, também quero que você observe se está tratando seu pecado como um amigo, aliado, refúgio, etc. Esses insights são essenciais para o arrependimento fazer sentido como parte central da mudança. A não ser que vejamos como o nosso pecado procura substituir Deus em nossas vidas, nossa necessidade de nos corrigirmos diante de Deus surge como se Deus estivesse inibindo indevidamente a nossa sexualidade.

“Sua batalha com o vício sexual não começa com o seu comportamento. Ela começa com o que você quer, pelo que você vive” (David Powlison em Sexual Addiction, p. 6).

  1. Tédio (O Pecado como a Minha Alegria)

Quando o tédio é o que aciona o nosso desejo sexual, então o pecado se torna a nossa alegria. Quando há um momento que pode ser ocupado com algo de nossa escolha, nós buscamos o pecado para preencher o vazio, e não Deus ou algum de Seus desejos legítimos. Nós começamos a perder nosso apetite para o prazer piedoso como a criança que come doce para de querer comida saudável. Mesmo quando eles sentem o entorpecimento dos altos e baixos das guloseimas, eles não conseguem conectar isso a sua dieta, e procuram outro “barato do açúcar” como a solução “óbvia”.

“Sexo não é supremo… Ídolos começam como coisas boas a que damos importância demais, e poucas coisas transformam-se em idolatria com mais frequência ou poder que o sexo. Nós permitimos que um bom dom de Deus suplante o Deus que o deu. Sexo é bom, até ótimo, mas não é supremo”. (Tim Challies em Desintoxicação Sexual, p.61.)

Leia Neemias 8.9-12. Deus é um Deus de grande alegria e prazer. Muitas vezes, vemos Deus como algo tão sério que acreditamos que “diversão” deve ser algo contrário a Ele. Quando Deus chamou Israel ao arrependimento por meio de Neemias e Esdras, Ele pediu que eles expressassem seu arrependimento em celebração. Se o fator do tédio o leva a pecar, permita que essa passagem desafie sua visão de Deus.

  1. Solidão (O Pecado como Meu Amigo)

Quando a solidão é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso “amigo”. O pecado sexual é sempre relacional quer o relacionamento seja fictício ou físico. Assim, ele se ajusta bem à solidão. É como se nosso pecado (uma pessoa, uma sala de bate-papo ou um vídeo) nos dissesse: “conte-me seus problemas”. Nós ficamos felizes em pegar uma cadeira e desabafar. Ao fazermos isso, falar com uma pessoa real ou com alguém que não é parte de nosso pecado torna-se muito arriscado. Agora, nós tememos ser julgados ou descobertos por qualquer pessoa além do nosso “amigo”.

“Eu posso criar um mundo perfeito. As coisas sempre acontecem exatamente do meu jeito. As pessoas fazem exatamente o que eu quero. Eu estou sempre no topo. A fantasia é ótima para alimentar o ego” (Testemunho anônimo no livro de David Powlison, Pornography: Slaying the Dragon, p. 19).

Leia Provérbios 27.6. Durante o pecado sexual, nós escrevemos esse provérbio ao contrário. Nós cremos que “Leais são os beijos do inimigo; mas as feridas do amigo são enganosas”. Quando o pecado reverte os papéis de amigo e inimigo, ele nos prende até que restituamos os rótulos certos às pessoas em nossas vidas. Se o fator da solidão o leva ao pecado sexual, então examine em oração quem ou o que você está chamando de “amigo”.

  1. Stress (O Pecado como Meu Consolador)

Quando o stress é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso “consolador”. Nós corremos para ele ou ela. O pecado ou nosso parceiro de adultério torna as coisas melhores (pelo menos enquanto ela ou ele permanece escondido e conosco). Porém o consolo possui uma qualidade viciante. O stress de que somos aliviados é multiplicado pelo stress que ele ou ela cria. Isso nos mantém num ciclo de stress, retornando a uma fonte primária de stress para ter alívio.

“Nós desejamos intimidade em um nível relacional. Nós nos sentimos solitários. Mas, nós também temos medo da intimidade. Nós não temos certeza de que podemos alcançá-la ou se estamos vulneráveis o bastante para manejá-la”. (Tim Chester in Closing the Window, p. 47)

Leia João 14.25-31. Jesus descreve o Espírito Santo como o “Ajudador” ou o “Consolador” (v. 26) e como a fonte de paz que é distinta da paz do mundo que sempre nos leva ao medo (v. 27). Se uma fonte de consolo não permite que você seja mais real com mais pessoas, então não é verdadeiro consolo. É uma droga que te entorpece você antes de te deixar doente. Se o fator do stress o leva ao pecado sexual, então examine se seu “consolo” é real ou uma forma de automedicação relacional.

  1. Frustração (O Pecado como Minha Paz)

Quando a frustração é o que nos leva ao pecado sexual, então o pecado torna-se nossa fonte de paz. O pecado é tratado como um “oásis”. Quando isso acontece, nós rotulamos o pecado de nosso “abrigo” em comparação às partes da vida que nos chateiam. Isso torna o pecado nosso amigo e tudo o que se opõe ou interfere vira nosso inimigo.

Leia Romanos 16.17-20 e 1 Tessalonicenses 5.22-24. Perceba que cada passagem refere-se a conhecer o Deus de paz como alternativa a cair em tentações baseadas em desejos enganosos. Em quem você procura paz quando algo te frustra é aquilo que determina o seu caráter. Assim que você declara que algo ou alguém é a fonte de sua paz, você será leal a isso e o obedecerá.

  1. Fadiga (O Pecado como Minha Fonte de Vida)

Quando a fadiga é o que nos leva ao pecado sexual, então o pecado torna-se nossa fonte de vida. Nós buscamos no pecado nosso impulso para suportar o dia. Pensar em nosso pecado nos faz prosseguir quando pensamos em desistir. A adrenalina da satisfação sexual (física ou romântica) torna-se uma droga que usamos para artificialmente nos estimularmos, a qual começamos a questionar se conseguiríamos viver sem.

Leia 2 Coríntios 4.7-18. Essa passagem usa muitas palavras que podem ser sinônimas ou criam fadiga: aflitos (v. 8), perplexos (v. 8), perseguidos (v. 9), abatidos (v. 9) e desfalecer (v. 16). A fadiga pode fazer você se sentir só e o pecado sexual torna-se sua companhia vivificadora. Paulo diz que é somente Cristo que pode ser a vida em nós que enfrenta a fatigante morte ao nosso redor (v. 10-12). Duvidar dessa verdade revela que estamos acreditando em (ou pelo menos ouvindo atentamente) mentiras.

  1. Dor (O Pecado como Meu Refúgio)

Quando a dor é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso refúgio. Em nossos momentos de fuga pecaminosa, nos sentimos protegidos da vida e uma crescente lealdade ao nosso pecado se desenvolve. Na verdade, nosso pecado nos fornece tanta proteção quanto uma criança puxando a coberta sobre a própria cabeça, mas, em nossos momentos de dor, apreciamos mesmo o pseudo-refúgio do pecado comparado à aparente ausência de qualquer outro abrigo.

Leia o Salmo 31. Esse salmo alterna entre um pedido de socorro e uma canção de confiança. Assim, o salmo revela o realismo com que a Escritura fala. O pecado sexual é um pseudo-refúgio à disposição. Mesmo quando não podemos ter o pecado, podemos fantasiar sobre a presença dele. Entretanto, o verdadeiro refúgio de Deus está disponível pelo mesmo tipo de exercício “meditativo”. Porém, ele pode nos livrar de verdade por meio do direcionamento da Escritura, da presença de Seu Espírito e do envolvimento de Seu povo.

  1. Traição (O Pecado como Minha Vingança)

Quando a traição é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa vingança. Nós sabemos como a traição (especialmente traição sexual) é poderosa, então decidimos usar seu poder para nossos propósitos de vingar-nos daqueles que nos magoaram. Cegos pela dor, tentamos usar a dor para conquistar a dor, mas apenas a multiplicamos. Nós continuamos esse efeito dominó potencialmente infinito que nos agride, alternando as experiências da dor da traição e da vergonha de trair, apesar de sabermos como isso perpetua a dor.

Leia Romanos 12.17-21. É bastante tentador ler essa passagem como se Deus o impedisse de ter um doce alívio e satisfação. Mas, na realidade, Deus está te impedindo de transformar a traição de outro em autodestruição. Deus não está removendo a vingança. Ele está simplesmente dizendo que Ele é o único que pode manejar seu poder sem ser vencido por ela. O pecado não pode derrotar o pecado; não mais que o óleo pode remover uma mancha de suas roupas. É tolice crer que seu pecado sexual pode fazer o que somente a morte de Cristo na cruz conseguiria – trazer justiça à injustiça.

  1. Amargura (O Pecado como Minha Justiça)

Quando a amargura é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa justiça. Se o pecado como vingança é rápido e ardente, o pecado como justiça é lento e frio. Não estamos mais procurando ferir os outros com nossos atos; agora, estamos meramente nutrindo nossa ferida. Se tentássemos explicar nosso pecado em palavras, teríamos de dizer que achamos que nosso pecado tem algum poder de cura. Mas, porque isso parece tolice, tendemos mais a apenas justificá-lo com o pecado cometido contra nós.

Leia Hebreus 12.15-17. Nesta passagem, uma “raiz de amargura” é diretamente ligada ao pecado sexual (v. 16). Quando a amargura distorce nossa perspectiva, trocamos coisas de grande valor (nossa integridade e/ou unidade da família) por coisas de pouco valor (um desejo liberado ou uma fantasia rapidamente trazida à vida) como Esaú vendeu sua primogenitura por uma tigela de sopa.

  1. Oportunidade (O Pecado como Meu Prazer)

Quando a oportunidade é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso prazer. Muitas vezes, o pecado sexual não exige mais que um tempo sozinho com um computador, um momento livre para mandar mensagem ou um membro do sexo oposto para “conversar” (isto é, flerta ou permitir que leve meus fardos). Quando o caso é esse, o pecado sexual tornou-se nossa diversão normal, nosso passatempo preferido. Quanto mais o nosso pecado sexual se infiltra nas partes comuns da vida, mais abrangentes serão as mudanças de coração e estilo de vida necessárias para arrancá-lo.

“A realidade é que, muitas vezes, não gostamos da vergonha e das consequências do pecado, mas ainda gostamos do pecado em si…É por isso que a pornografia é agradável. Vamos ser honestos sobre isso. Se fingirmos que não, jamais a venceremos. As pessoas gostam de assistir pornografia – ou elas não assistiriam. A Bíblia fala sobre os prazeres do pecado. Eles são temporários. Eles são perigosos. Eles são prazeres vazios comparados com a glória de Deus. Mas, não obstante, eles são prazeres”. (Tim Chester em Closing the Window, p. 15)

Leia Filipenses 3.17-21. Paulo está abordando aqueles que têm um “deus em seu ventre” (v. 19). Essas são pessoas cujos apetites básicos, as partes cotidianas de suas vidas, estão em confronto com Deus. Paulo chorava ao pensar em pessoas nessa condição (v. 18). Se a mera oportunidade se torna um motivo central para seu pecado, que essa passagem lhe choque e acorde!

  1. Rejeição (O Pecado como Meu Conforto)

Quando a rejeição é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso conforto. Nossa cultura fez as coisas feitas por causa do “medo de rejeição” parecerem neutras, como se a motivação negativa negasse a malignidade do pecado; como se nós nos tornássemos vítimas de nosso próprio pecado quando tememos a rejeição. O problema com temer a rejeição é que isso nos torna tolos. Somente o temor do Senhor pode nos fazer sábios (Pv 1.7). Quando reagimos por medo da rejeição, naturalmente buscamos o conforto das pessoas em vez do conforto de Deus.

“Assim que entendemos que o alvo primário do comportamento sexualmente viciante é evitar a dor relacional – em essência, controlar a vida – começamos a descobrir o problema principal… Sob diversas camadas da superfície há uma força penetrante e integral que exige o direito de evitar a dor e experimentar a autorrealização. Essa energia egocêntrica é a própria essência do que a Bíblia chama de ‘pecado’”. (Harry Schaumburg em False Intimacy, p. 20, 24)

Leia Provérbios 29.25. A Escritura chama do “medo de rejeição” de “temor do homem” .Não é algo inocente porque substitui Deus como Aquele por cuja aprovação nós vivemos. São os valores, caráter e preferências de quem tememos que influenciam nossas decisões, emoções, moralidade e reações instintivas. Se a rejeição é seu motivo primário para o pecado sexual, permita que essa passagem desafie a orientação da sua vida.

Autor: Brad Hambrick
Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org

Coisas que escondemos · 20/12/2016 às 18h44 | Última atualização em 20/12/2016 às 18h50

As nossas ilegalidades amortecidas


Compartilhar Tweet 1



É visto em diversos lugares uma grande massa de defensores da legalidade tanto na política quanto na religião, no entanto, não são pessoas honestas em suas práticas. Por isso, sobreveio-me um pensamento: e as nossas ilegalidades amortecidas ou entorpecidas? Sobre ilegalidade quero afirmar atos ou situações contrários à lei. Do verbo amortecer e/ou entorpecer quero enfatizar o significado de aplacado, diminuído o impacto, desfalecido.

Fatores como o relativismo ético-religioso, pragmatismo, a ideia do politicamente correto, legalismo no sentindo também de ativismo religioso, tem corroborado com uma postura de falsa santificação e falso discurso. Muitos dos que se opõe à política ou a religião tem como principal argumento a ilegalidade dos ministros religiosos ou as autoridades políticas. De fato, tem como comprovar claramente que a ilegalidade de forma brutal assolou a política e a religião como tantas outras esferas da nossa sociedade.

Não foram poucas as vezes que ouvir comentários e até discursos sobre a questão de que, se quisermos um governo sem corrupção devemos primeiros nos manter como exemplos disso. Faz sentido? Acredito que sim. E creio que vale a pena gastar tempo pensando sobre "nossas" ilegalidades que perderam o impacto e estão amortecidas na nossa conduta cristã. Frases como: "não tem nada haver", "que besteira isso". E até uma mais famosa travestida de piedade que diz: "certamente Deus conhece meu coração". Como se dissesse, "Deus vai entender dessa vez".

São expressões carregadas de falsa piedade [1], tentativas autônomas de ditar "suas" próprias regras e até incutir isso como ensino a outros. Já repetimos diversas vezes sobre a situação das igrejas nos nossos dias, o cenário político está patente aos nossos olhos. Se temos uma resposta para isso, qual seria? O Evangelho [2]. Inevitavelmente é nas Escrituras que recobramos e refletimos sobre nossa conduta cristã [3]. Vida cristã foi prescrita pela Palavra, atribuir algo fora do que já está proposto não passa de escárnio e vitupério.

Caro leitor, não encontre aqui um artigo acadêmico. Encontre aqui um conselho que serve tanto pra mim como para você. As Escrituras deve ser nosso espelho [4], aconselho até parar a leitura se já compreendeu o sentido desse texto e um auto exame seria um bom começo. Jonathan Edwards, um puritano e grande teólogo e pastor do seu tempo, nos orientou em seus escritos e sermões a ler as Escrituras contra nós mesmos. Nosso coração é enganoso e corrupto [5], Cristo afirmou que o coração é o centro de toda a ilegalidade [6]. Calvino, reafirmando as Escrituras declarou ser o nosso coração uma fábrica de ídolos. Corrompido facilmente quando as Escrituras não tem primazia e de fato muitos de nós nem sequer conseguiríamos apontar as nossas próprias ilegalidades.

Quando falo de ilegalidades falo no sentido proposto acima, sentido esse que identificamos como contrário à lei. Quais leis seriam essas? A Lei de Deus [7], ou seja, Sua Palavra. Colocar exemplos de nossas ilegalidades amortecidas levariam horas e várias páginas, digo "amortecidas" pelo fato de que sabemos ser errado, todavia, praticamos com justificativas acertadas ilusoriamente. Toda desculpa aparentemente parece ser algo que Deus irá concordar, ou algo que Deus não julgará.

Uma mentira no trabalho pela ausência do dia anterior não é tão mal assim, uma xerox de um livro sem autorização da editora ou autor ninguém vai saber. Um cd baixado na internet sem a devida autorização do cantor é para edificação da minha vida. Algo que tomou emprestado e não devolver não é errado, é apenas esquecimento. Um livro em pdf, um plágio de uma música, um sistema operacional copiado, um semáforo no vermelho, dirigir no celular. Um namoro que não tenha sexo mas tenha todo tipo de carícias, o uso do material do trabalho para fins pessoais, uma omissão da verdade para a imigração numa viagem internacional, são inúmeras.

Na última semana tive o desprazer de ler uma postagem de um servo do Senhor, cantor dos nossos dias, homem piedoso [8]. Pedindo encarecidamente para que os irmãos não baixassem seus cd's na internet pois ele não autorizou. Isso significaria roubo, porém aqueles que fizeram tal ato poderiam fazer um depósito do valor do produto em sua conta bancária. Penso que deve ter sido constrangedor para muitos, mas, foi estarrecedor ler tantas críticas ao cantor, sendo difamado nas redes sociais. Mesmo ele dizendo acertadamente: "esse é meu pão, meu sustento".

Tratar de uma ética cristã nos nossos dias deve ser sim uma preocupação pastoral, a guarda dos dez mandamentos e suas implicações [9] são fundamentais para ensinar neófitos e maduros na fé. Púlpito não serve para piadas e testemunhos, púlpitos devem ser utilizados para exposição bíblica e doutrina. O quanto temos de ilegalidades? Temos o suficiente para nos arrependermos. E devemos nos arrepender para vivermos de forma piedosa. E quando olho para as minhas ilegalidades, me sinto envergonhada. Provando que nosso conhecimento está fadado a um falso discurso e uma falsa santificação, quando não usado para a glória de Deus e redundando assim em frutos piedosos. Como Calvino afirma: esse conhecimento de Deus deve nos levar a uma vida piedosa [10].

Que não sejam amortecidas as ilegalidades que provém do nosso coração...

“Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza.”

1 Timóteo 4:12 NVI

______________________________________

Notas:

[1] II Timóteo 3.5.

[2] Romanos 1.16-17; Hebreus 4.12.

[3] Salmos 119.105.

[4] Salmos 119.133.

[5] Jeremias 17.9.

[6] Mateus 15.19.

[7] Êxodo 20; Deuteronômio 5.1-21.

[8] Stênio Marcius no seu perfil do Facebook.

[9] Recomendo o estudo baseado no Catecismo Maior de Westminster comentado por Johannes Geerbardus Vos.

[10] Institutas da Religião Cristã, Livro I, capítulos I e II.

Miss. Morgana Mendonça dos Santos

Site: www.pmcompaixao.com

Atos 20.24

Precisamos de teologia! · 19/12/2016 às 11h00

Todos os cristãos precisam de teologia


Compartilhar Tweet 1



É incrível, como existe no meio evangélico dos nossos dias, cristãos avessos ao labor teológico. Eis uma realidade que nem os reformadores gostariam de presenciar no nosso tempo. Nos últimos dias, percebi isso de forma mais aguda e acentuada. Há nos arraiais evangélicos pessoas que de tal forma rejeitam a teologia, não seria isso um grande contrassenso? Me parece que o discurso do amor é uma antítese ao labor teológico.

Dificilmente um texto como esse resolveria a questão, dificilmente um sermão pregado no púlpito dia de domingo conseguiria destruir essa fortaleza que existe no coração de muitos. Acredito que, uma clareza de conceitos, processo de ensino e advertência sobre a importância da teologia, provocariam um passo no longo percurso da quebra de paradigmas.

Não se deve negar que, durante muito tempo, a teologia esteve confinada num mundo acadêmico, toda a questão que envolve a teologia sempre distanciou o público leigo desse privilégio bíblico. Talvez sua linguagem técnica, sua rigorosidade científica, seu aspecto erudito, construíram muros ao invés de pontes para com o público cristão leigo. É possível que, certa "distinção clerical", tenha gerado ao longo do tempo um abismo entre a teologia e os iniciantes no caminho do saber bíblico.

No entanto, a Escritura afirma e direciona o caminho do sacerdócio universal, não apenas a liderança eclesiástica deve vivenciar o labor teológico, mas, todo aquele que professa ser cristão (1Pe 2.9). Todos os cristãos, a Escritura afirma, devem crescer não apenas na graça, mas também no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18). Retomemos o ensino bíblico do sacerdócio de todos os crentes! É verdade que entre abismos e muros, o trabalho de criar pontes será bem maior. Lembro-me, várias vezes, em aulas do seminário, professores repetirem: "somos chamados como construtores de pontes e não de muros".

A ideia que Deus capacita apenas alguns e outros ficam somente como expectadores existe, e tem causado o desperdício e desconforto na causa do Reino. Infelizmente o que se dedica ao labor teológico é visto como orgulhoso, prepotente, sabedor da verdade e que de forma arrogante só sabe criticar ao invés daquele que mesmo sem saber muita coisa, consegue amar sem fazer acepções. Nunca deveria existir essa oposição da teologia e o amor, da teologia e a humildade, da teologia e a piedade. Na verdade, o verdadeiro propósito do conhecimento redundará em adoração através de uma vida piedosa, como testemunho. Esse é o fundamento da teologia, a glória de Deus e uma vida piedosa.

Como um cristão pensa que se opor a teologia o faz mestre na piedade? A definição da teologia não deveria ser aquilo, que o cristão leigo ou não, deveria admitir buscar todos os dias? Conhecimento de Deus não deveria ser desejado? É importante perceber o fato de que hoje muitos dos que rejeitam essa vida acadêmica, são os mesmo que criticam quem assim o faz, negando por sua própria conduta seu discurso repetitivo e obsessivo por mais amor e menos intelecto. Devemos considerar do mesmo modo quem usa o academicismo como chicote e Bíblia como pedrada. De fato, muitos usam do "tulipar" ou "teologizar" para bater e pisar no corpo no qual Cristo é o cabeça, não sabendo realmente como usar esse labor para a glória de Deus.

Há passagens bíblicas que mostram claramente a importância da teologia para todo o cristão e o quanto ela está a serviço do povo de Deus. Mais ainda: que existe benefício para todo o povo de Deus em todos os campos do labor teológico.

Conforme a ordem dada ao sacerdócio real e a nação santa sobre o anúncio das grandezas de Deus (1Pe 2.9), esse é um ponto que se requer preparo no falar. Não deve ser negligenciado, pois as grandezas de Deus não podem ser anunciadas de qualquer forma. E, a parte da teologia que esmera-se nesse assunto, é a homilética, visto que, não somente prepara bem o pregador para o púlpito, mas, todo cristão para uma boa transmissão dessa verdade bíblica.

A grande comissão nos ordena a fazer discípulos e a forma como devemos fazer é ensinando (Mt 28.19-20), a ordem deve ser obedecida. Devemos ensinar tudo aquilo que Cristo ordenou e isso requer conhecimento sobre Deus, seus mandamentos, sua lei. Como podemos fazer discípulos sem teologia? A teologia nos ajuda a romper com os métodos modernos, para crescer no conhecimento da teologia bíblica e exegética.

Pedro, no capítulo 3, verso 15, da sua primeira carta, nos diz que devemos estar preparados para responder à todo aquele que nos inquirir a respeito da esperança que há em nós, a razão da nossa fé. Ou seja, é necessário que tenhamos conhecimento bíblico. Chamamos isso na teologia de apologética, isto é, um discurso de defesa da fé cristã bem embasado nas Escrituras.

Há passagens na Bíblia de difícil interpretação, até o apóstolo Pedro concordou com isso (2Pe 3.16), inclusive, nesse mesmo verso, ele fala de homens que distorcem a Escritura para a sua própria destruição. Pedro traz-nos um alerta para que não sejamos enganados, de forma que não suceda perdermos nossa firmeza. A hermenêutica é o campo da teologia que se encarrega de examinar o sentido preciso de uma passagem bíblica. Como disse Pedro, todo cristão deve crescer na graça e no conhecimento de Cristo Jesus.

Poderia continuar propondo pontos que, de forma clara, são necessários a todo cristão, de fato, todos nós precisamos da teologia. Aprimorar nosso conhecimento a respeito de Deus através da Sua Palavra. Devemos ser inclinados ao labor teológico, ortodoxia e ortopraxia não são opostas, na verdade, são inseparáveis. Sejamos construtores de uma teologia saudável, que seja uma ponte para nossos irmãos da igreja local. Todo cristão deve desejar conhecer a respeito da revelação especial, eis um exemplo claro do conselho de Paulo a Tito:

"Você, porém, fale o que está de acordo com a sã doutrina. Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós."

Tito 2.1, 7-8.

Miss. Morgana Mendonça dos Santos

Site: www.pmcompaixao.com

O Rico Insensato! · 13/12/2016 às 17h00

O Rico insensato e nossa inconsequência!


Compartilhar Tweet 1



O Texto de Lc 12 nos diz que um dia Jesus encontrava-se na Peréia, além do Jordão, perante uma multidão de ouvintes (v.1). Durante um de seus sermões surge uma pergunta inoportuna(v.13) - um ouvinte daquela massa humana, voltado apenas para os seus interesses, interrompe o Mestre com um pedido, envolvendo uma questão de Direito Civil. Em sua resposta, Cristo trata da avareza, apresentando a parábola do "Rico Insensato"(Lc 12.16-21).

O homem descrito é alguém que considera apenas um lado da vida e despreza outra dimensão da realidade: a eterna. Sua maneira de pensar é também a forma como muitos pensam em nossos dias. Nossa sociedade lembra o que Laodiceia, uma das igrejas descritas no Apocalipse (Ap 3:14-22) diz de si mesma: "estou rico, conquistei muitas riquezas e não preciso de mais nada". O problema é que em oposição ao conceito que possuem e ao que acreditam ter valor, Deus se opõe. O v17b dessa passagem mostra o Senhor dizendo: "contudo, não reconheces que és miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que estás nu". O fato de acharmos que estamos bem não quer dizer que estamos, pior, talvez nem notemos nosso equívoco e inconsequência. Tal como este homem da Parábola, definimos para a vida uma base que só se sustenta em nossa mente, mas que no fim, revela-se frágil.

Pelo discurso que faz sobre sua riqueza, podemos notar:

A oposição de conceitos em torno da riqueza: O Enredo deixa claro que embora este homem tenha acumulado bens para si, era pobre para com Deus;em inúmeras narrativas das Escrituras observa-se que aquilo que o homem pensava ser, no fundo não era bem como imaginava. Esse contraste no julgamento dos fatos aparece por exemplo na acusação feita a Igreja de Sardes quando o Espírito afirma - "Conheço as suas obras; você tem fama de estar vivo, mas está morto" (Ap 3:1). Ausentes do zelo pelas coisas eternas, o julgamento que fazemos da realidade sofre influência de nossos desejos e sentidos, talvez sem que notemos estejamos nos curvando aos "ídolos do coração"(Ez 14);

A figura da colheita como um símbolo de destaque no mundo: Trata-se de uma representação das aspirações e ambições humanas, há uma lógica para pensar a si mesmo que ignora qualquer envolvimento das coisas eternas; aquilo que desejamos também procuramos justificar racionalmente, contudo, não passam de pura obra da vaidade.Coisas que roubam o trono de Deus e ocupam lugar em nossa mente nos escravizam, o homem da parábola é obcecado com a ideia de acumular bens para si, a colheita é sua preocupação, isto faz com o intuito de dizer a si mesmo "descanse" (Lc 12:19);

A ideia de que viveria indefinidamente: O homem perdera o vislumbre de sua condição e fragilidade; bem como, sua vulnerabilidade diante do inevitável: a morte. Não raras vezes as Escrituras nos lembram a verdade a respeito de nossa condição, para o salmista Davi, a vida é como um sopro e cedo passa, quando vivemos sem perspectiva do eterno as esperanças recaem em um futuro que criamos e que nos recusamos a desconstruir, por mais débil que este seja. A menos que se esteja sobre a rocha (Mt 7.24-27), inevitavelmente a ruína virá;

Seu referencial de reflexão: O homem fundamenta suas decisões considerando a si mesmo como base; não ouve mais nada além de seu próprio coração enganoso;

Perspectiva Idealizada: O projeto do homem se processa para um tempo onde não existe possibilidade de erro; planeja sem sequer considerar sua condição, como se nada fosse ou pudesse dar errado. É a síndrome da auto-ilusão.

Em suma, este homem não considera haver outra forma de viver que não a sua, não pensa em nada além do momento. Essa é sua incoerência - não há intenção de perguntar se seus atos tem ou não eco na eternidade. O final da Parábola contrasta justamente isso: "Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus."
Lucas 12:20,21.

Cuide de sua alma...e julgue sabiamente aquilo que lhe define valor. Breve costuma ser nossa loucura, mas longo é o arrependimento!

 

Disciplinas para Homens · 12/12/2016 às 19h40 | Última atualização em 13/12/2016 às 13h06

As 10 Disciplinas de um homem piedoso


Compartilhar Tweet 1



Exercita-te na academia de Deus

Homens, jamais chegaremos a lugar algum na vida sem disciplina, mais ainda quando se trata de assuntos espirituais. Nenhum de nós é inerentemente justo, portanto as instruções de Paulo com respeito à disciplina espiritual em 1 Timóteo 4.7-8 assume uma urgência pessoal: “Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. Essa palavra, “exercita-te”, vem da palavra grega da qual derivamos a palavra “academia”. Portanto, convido você para a academia de Deus – para um pouco de dor e um ganho formidável!

1. Disciplina da pureza

A sensualidade é o maior obstáculo à santidade entre os homens cristãos. A queda do Rei Davi devia não apenas nos ensinar, mas botar para correr a sensualidade que há dentro de nós! Encha-se com a Palavra de Deus – memorize passagens como 1 Tessalonicenses 4.3-8, Jó 31.1, Provérbios 6.27, Efésios 5.3-7 e 2 Timóteo 2.22. Procure alguém que o ajudará a manter sua alma fiel a Deus. Uma mente pura é impossível se você vê TV e filmes descuidadamente ou visita sites pornográficos (1 Tessalonicenses 4.3-7). Desenvolva a consciência divina que susteve José: “Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39.9).

2. Disciplina dos relacionamentos

Para ser tudo o que Deus quer que você seja, acrescente algum suor santo em seus relacionamentos! Se você é casado, você precisa viver Efésios 5.25-31: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (v. 25). Para aqueles que são pais, Deus apresenta um treinamento em uma frase pungente: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4). Relacionamentos não são opcionais (Hebreus 10.25); eles nos capacitam a desenvolvermo-nos no que Deus quer que sejamos e, de forma mais eficaz, a aprender e viver a verdade de Deus.

3. Disciplina da mente

A possibilidade de possuir a mente de Cristo (1 Coríntios 2.16) traz à baila o escândalo da igreja de hoje – cristãos que não pensam de forma cristã, deixando nossas mentes indisciplinadas. O apóstolo Paulo entendeu isso bem: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8). Cada ingrediente é uma questão de escolha pessoal. Você jamais poderá ter uma mente cristã sem ler as Escrituras com regularidade, pois você não pode ser influenciado por aquilo que não conhece.

4. Disciplina da devoção

Ler a Palavra de Deus é essencial, mas a meditação incorpora a Palavra e responde: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Salmo 40.8). Além de instruções como Efésios 6.18-20, há duas boas razões para orar. Quanto mais que expomos nossas vidas ao sol incandescente da vida justa de Cristo, mais sua imagem será gravada em nosso caráter. A segunda razão é que a oração submete nossas vontades à vontade de Deus. Muitos homens não têm uma vida devocional eficaz porque nunca planejam por ela; eles nunca expõem suas vidas à sua luz pura.

5. Disciplina da integridade

Dificilmente podemos exagerar a importância da integridade para uma geração de crentes tão parecidos com o mundo em conduta ética. Mas os benefícios da integridade – caráter, uma consciência limpa, intimidade profunda com Deus – prova a sua importância. Devemos deixar a palavra de Deus traçar nossas linhas de conduta. Nosso discurso e ações devem ser intencionalmente verdadeiros (Provérbios 12.22; Efésios 4.15), apoiado pela coragem de manter nossa palavra e defender nossas convicções (Salmo 15.4). Um antigo ditado resume isso: “Semeie um ato, e você colhe um hábito. Semeie um hábito, e você colhe um caráter. Semeie um caráter, e você colhe um destino”.

6. Disciplina da língua

“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tiago 1.260. O verdadeiro teste da espiritualidade de um homem não é sua habilidade para falar, mas, antes, sua habilidade de controlar sua língua! Oferecida a Deus em um altar, a língua tem um poder incrível para o bem. É preciso que haja devoção e determinação contínuas para nos disciplinarmos: “Quem guarda a língua guarda a sua alma” (cf. Provérbios 21.23).

7. Disciplina do trabalho

Em Gênesis 1.1-2.2 encontramos Deus, o Criador, como um trabalhador. Uma vez que “criou Deus o homem à sua imagem” (1.27), a maneira como trabalhamos revelará o quanto permitimos que a imagem de Deus se desenvolva em nós. Não há distinção entre secular e sagrado; todo trabalho honesto devia ser feito para a glória de Deus (1 Coríntios 10.31). Devemos recuperar a verdade bíblica de que nossa vocação é um chamado divino e, assim, ser liberados para exercê-la para a glória de Deus.

8. Disciplina da perseverança

Hebreus 12.1-3 apresenta uma descrição da perseverança em quatro mandamentos. Despoje-se! “Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia” (v. 1). Isso inclui o pecado residual e qualquer outra coisa que atrapalhe. Corra! “…com perseverança, a carreira que nos está proposta” (v. 1). Cada um de nós pode terminar nossa corrida (ver também 2 Timóteo 4.1). Foque! “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (v. 2). Nunca houve um milésimo de segundo em que ele não confiou no Pai. Considere! Nossa vida deve ser usada considerando como Jesus viveu (v. 3).

9. Disciplina da igreja

Você não precisa ir à igreja para ser um cristão; você não precisa ir para casa para ser casado. Mas em ambos os casos, se você não faz isso, você terá um relacionamento muito deficiente! Você nunca atingirá sua masculinidade espiritual plena, nem sua família alcançará sua maturidade espiritual sem compromisso com a igreja. Procure uma boa igreja, e comprometa-se inteiramente com ela. Sua participação deve incluir apoio financeiro, mas também incluir doar seu tempo, talentos, habilidades e criatividade para a glória de Deus.

10. Disciplina da liberalidade

Como podemos escapar do poder do materialismo? Ao dar com um coração transbordante da graça de Deus, como os crentes na Macedônia, os quais “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor” (2 Coríntios 8.5): é aqui que a graça de dar deve começar. Dar desarma o poder do dinheiro. Embora deva ser regular, dar também deve ser espontâneo e sensível às necessidades. E deve ser prazeroso – “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9.7). E Jesus disse: “Mais bem-aventurado é dar do que receber” (Atos 20.35).

Enquanto malhamos as disciplinas de um homem piedoso, lembremo-nos, com Paulo, daquilo que nos estimula a vivê-las – “não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Coríntios 15.10).

 

Nossa triste justiça própria! · 09/12/2016 às 10h00 | Última atualização em 09/12/2016 às 10h39

"Pedro, quando tu te converteres..." Lc 21.32b


Compartilhar Tweet 1



Pedro, quando tu te converteres...

Lc 21.32b

Segundo as Escrituras nos descrevem: Pedro era um dos discípulos de maior destaque, veio dele a confissão magna a respeito da identidade de Cristo (Mc 8.27-30), ele aparece em boa parte das narrativas do Novo Testamento, esteve entre aqueles que foram enviados e replicaram sinais e milagres, enfim, trata-se de um homem que aparentemente nada tem de errado. Ainda assim, este se mostra, em momentos chave, alguém que parece não ter nada com Cristo. É a sua vontade que impera, são seus impulsos que o governam. Se outrora diz ser Jesus o enviado de Deus aos homens, em outro momento nega justamente a missão que tornava aquele de quem falava no Cristo de Deus.

Eis o problema, Pedro acredita que seu discernimento da Pessoa de Cristo é obra sua e, por isso, entende que pode falar sobre a verdade sem maiores agravos. Vivemos uma era em que cada um fabrica a sua própria ideia de Deus ou de como a relação com Ele é. Consideramos que nada tem de errado conosco, afinal, nenhum mal desejamos aos outros, respeitamos o direito alheio e coisas desse tipo. Logo, Deus não tem nenhum motivo para nos acusar.

O que Pedro não viu e muitos de nós não percebe é o que diz Jesus em Mt 16.13-17. Neste episódio, Jesus quer saber o que a multidão diz a seu respeito, quem dizem ser Ele. A resposta final de Pedro é que Jesus era o Filho de Deus. A versão NVT (Nova Versão Transformadora) tem a seguinte tradução do verso 17: "Foi meu Pai no céu quem lhe revelou isso. Nenhum ser humano saberia por si só". Entende o que está escrito? Isso quer dizer que não existe relação com Deus sem que Ele mesmo nos diga como, nem mesmo veríamos a verdade sem a influência Dele. É impossível a qualquer homem salvar-se, não importa quão justo se sinta.

Mais adiante, o verso 23 explica a contradição de Pedro, ele "considera as coisas apenas do ponto de vista humano, e não da perspectiva de Deus". Isto é o máximo que conseguimos: conjecturas, nada mais. Nossas certezas são ilusórias a menos que Ele nos esclareça. O que acontece é que o justo Pedro percebe que não é bem assim que as coisas funcionam. Estes momentos que fogem a lógica de uma fé religiosa, onde não há filtros ou tempo para pensar duas vezes - revelam o que se passa nas profundezas do coração. Basta você considerar o momento em que o mesmo Pedro nega a Jesus (Jo 18:25-27), o "canto do galo" foi o marco do "cair em si" deste homem. Para nós, é um destes instantes em que a hipocrisia e fragilidade do que acreditamos vem ao chão, onde aprendemos o que se esconde para além de nossa tentativa de parecermos bondosos e justos: Pecado!

O discernimento de que Cristo é o filho de Deus não basta se isto não se expressa por meio da própria maneira Dele definir um servo seu: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me (Mc 8:34).

É possível estar servindo a Ele, andando por igrejas, testemunhar milagres e sinais, fazer boas obras, realizar prodígios e ainda assim: precisar de uma conversão? Sim, é! Um dos textos mais dramáticos de Cristo está em Mt 7:21-23, nele o próprio Jesus ensina que no dia do Juízo muitos irão dizer: "Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres?". A resposta é taxativa: "Nunca os conheci!". Não existe relação nenhuma destes com Deus! A ideia que fazem a respeito do Senhor é meramente uma construção deles mesmos. João Batista disse aos fariseus que se orgulhavam de sua religião: "Provem por suas ações que vocês se arrependeram" (Lc 3.8 - NVT).

Os reais servos são antes de qualquer coisa: imitadores. A marca maior de uma conversão é ter em seu íntimo o mesmo sentimento que houve em Cristo, Paulo escreveu: "Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." (Fp 2:7,8).

É somente sob o senhorio de Cristo e governo do Espírito que Pedro e também nós, se torna um convertido. Não apenas isso, o coração é conduzido a mortificação de sua velha natureza passo a passo. Um ciclo que se inicia na ciência de nosso pecado e na tristeza que disto advém, o que nos conduz a um arrependimento que implica em mudança de mente e na disciplina que nos sustenta no caminho que é preciso seguir. Em outras palavras: Cristo é o único caminho, é a verdade e é a Vida; ninguém pode ter qualquer relação com o Pai se não for por meio Dele (Jo 14:6).

Então, boas obras não podem lhe desculpar diante de Deus; nem seu moralismo ou qualquer outra coisa que escolha para se justificar. Enquanto não receber a Cristo, a sentença será a mesma que a de Pedro: "quando tu te converteres". Este é o único caminho para a vida eterna.


Compartilhar Tweet 1



Um Artigo para refletir · 02/12/2016 às 22h00

UM ARTIGO PARA REFLETIR


Compartilhar Tweet 1



Primeiramente quero expressar a minha alegria e gratidão a Deus pela oportunidade ímpar de poder está escrevendo sobre a obra do bom Mestre, e gratidão também pelo convite feito pelo amigo e irmão Presbítero Jorge Melo, para ser um dos articulistas desse grande portal que tem se tornado uma referência no meio evangélico.

Como o tema é livre mas referente a obra do Senhor quero principiar essa coluna com o tema: AS QUATRO CARACTERÍSTICAS DA IGREJA PRIMITIVA. Iremos analisar cada um dos itens constantes em Atos dos apóstolos Cap. 2, Vs. 42: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”. (ARC).

Pois se porventura hoje erramos em nossas igrejas, atividades e etc... não é porque não tivemos um modelo de sucesso para seguir. A receita do sucesso da igreja primitiva ficou registrada nas páginas neotestamentárias, para que as gerações próximas pudesse seguir e obter tamanho agir e poder no crescimento da igreja. Passemos pois a análise dessas características.

“E perseveravam na Doutrina dos Apóstolos,...”(grifo meu), Atos Cap. 2, Vs.42ª.

A palavra Doutrina que vem do grego “didaché”, que quer dizer Ensino, instrução. E aqui observamos a primeira característica nos trazendo algo muito interessante, pois a igreja primitiva permanecia na doutrina (ensino), que os apóstolos ensinavam, não tinha pois nenhuma dúvida daquilo que lhes eram transmitido, porque sabiam que a doutrina (ensinamentos) que os apóstolos estavam passando para eles era vinda do próprio Cristo. Eram ensinamento que gerava vida em todos que ouviam as boas novas de salvação.
O Senhor Jesus, em continuidade ao sermão da montanha ensinava de uma forma tão maravilhosa, que os que ouviam, se admiravam do teor e do caráter constante na mensagem (Mt 7, 28). Era algo, que para aqueles que ali estavam, muito diferente do que acreditavam e que tinham sido ensinado durante toda a sua vida.
Paulo escrevendo a Tito (Tt 1,9), frisa em sua carta que o mesmo deveria se manter firme na mensagem que estava de acordo com os ensinamentos que Paulo o havia ensinado, e assim estaria forte o suficiente tanto para ensinar (exortar) a outros, como também convencer os que pensavam de forma contrária. Existem muitos casos em que, no que diz respeito a obra do Senhor, queremos combater os que pensam de forma contrária que nós com as armas erradas. Na obra do Senhor as nossas armas são espirituais, e os argumentos são tudo aquilo que para nós está escrito na Palavra de Deus.
A igreja do presente século, tem se deixado levar por muitos atrativos, que enchem os olhos, atraem a carne, mas que nada tem a ver com a Doutrina dos Apóstolos, não tem fundamento bíblico de fato. É muito comum, em grande parte, preferirem mensagens que alimentam o ego, do que uma mensagem, que pode não ser muito agradável, porém com fundamento bíblico. Não quero aqui dizer que a Bíblia Sagrada só tem mensagens de repreensão e correções, porém até para alegrar a alma de fato e de verdade, tem que ser mensagem baseada na palavra de Deus, por que senão, não passa de argumentos humanos trazem um alivio paliativo, mas não alimentam a alma.
Paulo escrevendo aos Romanos no Cap. 16 Vs 17(ARC), diz que “Notar os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles”.
Tomemos cuidado, com palavras lisonjeiras, tipo “não é assim que diz a palavra” ou, “o seu pastor é quadrado demais” ou ainda, “você ainda é desse crentes que tem essa visão?”, e que venhamos a cada dia fazer como os crentes de Beréia (Atos 17, 11), “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.”, e observar, conhecer, estudar a verdadeira Doutrina dos Apóstolos. A igreja primitiva vivia em constante crescimento, milagres e união porque não desprezava a verdadeira doutrina (ensinamento).
No próximo artigo estaremos falando sobre a segunda característica da igreja primitiva que tanto contribuiu para que a igreja se tornasse uma potência, mesmo em meio as dificuldades.

Pr. Elieser Avelino de Sousa
Assembleia de Deus de Brasília

Bibliografia:
Bíblia de Estuda Palavra Chave – CPAD
Bíblia de Jerusalém – PAULUS
Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Dicionário Grego do Novo Testamento de James Strong

Pib Teresina 102 anos · 29/11/2016 às 08h08 | Última atualização em 29/11/2016 às 15h36

Conferências de Aniversário 102 anos da Primeira Igreja Batista de Teresina


Compartilhar Tweet 1