Teresina sai às ruas amanhã à tarde com 10 mil manifestantes
A onda de protestos que explodiu no Brasil tem provocado diferentes, variadas e desencontradas leituras. Cientistas sociais e políticos, bem como os analistas, estão elaborando teorias de todos os gostos para o fenômeno. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-ministro da Educação e ex-governador de Brasília, por exemplo, "as manifestaç?es são o prelúdio do esgotamento de um modelo político-social-econômico dos últimos 20 anos."
Sim, dos últimos 20 anos, pois a política do governo petista tem sido uma continuação da praticada ao longo dos dois governos FHC, com privatizações, privilégios ao sistema financeiro e estagnação da economia. A diferença é que a inflação está ganhando força. A carga tributária aumentou e os serviços públicos pioraram no período.
Já a presidente Dilma Rousseff avaliou, em seu blog, que o "Movimento Passe Livre volta às ruas para protestar contra o aumento nas tarifas do transporte público. Há outros atos previstos para esta semana. As manifestações continuam e vão crescer. Delas temos que tirar lições, reformar as polícias e os transportes públicos."
A presidente Dilma reflete ainda: "Mas também precisamos entender o caráter dos protestos, que vão além do preço e da qualidade dos transportes. É uma nova juventude exigindo mudanças políticas e culturais. Uma oportunidade para o PT e os nossos governos mudarem a forma de se comunicar."
Teresina entra amanhã na onda dos protestos. O movimento começa às 16horas, na avenida Frei Serafim. A previsão dos organizadores é que pelo menos 10 mil pessoas deverão comparecer ao ato público, que se apresenta como pacífico e apartidário, bem diferente daquele havido em 2011, marcado por violência contra os manifestantes.
Como em Teresina não houve reajuste na tarifa de ônibus urbanos, os manifestantes vão protestar contra a qualidade do serviço de transporte e de outros serviços públicos.
Fonte: (Diário do Povo)








