Sílvio Mendes recebe sinal verde do PSDB para montar seu palanque
O ex-prefeito Sílvio Mendes está tentando se reinventar para ser candidato outra vez ao Governo do Estado. Em 2010, ele renunciou ao mandato de prefeito de Teresina para concorrer ao cargo de governador. Estava em sua melhor fase na vida política e avaliou que a vitória seria possível. Perdeu no segundo turno, quando todas as forças governistas, que se dividiram no primeiro, voltaram a se unir contra a candidatura dele.
Como Wall Ferraz (em 1990), Francisco Gerardo (em 1998) e Firmino Filho (em 2006), Sílvio certamente calculou que o PSDB poderia eleger o governador apenas com os votos de Teresina, onde, até aqui, o partido é imbatível. Outra vez, os tucanos ficaram a ver navios, pois a penetração da legenda no interior do Piauí é inexpressiva. E quase 80 por cento dos votos estão lá.
O ex-prefeito participa, agora, da costura de uma estratégia ousada para disputar novamente o governo. Essa estratégia inclui a saída dele do PSDB, que, no entanto, pela palavra de seus líderes, continuaria a apoiá-lo. Sílvio se filiaria ao PP ou ao PR e contaria ainda com o PTB, PSD, MD, PTC e outras siglas emergentes. Dará certo? Talvez não. Mas pelo PSDB ele e outros já tentaram e também não deu.
O que ainda aflige o ex-prefeito é a eleição presidencial. Ou pelo menos afligia. Pesquisas qualitativas apresentadas a Sílvio autorizam a arriscada manobra política. Quanto à questão nacional, a tensão diminuiu. Na convenção do PSDB, em Brasília, no final de semana, ele conversou abertamente com o senador Aécio Neves, novo presidente da sigla, e o com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Os dois também autorizaram a estratégia de Sílvio para concorrer ao Governo do Piauí.
Não poderia ser diferente. O peso do Piauí numa eleição presidencial é de inexpressivo: apenas 1,5%. Não valeria a pena uma confusão por tão poucos votos. Assim, a cúpula do PSDB entendeu de deixar o ex-prefeito à vontade para seguir o seu caminho. Ele procura, agora, construir um arco de aliança que possa respaldar sua candidatura de igual para igual nas próximas eleições.
O problema para o ex-prefeito é, lá frente, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e articulador dessa virada política na carreira de Sílvio, entender de ser candidato a governador, abrindo negociações com o PT ou o PMDB. Mas não há passo sem risco na política.
Fonte: (Diário do Povo)








