Escândalo da Petrobras -
Empresa que atua no lixão pertence a grupo da agenda de Paulo Roberto
A empresa que atua na capina, varrição e monitoramento do aterro sanitário de Teresina pertence a um grupo econômico que tem o nome de uma de suas subsidiárias grafado na agenda do ex-diretor de Abastecimento e Refino da PETROBRAS Paulo Roberto Costa - homem bomba que disse que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, recebia dinheiro sujo das negociatas envolvendo a estatal. Ao lado da subsidiária existe a cifra de R$ 600 mil.
A VEGA Engenharia Ambiental S/A, de São Paulo, foi contratada sem licitação no dia 16 de agosto de 2014 e pertence ao Grupo SELVÍ, que por sua vez é proprietário da REVITA Engenharia S/A, empresa que está na agenda do ex-diretor da PETROBRAS.
A contratação da VEGA foi feita sob o regime emergencial, sem licitação pública. O valor do contrato corresponde a R$ 3.649.205,04 a serem pagos mensalmente. Ao final de meio ano, o valor chega a R$ 22.162.230,24 e já foi motivo de questionamentos na Câmara de Vereadores de Teresina.
Coincidentemente, a VEGA doou ao então candidato Firmino Filho (PSDB) na eleição para prefeitura da capital, no ano de 2012, o valor de R$ 500 mil, na data de 28 de agosto. O valor figura na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral e está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A empresa passou a atuar em Teresina depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a suspensão dos serviços da empresa Sustentare. A VEGA atuará na capital até que outra empresa seja contratada por licitação pública. Um processo demorado, por ser passível de vários questionamentos nos campos administrativo e jurídico.
No início dos trabalhos a empresa chegou a causar inúmeros problemas para os moradores. O lixo simplesmente não era recolhido corretamente. A justificativa era que a VEGA havia contratado profissionais que não conheciam todas as rotas de Teresina.
AERONÁUTICA DIZ QUE LIXÃO É UM PROBLEMA
A polêmica envolvendo o lixo na capital não se resume somente à doação que a empresa VEGA fez ao atual chefe do Palácio da Cidade, muito menos ao fato de uma das subsidiárias do grupo econômico ao qual a VEGA pertence constar das anotações confidenciais de Paulo Roberto Costa ao lado de um valor considerável.
A Aeronáutica notificou no final de agosto deste ano o prefeito Firmino Filho para que interrompa as atividades do aterro sanitário em Teresina. A justificativa é que o lixão pode contribuir para drásticos acidentes na aviação aérea.
As aves, em sua maioria urubus, que circundam o lixão podem ser obstáculos com vasto potencial de destruição caso impactem com um avião. O local onde é situado o aterro sanitário está no raio de atuação do aeroporto Petrônio Portella. Nenhuma providência foi tomada até o momento.
LICITAÇÃO PÚBLICA
A Prefeitura de Teresina, no entanto, fez publicar nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial do Município edital de licitação no valor de R$ 95 milhões para a “coleta de resíduos sólidos urbanos, sistemas complementares de limpeza urbana, operação e monitoramento do aterro sanitário”. O mesmo lixão que coloca em risco cerca de dois milhões de passageiros do aeroporto, segundo a própria Aeronáutica.
O prazo de atuação previsto no edital de licitação é de 12 meses, “podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos, até o limite de 60 meses”, conforme prevê a Lei de Licitações.
Fonte: None







