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Descanso em Deus! - 04/01/2017 às 17h20

Oração confiante!

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Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus, e partiu. (Jo 4.50.) Orando, crede. (Mc 11.24.) Quando um assunto requer oração específica, devemos orar, até estarmos seguros de que o assunto está nas mãos de Deus; até podermos, com sinceridade, dar-lhe graças pela resposta. Se a resposta aparentemente demorar, não devemos ficar orando como quem não crê que ela vem. Tal oração, em vez de servir de ajuda, será um obstáculo, pois, quando acabarmos de orar, veremos que a nossa fé se enfraqueceu ou até mesmo se foi. O impulso que nos leva a fazer essa oração veio evidentemente de nós mesmos ou do inimigo. Se o Senhor está nos fazendo esperar, pode não ser errado mencionarmos o assunto a Ele outra vez, mas façamo-lo como alguém que está crendo. Não oremos de tal modo a perder a fé, em vez de crescer na fé. Digamos ao Senhor que estamos esperando e crendo que Ele nos ouviu, e desde já, louvemo-lo pela resposta. A própria fé é robustecida quando podemos dar graças pela resposta que já cremos que vamos receber.

A oração que nos faz sair da fé nega tanto a promessa de Deus na Sua Palavra, como aquele "Sim" que Ele segredou ao nosso coração. Essas orações expressam a inquietação do coração, e inquietação resulta de incredulidade quanto à resposta. "Pois nós os que cremos entramos no repouso" (Hb 4.3). É quando ficamos mais voltados para as dificuldades do que para as promessas de Deus, que muitas vezes nascem essas orações ansiosas. Vigiemos e oremos para não cairmos na tentação de orar assim. Abraão, "embora levasse em conta o seu próprio corpo já amortecido, não duvidou da promessa de Deus" (Rm 4.19,20). Fé não é um sentido, nem vista, nem razão — é tomar a Deus na sua Palavra. — disse Evans Roberts.  O começo da ansiedade é o fim da fé, e o começo da fé é o fim da ansiedade, escreveu Jorge Müller. "Visto que por tal caminho nunca passastes antes" (Js 3.4). No meio de circunstâncias confortáveis a sua fé não vai crescer. Num momento a sós com Deus, Ele nos dá uma promessa e, com palavras grandiosas e cheias de graça, confirma uma aliança conosco. Põe-se, então, à distância para ver quanto nós cremos, e a seguir, permite que o tentador venha — ah, e a prova parece contradizer tudo o que Ele falou. É nessa hora que a fé ganha a coroa. É o momento de olharmos para cima através da tempestade e, do meio dos navegantes atemorizados, exclamar: "Eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito". Eu sei em quem tenho crido. Ele criou céus e terra, Me fez, e por mim se deu. Por isso, rujam as águas, No que me falou, espero. Fiel é o que prometeu.

Trecho do livro - "Mananciais do Deserto", de Lettie Cowman.

Editora Betânia

Sodoma em nossa alma? - 03/01/2017 às 09h00

Sodoma vive em nossas almas?

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Se tivéssemos apenas a história da vida de Ló conforme relatada no livro de Gênesis, nunca teríamos imaginado que Ló era um verdadeiro crente. Mas, 2 Pedro 2 nos conta três vezes que esse homem conflituoso e indulgente era “justo” – e mais: que ele estava “enfadado” e atormentado com a vida em Sodoma. A descrição cuidadosamente trabalhada de Ló que Pedro oferece é esta: “…o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas)” (v. 7-8). Ironicamente, embora Ló ficasse revoltado com Sodoma, Sodoma estava em sua alma. É possível, então, que um crente seja atormentado pelo mundo enquanto voluntariamente prende-se ao mundo.

Não há qualquer evidência de que o justo Ló tenha sido alguma influência benéfica para os habitantes de Sodoma. Embora tivesse vivido em Sodoma por anos e fosse proeminente lá e, portanto, tivesse muitas oportunidades de influenciar seus amigos, Ló foi uma decepção completa. Quando o juízo sobreveio a Sodoma, nenhum justo foi achado fora de sua família. Nenhum conhecido, nenhum vizinho, nenhum dos seus servos chegou a conhecer o Senhor. Seu apelo junto aos sodomitas em frente à sua porta foi desprezado por eles. Ló carecia de seriedade; suas palavras não tinham peso.

E o mais trágico: a vida de Ló não fez nada para conduzir sua família e parentes ao céu. Nenhum de seus amigos ou familiares temiam a Deus. Quando ele insistiu que seus futuros genros fugissem da destruição das cidades, “foi tido como zombador”. As palavras de Ló não tinham substância porque ele era insubstancial. Adicionalmente, o estilo de vida de Ló não fez nada para afrouxar o laço da cultura sobre sua esposa. Ela deixou seu coração em Sodoma e, assim, não pôde resistir a olhar para trás — o que levou à sua destruição. A própria mulher que teve suas filhas, que era a pessoa mais íntima, que conhecia os contornos de sua alma, não viu nada nele ou em sua fé para a conduzir da terra ao céu.

Também é evidente que as escolhas de Ló tinham promovido a absorção do espírito de Sodoma pelas almas de suas filhas. O engano, evidentemente, era um estilo de vida em Sodoma. E Ló era parte disso. Mas, seu engano era espiritual e, portanto, domesticamente letal. Interiormente, ele estava “enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis” e afligido “todos os dias [em] a sua alma justa”, diz Pedro; mas, exteriormente ele disse pouco ou nada porque tinha se tornado um homem proeminente na cidade. Ló tinha dominado a arte de ser cego e surdo para os abusos sociais e sexuais de Sodoma. Ele não os praticava. Ele não os aprovava. Ele os detestava. Mas, ele não falava nada contra isso. Blasfêmias e palavreado obscenos receberam o sorriso diplomático e a complacência cuidadosa de Ló.

Suas filhas observaram seu caráter transigente que tão habilmente escondia o que ele realmente pensava. O sobrevivente Ló era um mestre. Suas filhas não poderiam se esquecer de que, em sua infame traição de sues deveres paternais, ele oferecera as duas para apaziguar os homens inflamados de Sodoma. Assim, quando as sucessivas seduções pai-filha aconteceram, as garotas usaram a arte que ele tinha legado a elas. O vinho, a fraude e a traição dele foram misturados e servidos juntos em um cálice sombrio nas profundezas da caverna. A desonra que ele sofreu através das filhas foi notável, pois, com uma cruel ironia, ele mesmo realizou o vergonhoso ato que havia sugerido aos homens de Sodoma. Ló tinha efetivamente semeado Sodoma nas almas de suas filhas.

A tolice de Ló foi esta: embora o mundanismo de Sodoma atormentasse sua alma justa, ele vivia tão perto do mundo quanto podia, agarrando-se àquela preciosa vida até o seu final amargo. E o resultado foi que, embora Deus tivesse julgado toda Sodoma, exceto Ló e suas filhas, Sodoma renasceu em suas próprias vidas. Vemos, então, que é possível que crentes como nós, que são realmente atormentados pelo curso deste mundo, vivam vidas que são tão profundamente influenciadas pela cultura que Sodoma renasce nas vidas daqueles a quem mais amamos.

Por: Kent Hughes

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org

Edição: Bruno Lima

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O impulso do Mal - 02/01/2017 às 09h25

Sabe-se mal quem luta contra si mesmo!

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"Nenhum homem sabe quão mau ele é, até que ele tenha tentado de toda maneira ser bom. Uma ideia tola, mas muito atual é que as pessoas boas não conhecem o significado ou não passam por tentações. Isto é uma mentira óbvia. Só aqueles que tentam resistir a tentação, sabem quão forte ela é. Afinal de contas, você descobre a força do exército inimigo lutando contra ele, não cedendo a ele. Você descobre a força de um vento, tentando caminhar contra ele, não se deitando ao chão. Um homem que cede ante a tentação depois de cinco minutos, simplesmente não sabe o que teria acontecido se tivesse esperado uma hora. Esta é a razão pela qual as pessoas ruins, de certa forma, sabem muito pouco sobre sua maldade. Elas viveram uma vida abrigada por estarem sempre cedendo. Nós nunca descobrimos a força do impulso mal dentro de nós, até que nós tentamos lutar contra ele: e Cristo, porque Ele foi o único homem que nunca se rendeu a tentação, também é o único homem que conhece completamente o que tentação significa–o único realista no total sentido da palavra”.

Por C.S Lewis

Tópicos
Lendo os Salmos! - 01/01/2017 às 11h35

Lendo os Salmos devocionalmente

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Os Salmos formam o maior conjunto de um dos gêneros mais únicos do cânon bíblico, a saber, o gênero de música e poesia. Cristãos evangélicos tendem a negligenciar esse gênero por diversas razões. Em nosso modo de pensar ocidental pós-reforma, pós-iluminismo, a maioria pensa que as partes mais didáticas da Escritura são mais importantes porque são cheias de afirmações lógicas e proposicionais. Alguns pensam que poesia e música são, de alguma forma, menos masculinas. Isso é uma visão completamente não ortodoxa de música, adoração e masculinidade. A maioria dos homens não gostariam de encontrar com o rei Davi em um beco escuro; ainda assim, o melhor poeta e compositor que esse mundo já viu! Biblicamente falando, enxergamos um forte laço entre canto, poesia e masculinidade. Ainda há aqueles que não percebem as qualidades únicas da poesia e música hebraica. Por exemplo: a poesia hebraica tende a “rimar” pensamentos e temas, ao invés de rimar o sons das palavras, embora também faça isso. É por essas e outras razões que muitas vezes sentimos dificuldades, quando se trata de ler qualquer poesia ou canção na Bíblia – sem falar de um livro com 150 delas!

Ao mesmo tempo, e de uma forma única e culturalmente esquizofrênica, somos obcecados com devocionais e literaturas especializadas. Queremos canja de galinha para nossa alma, o manual de estudo para a mulher e o guia devocional do homem para evangelismo no golfe. Um bufê de comida chinesa tem menos opções do que uma livraria cristã tem de material devocional extra-bíblico.

Somos uma cultura obcecada com devocionais com um pé atrás com a poesia canônica. Você está começando a ver o problema? Duas mudanças na igreja cristã contribuíram substancialmente para a forma com que os cristãos negligenciam os Salmos como material devocional.

Primeiro, cristãos agora tem acesso à Bíblia de formas que nunca tiveram antes. Da impressora ao aplicativo no celular, cristão tem aumentado cada vez mais o acesso à Palavra de Deus. Devemos notar que isso é um maravilhoso dom de nosso Deus gracioso. Mas também devemos considerar o quanto isso mudou a forma com que a comunidade cristã aborda a Bíblia. Até a Bíblia se tornar presente em todas as casas e todos os celulares, o acesso predominante à palavra inerrante de Deus para o cristão comum se dava por meio dos componentes litúrgicos, especialmente as partes cantadas, da adoração cristã. E até pouco Séculos atrás, essa era uma dieta composta quase unicamente de Salmos.

Em segundo lugar, os cristãos dos últimos dois milênios de existência da igreja da nova aliança estão cantando cada vez menos os salmos. Eu não sou contra cantarmos músicas fora do saltério, de forma alguma. Creio que devemos incluí-los como parte do repertório. Mas também é inegável que cantar salmos está em declínio na adoração cristã, não no auge.

Então temos uma série de coisas agindo em conjunto. Temos cristãos obcecados com devocionais e avessos a poesia interagindo cada vez menos com os salmos na adoração. Pode ser que esses aspectos da minha avaliação caricata do evangelicalismo tenham ressoado em você, e você gostaria de integrar os salmos na sua vida devocional. Como é que se faz isso?

6 dicas pra ler os Salmos devocionalmente

1) Encontre um plano de leitura dos salmos. Seu primeiro passo é encontra um plano de leitura dos salmos. Uma rápida busca na internet pode ser tudo o que você precisa para encontrar um que te agrade. O bom de ler os salmos sucessivamente em, digamos, um mês, é que eles não são consecutivos, logo, se você não puder fazer uma ou outra leitura, você pode começar de onde parou sem precisar pular algumas partes. Você pode até mesmo ler apenas um salmo por dia e, assim, ler todos os salmos duas vezes por ano.

2) Utilize recursos que mostram Jesus nos salmos. Tão importante quanto encontra rum plano de leitura e segui-lo é encontrar recursos que mostram como os salmos apontam para a pessoa e a obra de Jesus. As razões por que isso é tão importante é porque os autores do Novo Testamento enxergavam os salmos como material crucial para o entendimento de quem Jesus era e o que ele veio fazer. Há, aproximadamente, 147 referências diretas aos salmos no Novo Testamento. Há quase tantas citações de salmos no Novo Testamento quanto há salmos no saltério! Os salmos são fundamentalmente messiânicos.

3) Marque sua cópia dos salmos. Se há um livro da Bíblia que merece uma boa dose de marcação ou sublinhados, é o livro dos Salmos. Por que não conectar a sugestão anterior com essa e marcar todas as 147 referências do Novo Testamento a eles?

4) Ore os salmos. Isso é chave. Os salmos são, fundamentalmente, orações cantadas. Você pode não ser um cantor de salmos (veja o próximo ponto), mas você, definitivamente, deveria ser um orador de salmos. Conforme você lê os salmos, leia-os em voz alta, parafraseando como sendo suas próprias orações. Fazer isso, com o tempo, te ajudará a desenvolver uma vida de oração saudável que utiliza temas e vocabulário da própria Bíblia.

5) Cante os Salmos. Isso é um pouco mais difícil se a sua igreja não faz isso ou você não é muito musical. Mas também é possível encontrar alguns bons recursos na internet para te ajudar a fazê-lo.

6) Leia os Salmos com outros. Por último, ler os salmos com outras pessoas te dá uma perspectiva mais profunda, conforme vocês discutem o que estão aprendendo. Se você encontrou um bom plano de leitura, por que não convidar um amigo para fazê-lo junto com você? Saber que outros estão lendo os mesmos salmos ao mesmo tempo ou nos mesmos dias pode ser uma prática única e edificante.

Por: Joe Holland

Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org

Edição: Bruno Lima

Uso de Pornografia Parte 2 - 23/12/2016 às 09h00

19 fatores que motivam o uso de pornografia - Parte 2

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Parte 2

Fracasso (O Pecado como Meu Sucesso)

Quando o fracasso é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso sucesso. No mundo da fantasia do pecado sexual (pornografia, mídia romântica ou adultério), você sempre ganha. Você fica com a garota. Você é a donzela resgatada. Nenhuma parte da vida real pode competir com a taxa de sucesso rápido do pecado. O pecado vem primeiro e o custo depois. O custo do sucesso verdadeiro vem primeiro. Em casamentos saudáveis, sacrifício é uma parte primária da alegria. Ao entregar-se ao pecado sexual como uma forma de sucesso, ele o levará a desejar o tipo de sucesso que destrói uma família. Mesmo se o relacionamento de adultério se torne estável, ele se tornará “real” o bastante para não mais jogar pelas suas regras preferidas de sucesso.

Leia Mateus 21.28-32. Por que o segundo filho disse “eu vou” e não cumpriu a tarefa (v. 30)? Um motivo potencial é o medo do fracasso. Sem dúvida, ele teria visto o pai insatisfeito com ele e se sentiria mais próximo de alguém que somente quer que ele faça o que tem vontade (i.e., pornografia, mídia romântica ou parceiro de adultério). Usar o pecado sexual como sucesso barato resulta em ferir relacionamentos reais, mentira, ficar na defensiva por ser “julgado” e retroceder a relacionamentos doentios ou fictícios. Em vez de avaliar os outros por como eles nos fazem se sentir, arrependa-se de seu medo do fracasso.

Sucesso (O Pecado como Minha Recompensa)

Quando o sucesso é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna a nossa recompensa. O seu pecado sexual se tornou o que você faz quando precisa descansar ou o que você “merece” depois de completar algo difícil? O seu pecado sexual tornou-se a cenoura que você balança na sua frente para manter a motivação? Quando o pecado se torna a nossa recompensa, nos sentimos enganados pelo arrependimento. Deus e todo mundo que fala em Seu nome tornam-se estraga-prazeres.

Leia Hebreus 11.23-28. Moisés estava diante de uma escolha entre que recompensa ele considerava mais satisfatória: o tesouro do Egito ou o privilégio de ser servo de Deus (v. 26). O pecado sexual nos dá uma escolha semelhante: um tesouro fácil ou um serviço humilde. A não ser que Cristo seja seu herói, e Deus o seu Pai admirável, então a escolha parece facilmente ser andar na direção da destruição.

Direito (O Pecado como o que Mereço)

Quando o direito é nosso motivo para o pecado sexual, o pecado se torna o que merecemos. Quando você está diante do seu pecado sexual, você pensa ou diz “Como eu vou conseguir o que preciso… mereço… conquistei?”. Você consegue ver como o pecado sexual tornou-se sua medida para o que é um “bom dia” ou se alguém está contra ou a favor de você? Você está disposto a permitir que apenas Cristo, que morreu pelo pecado de onde você está tentando obter vida, seja a medida do que é “bom” em sua vida?

Leia Jeremias 6.15 e 8.12. O povo de Deus tinha perdido a habilidade de envergonhar-se do pecado. Por quê? Uma explicação possível (que pode explicar nossa incapacidade de envergonhar mesmo se não se aplica a eles) é que eles criam que mereciam seu pecado. Quando isso acontece, acreditamos que sabemos mais que Deus. Nós creditamos que as situações únicas da nossa vida são mais importantes que as verdades eternas da ordem criada de Deus. Nossa confiança para discutir nos furta a humildade necessária para se envergonhar.

Desejo de Agradar (O Pecado como Minha Auto-Afirmação)

Quando o desejo de agradar é nosso motivo para o pecado sexual, então o pecado se torna nossa auto-afirmação. É fácil agradar um ator pornô ou um parceiro de adultério. Eles têm interesse em serem agradados. Toda o relacionamento é baseado em comércio (“o cliente tem sempre a razão”) ou conveniência (“se eu não estou agradando você, você tem outro lugar para ir”) em vez de comprometimento (“eu escolho você incondicional e fielmente nos tempos bons e ruins”). Muito frequentemente, o pecado torna-se um lugar de fuga quando você não está querendo fazer alguém feliz.

Leia Efésios 4.25-32. Note que o tipo de interação relacional descrita nesses versos é incompatível com um desejo exagerado de agradar os outros. Não podemos viver a vida para a qual Deus nos chamou (quer estejamos pecando sexualmente ou não) se nosso principal desejo é agradar os outros. Nossas conversas devem ser graciosas e boas para a edificação (v. 29), mas isso pressupõe que estamos dispostos a falar sobre áreas de fraquezas com aqueles que amamos.

Horário (O Pecado como Tranquilizante)

Quando o horário é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso tranquilizante. Você usa seu pecado sexual para ajudar a dormir, começar o dia, acabar com o tédio, passar o tempo ou como um estimulante? Quais são os horários do dia ou da semana em que normalmente você luta contra o pecado sexual? O seu pecado sexual tem se tornado uma rotina?

Leia 1 Timóteo 4.7-10. Quando você usa o pecado como um tranquilizante, você está se exercitando na impiedade (veja o v.7). Muitas vezes, como essas ocorrências acontecem durante períodos de inatividade, achamos que não são tão ruins. Nós as vemos mais como uma criança que ainda chupa o dedo em vez de uma criança que está desafiando a instrução direta dos pais. Se disciplinar-nos para a piedade significa algo, isso é importante quando nos sentimos indisciplinados.

Lugar (O Pecado como Meu Escape).

Quando o lugar é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna o nosso escape. A natureza fantasiosa de todo pecado sexual o torna uma fuga perfeita de um local desagradável. Nós podemos estar “presentes” e “ausentes” ao mesmo tempo. Nós podemos receber presença (ou pelo menos evitar levar falta) sem precisar estar presentes. Podemos estar mentalmente com nosso amante enquanto enfrentamos um encontro chato, crianças difíceis, um cônjuge desinteressado, um apartamento solitário ou outro contexto desagradável.

Leia o Salmo 32. Perceba que o salmo começa falando sobre um tempo ou lugar desagradável (v. 1-5). Mas, em vez de fugir, Davi correu para Deus (v. 7) e encontrou a alegria que você busca por meio da fuga pelo pecado sexual (v. 10-11). Quando nós fugimos em uma fantasia sexual, estamos usando nossa fantasia como um Deus substituto. Estamos, com efeito, orando para e meditando sobre nosso pecado durante um período de dificuldade em busca de libertação.

Pensamentos Negativos (O Pecado como Meu Silenciador)

Quando pensamentos negativos são nosso motivo para pecar, o pecado torna-se nosso silenciador. Na fantasia sexual (pornografia, mídia romântica ou parceiro de adultério), sempre somos desejados e vemos a nós mesmos pelos olhos de quem nos deseja. Nós nos entregamos a eles não apenas fisicamente, mas na imaginação. Porque nós sabemos que o relacionamento tem curto prazo, estamos dispostos a isso. Se o relacionamento fosse permanente, o poder do efeito silenciador seria diluído com o passar do tempo e negado por nosso crescente número de falhas na presença do (a) parceiro (a).

Leia o Salmo 103. O pecado (ou mesmo um relacionamento humano saudável) nunca fará o que somente Deus pode fazer. O silêncio definitivo para os nossos pensamentos negativos é a morte de Cristo na cruz – afirmando que éramos tão maus quanto pensávamos, mas substituindo nossa deficiência com Sua justiça. O pecado sexual oferece uma justiça fantasiosa. Ele só pode oferecer o tipo de cobertura zombada no clássico livro infantil A Roupa Nova do Imperador.

Público (O Pecado como Meu Parque de Diversões)

Quando o público é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso parque de diversões. Nós caminhos pela vida como uma criança num parque; admirando cada pessoa que vemos como um brinquedo novo ou uma aventura romântica, fazendo insinuações sexuais grosseiras a cada comentário ou tratando todos os presentes como se eles existissem para nos divertir e nos estimular sexualmente. Nosso pensamentos particulares são alimentados por uma interpretação hipersexualizada do que está à nossa volta.

“O ato de olhar pornografia é em si mesmo parte do socorro que ela pretende oferecer. Eu posso procurar mulheres que estão disponíveis para mim. Eu posso escolher entre elas como um ser soberano. Isso oferece um senso de controle”. (Tim Chester, em Closing the Window, p. 50).

Leia Romanos 1.24-25. Você consegue ver na descrição do sexo como um parque o que significa “mudar a verdade de Deus em mentira, e honrar e servir mais a criatura do que o Criador” (v. 25)? Deus nos entregará a esse tipo de coração lascivo (v. 24). É por isso que uma amputação radical do pecado é uma resposta sábia e necessária para impedir que o pecado sexual se torne nosso parque de diversões (Mt 5.27-30).

Fraqueza (O Pecado como Meu Poder)

Quando fraqueza é o que nos leva ao pecado sexual, o pecado se torna nosso poder. A estimulação (física e química associada com a excitação) do pecado sexual oferece uma fachada de força. Outra pessoa se deleitando em você produz uma aparência de importância. Como acontece com muitos desses motivos, o sexo torna-se um meio para um fim. Sexo não é mais uma expressão de amor, mas uma tentativa de obter algo. Isso é sempre uma receita para sexo disfuncional e insatisfatório.

“Meu pastor pregava que a principal questão do adultério é que você quer alguém para adorar e servir você, para estar à sua disposição. Isso ecoou em mim. Eu podia enxergar esse tema em minhas fantasias”. (Testemunho anônimo em Pornography: Slaying the Dragon, de David Powlison, p. 15).

Leia 2 Coríntio 11.30. Você está disposto (expor pública e verbalmente) sua fraqueza como uma maneira de fazer Cristo mais conhecido e viver em relacionamentos mais autênticos? Essa é a única liberdade que permitirá que você desfrute o que está procurando no pecado sexual. Se isso soa retrógrado, leia o que Paulo diz em sua primeira carta aos Coríntios (1.20-25) e pergunte a si mesmo se sua “sabedoria” é ficar mais perto ou mais longe de onde você quer estar.

“Pornografia sempre é um sintoma de questões mais profundas. Envolve lascívia, mas também envolve raiva, intimidade, controle, medo, fuga e assim por diante. Muitos desses problemas aparecerão em outras áreas da vida”. (Tim Chester, em Closing the Window, p. 109).

Para algumas pessoas, o motivo de seu pecado sexual será muito evidente. Talvez você possa rapidamente entender os motivos que o levam a acreditar que o pecado “vale a pena” ou “funcionará” dessa vez. Para outros, exige reflexão no momento de tentação para discernir o que os atrai.

O valor de entender o motivo de nosso pecado é que nos permite ouvir as promessas vazias que o pecado faz para que possamos voltar para nosso amoroso Pai Celestial que quer e pode cumprir essas promessas. Eu espero que esse post tenha te ajudado a enxergar o vazio do pecado e te preparado a aceitar a plenitude de Deus no evangelho.

Autor: Brad Hambrick

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org

 

Edição: Bruno Lima

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